segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Quem cuida de som nas igrejas não é SONOPLASTA!



Quem cuida de som nas igrejas não é "sonoplasta"!
"O termo SONOPLASTA, de SONOPLASTIA, não é ideal para dar nome ao INFELIZ que fica em uma mesa de som. Sonoplasta é aquele cara que põe efeitos sonoros em teatro,  filmes, programas de tv, etc. Acho que o melhor termo a ser usado é Operador de Áudio".
A melhor definição de sonoplasta seria "artista plástico do áudio", e ele faz exatamente o que você falou.
Existe muita dúvida sobre qual o nome para definir quem opera o sistema de som. Nas igrejas, chamam de tudo: "sonoplasta", "peazeiro", "operador de áudio", "mesário", "técnico de som", "menino do som", e por aí vai.
Então, para esclarecer, vamos definir cada uma, até encontrar o melhor termo.
– "sonoplasta" deve ser usado para quem trabalha com áudio de teatro, cinema ou televisão, editando as trilhas sonoras de filmes ou programas, inserindo efeitos especiais, etc;
– "operador de som", "operador de sonorização" ou "operador de áudio" para quem trabalha cuidando da operação de um sistema de equipamentos de som, inclusive nas igrejas. Esse é o melhor termo.
– "técnico de som", "técnico de sonorização" ou "técnico de áudio" para quem, além de trabalhar cuidando de sistemas de sonorização, também faz manutenções nesse sistema (soldas, conserto de equipamentos, pequenos projetos, etc). Muitas vezes é usado como sinônimo de "Operador", mas na verdade o técnico faz mais que o operador.
– "peazeiro" é o nome popular para o operador/técnico de som que trabalha com grandes sistemas de áudio, grandes eventos. É um termo mais adequado para profissionais, para quem ganha dinheiro com isso. 
– "mesário" é quem cuida de mesa. É um termo usado apenas para os chefes das seções eleitorais (época de votação). Quem cuida de uma seção eleitoral são os mesários, cuidam das mesas de votação.  Não deve ser usado para áudio.
– "menino do som". A explicação é óbvia, mas até que eu, do alto dos meus 33 anos, barrigudo e perdendo muito cabelo, não me importo de ser chamado assim.
É melhor para todos passar a usar os termos corretos, principalmente para não pagar mico diante de profissionais, em cursos ou em lojas. E pelo amor de Deus, não vá me falar que é Levita.
Mas a melhor definição mesmo é: 
"o infeliz que fica em uma mesa de som", só sabe o que estou falando quem fica por lá no sofrimento segurando a onda de quem "se acha" artista (levita na pior das hipóteses), e que em sua grande maioria além serem relaxados,não estudarem, ainda não entenderam o que estão fazendo no grupo de louvor, qual o motivo, qual o centro. Pois o que se mais vê é gente preocupada apenas com o "umbigo" e a aparência, Cristo que deveria ser o centro fica de espectador.

"E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens,..." Colossenses 3:23

#DeNada

Ação das Cordas versus Sustain




Muita gente ao levar o instrumento para regulagem em um Luthier geralmente diz o seguinte:
- "Abaixe as cordas o máximo possível!"
Mas o que poucos sabem é que quanto mais próximas as cordas, menor o "sustain".

Como assim?
Imaginemos uma corda solta, isoladamente. Quando a corda é ferida, ela exibe uma vibração natural na frequência da nota correspondente a ela e em uma amplitude equivalente à força que gerou a vibração, isto é, à força da “palhetada”. Via de regra, quanto maior essa força, maior a amplitude de vibração.


Imaginemos uma corda solta, isoladamente. Quando a corda é ferida, ela exibe uma vibração natural na frequência da nota correspondente a ela e em uma amplitude equivalente à força que gerou a vibração, isto é, à força da “palhetada”. Via de regra, quanto maior essa força, maior a amplitude de vibração.


Em um braço de um instrumento com as cordas normalmente instaladas a uma altura confortável, porém não tão baixa, teremos a seguinte situação quando a corda é ferida: o ângulo entre a corda e o braço do instrumento é suficiente para manter separada a corda vibrante do próximo traste.





Nesta situação, a corda vibra naturalmente sem colidir fisicamente com nenhum obstáculo, e para de vibrar apenas pela atenuação natural da vibração.

Porém, em instrumentos com ação de cordas baixa temos uma situação onde, mesmo com trastes perfeitamente alinhados, o angulo formado entre a corda e o braço é muito pequeno, não sendo suficiente para evitar o contato da corda vibrante com o traste seguinte. Como consequência, as cordas batem nos trastes seguintes à nota pela sua vibração natural:





Este “trastejamento natural” acaba por gerar às vezes, um som indesejável (“pec pec”) e reduz o tempo de vibração das cordas, mais conhecido como sustain.


Desta forma, em um instrumento convencional, quando as cordas encontram-se muito próximas dos trastes, deve-se arcar com o ônus da redução do sustain do instrumento e com um ruído indesejável, mesmo que os trastes estejam perfeitamente alinhados. Por isso, normalmente, os músicos que gostam de cordas bem baixas, utilizam efeitos de distorção, compressores, drive, etc, que acabam por aumentar artificialmente o sustain do instrumento. Aqui cabe muito bem a frase de um de meus mestres de Luthieria: 
"Não existe instrumento de cordas baixas que não "trasteje" quando desplugado"


Dúvidas Comuns

Eu gosto de cordas baixas! Como melhoro o sustain e reduzo o som resultante da colisão com os trastes?

Como eu disse anteriormente, a amplitude de vibração depende de alguns fatores como:


1 – a força que é aplicada sobre as cordas – quanto mais “leve” a mão do guitarrista, menor a amplitude de vibração e, consequentemente, menor a probabilidade de a corda colidir com os trastes.

2 – a espessura das cordas – encordoamentos mais grossos são mais resistentes e, portanto, vibram em menor amplitude quanto tocados pelo mesmo guitarrista.


3 – o material do qual são feitas as cordas – Há uma grande variedade de marcas de encordoamentos, sendo que cada uma apresenta uma liga metálica diferente, ou um tratamento anti-corrosão diferente. Desta forma, cada marca e modelo de encordoamento terá uma resistência diferente dos demais. Encordoamentos mais “duros” exibirão o maior sustain em instrumentos com cordas baixas.


De uma forma resumida, o músico deve escolher entre o maior sustain, com cordas não tão baixas, e o maior conforto e velocidade, com cordas bem baixas, mas é claro, é possível dosar ambos para chegar na melhor conformação possível para cada músico.


Dica para regulagem

Como já comentei no inicio do post a ação de cordas mais requisitada é a mais baixa possível. Mas é importante salientar que 3 pontos principais determinarão o quanto será possível diminuir a ação das cordas:

1- A pegada do músico: Quanto mais baixas as cordas, mais leve deverá ser a pegada do músico. Palhetadas agressivas obrigam o aumento da ação das cordas.

2- O raio da escala do instrumento ajuda a determinar essa ação de cordas. Se o raio for menor que 12 polegadas, será difícil conseguir cordas baixas, pois os bends, principalmente a partir da casa 12, certamente trastejarão.
3- Calibre de cordas: O calibre determina a tensão. Quanto maior essa tensão, menos espaço a corda precisará para vibrar, permitindo diminuir a ação.
A combinação destes 3 itens determinará a ação de cordas perfeita para o músico, seja ele guitarrista, baixista ou violonista.
Medir a ação de cordas é uma questão de referência. Uma das maneiras e averiguar a distância entre as bases das cordas e o topo do traste 12.
Algumas medidas para simples referência:
Les Paul - Entre 1,00mm e 1,5mm
Strato - Entre 1,2mm e 1,6mm
Tele - Entre 1,4mm e 2,mm
Ibanez e cia - Entre 0,8mm e 1,3m
m

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Raio da Escala: que raio é isso?

    fonte: guitarra99 - Paulo May


Raio : "O raio de uma circunferência (ou círculo) é definido com a distância do centro a um ponto qualquer da circunferência." Portanto, o raio é metade do diâmetro da circunferência.

Partindo disso, vamos pegar de exemplo o famoso raio de 7.25 polegadas das Fender antigas. 7.25 polegadas equivale a 184.1 milímetros. Vamos arredondar para 18,4 centímetros. Pegue uma régua, marque 18,4 cm, depois abra um compasso e faça um círculo usando esse raio (ou prenda um lápis na régua e gire-a - não precisamos ser exatos aqui). Observe a curvatura em qualquer ponto desse círculo: essa é a curvatura da escala.


A mão humana tem, mesmo na posição de descanso, uma curvatura natural, por isso quando fazemos acordes, percebemos que as escalas mais curvadas (de raios menores) são mais agradáveis/naturais:


 Escala reta exige uma abordagem diferente no manuseio do braço. Tem quem goste. Eu detesto! :)
Algumas escalas comuns:


Fender Stratocaster American (atuais):          9.5" (241 mm)
Vintage Fenders:                                                 7.25" (184.1 mm)
Gibson Les Paul:                                                 12" (305 mm)  
Ibanez (variam de 12" a 18"): RG e S:             14"(400-430)  Artcore:12" (305mm)
Jackson:                                                               16" (406 mm) ou composto, de 12" (nut) a 16" (heel).
PRS: a maioria é:                                                10" (254 mm). Santana e Custom 22/12: 11"
Guitarras (maioria) com LSR roller nuts:         9.5" a 10" (241 mm to 254 mm)
Guitarras (maioria) com Floyd Rose bridge:    10" (254 mm)
Violões Clássicos:                                                flat (reto, sem raio)

        O problema de escalas com raios menores que 9.5", ou seja, muito curvadas, é que quando damos um "bend", ppte nas duas primeiras cordas, às vezes ocorre um travamento da nota. Para minimizar esse problema, a ponte, aliás, os carrinhos/saddles da ponte devem ser alinhados numa curvatura correspondente ao raio da escala, fazendo também uma curva. Pouca gente se toca disso. Os saddles da 3ª e 4ª cordas estão bem mais elevados que os da 1ª e 6ª numa guitarra com escala de raio 7.25", por exemplo:


 Essa é a ferramenta (gabarito) para checarmos o raio da escala:


Atualmente a moda é braço com escala de raio"composto" (compound radius). Inicia com uma curvatura maior, favorecendo os acordes e termina com uma menor, favorecendo os solos e bends:


Tecnicamente, quando essa transição é gradativa, deveria ser chamada de escala "cônica" e não composta, porque ela lembra de fato um cone:


Cada guitarrista acaba tendo um raio de escala preferido. Eu gosto bastante dos raios entre 9.5" e 12". A PRS SE com raio de 10" é extremamente confortável pra mim.
Mas isso pode mudar com o tempo. O cara inicia com bases e prefere raios menores. Depois, começa a fritar e vai aumentando o raio... :)

Outro fator importante é a forma do braço , que juntamente com a escala, fazem o "full contact" com a nossa mão. As formas mais comuns de braço são:


Não sei se vocês já perceberam, mas pontes para Les Paul já vem com uma certa curvatura. Exatamente 12" de raio, pra seguir o raio da escala Les Paul. Eu ajusto também os parafusos dos captadores para essa curvatura - nada mais óbvio e pouca gente faz.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Desenvolvendo Melodias




Desenvolvimento Melódico

Uma de nossas principais preocupações deve ser tocar melodicamente. Isso não necessariamente significa tocar bonitinho, mas é preciso haver algum senso de continuidade para suas linhas melódicas, e elas precisam ser interessantes em si mesmas. Você também precisa estar consciente do desenvolvimento rítmico e harmônico de suas improvisações; eu incluo esses conceitos na expressão "desenvolvimento melódico". Isso é difícil ensinar, e é provavelmente o aspecto da improvisação que requer mais criatividade. Qualquer um pode aprender as relações entre acordes e escalas; o que você faz com esse conhecimento é o que determina como sua música vai soar. O livro How To Improvise, de Hal Crook, tem muitas informações sobre o desenvolvimento melódico, especialmente sobre variação rítmica, voltadas para o músico de nível intermediário, enquanto The Lydian Chromatic Concept Of Tonal Organization For Improvisation, de George Russell, e A Chromatic Approach To Jazz Harmony And Melody, de David Liebman,  contêm discussões avançadas e muito técnicas sobre desenvolvimento harmônico.


Intensidade

Você precisa estar consciente do contorno de seu solo. Uma maneira comum de estruturar um solo é baseada no modelo de como se conta uma história. Você começa de maneira simples, vai acrescentando uma série de tensões menores até um clímax, e aí chega a uma frase de desfecho. Isso funciona bem na maioria das situações. No entanto, você pode querer ocasionalmente variar desse formato. Você pode decidir começar com mais força para abrir seu solo, ou pode querer encerrar bem no clímax, e deixar de lado o arremate. 

Pode querer manter todo o solo com um baixo nível de intensidade para passar uma sensação relaxada, embora você nem por isso vá querer entediar seus ouvintes. Pode querer manter o nível de intensidade num ápice controlado. Mais ou menos como um comediante trabalhando num auditório, você pode querer alterar suas estratégias à medida que avalia o clima da plateia. Você deve se esforçar para ter o controle da resposta emocional que sua música gera nos ouvintes.

Há alguns expedientes comuns que podem ser usados para estruturar seu solo. Um dos mais importantes é a repetição. Depois que um solista toca uma frase, ele frequentemente repete ela, ou uma variação dela. Geralmente a frase, ou a variação, é tocada três vezes antes de se passar para alguma outra coisa. A variação pode ser transportar a frase, ou alterar notas importantes dentro dela para conformar a frase a um novo acorde/escala. A variação pode consistir simplesmente de começar a frase num ponto diferente do compasso, como no terceiro tempo em vez do segundo. A frase em si pode ser alterada ritmicamente, tocando-se mais devagar ou mais rápido.

Relacionada à ideia da repetição, está a ideia de pergunta e resposta. Em vez de repetir a frase original, você pode considerar a frase como uma pergunta ou chamado, e continuar com uma resposta. Esta é a analogia musical a perguntar "você foi à loja hoje?", e então responder "sim, eu fui à loja hoje".

Na maioria dos instrumentos, você pode aumentar a intensidade tocando com mais volume, mais alto, e mais rápido; tocar mais suave, mais baixo, e mais lento geralmente reduz a intensidade. Tocar padrões rítmicos simples, como semínimas e colcheias onde o acento cai no tempo, é geralmente menos intenso do que tocar ritmos mais complexos, tais como ritmos sincopados, onde a maioria dos acentos cai fora do tempo. Uma hemíola é um tipo particular de esquema rítmico em que uma métrica é superimposta a outra. Um exemplo disso é o uso de tercinas de semínimas quando se toca num compasso 4/4.

Uma nota longa sustentada consegue também gerar intensidade na maioria dos instrumentos, embora os pianistas talvez precisem usar trinados ou oitavas quebradas ("rolling octaves") para alcançar esse tipo de sustentação. Uma única nota ou frase curta repetida inúmeras vezes consegue produzir uma espécie similar de intensidade. Você precisa usar seu próprio julgamento para decidir o quanto é o bastante.

Construção de Frases

As relações entre acordes e escalas não devem ser vistas como sendo limitadoras ou determinantes de sua escolha de notas. Elas são simplesmente um auxílio, uma maneira de ajudar você a relacionar ideias que possa ter a dedilhados em seu instrumento. Suas ideias não devem, entretanto, ser ditadas pelas escalas. Observe que muito poucos cantores de jazz usam escalas extensivamente; eles geralmente conseguem traduzir uma ideia para suas vozes mais diretamente. Por esse motivo, os instrumentistas devem praticar a improvisação cantando, além de praticar seus instrumentos. Não importa o quanto sua voz possa estar destreinada, ela é mais natural a você do que seu instrumento, por isso você pode chegar à conclusão que consegue desenvolver ideias melhor cantando-as em vez de tocando-as. Os cantores também são geralmente limitados em sua capacidade de cantar ideias harmônicas complexas, entretanto, porque eles não têm dedilhados bem praticados para os quais retornar. A teoria das escalas pode ser de fato uma fonte de ideias; só assegure-se de que ela não é sua única fonte.

Tente tocar linhas melódicas escalares que sejam baseadas principalmente em graus conjuntos, linhas angulares que sejam baseadas principalmente em saltos, bem como linhas que combinem as duas abordagens. Além de se preocupar com a escolha das notas, tente variar o conteúdo rítmico de suas ideias. Improvisadores iniciantes geralmente tocam inconscientemente quase todas as suas frases com somente umas poucas bases rítmicas. Tente tocar linhas que sejam baseadas principalmente em mínimas e semínimas, linhas que sejam baseadas principalmente em colcheias e tercinas, bem como linhas que combinam as duas abordagens.


terça-feira, 8 de novembro de 2016

SILVINHO FERNANDES | Curso de Música - Presencial ou Online


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