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quarta-feira, 9 de maio de 2018

A Fonte de Alimentação - parte I


Seja ela do amplificador, dos pedais, ou até mesmo uma dedicada apenas para os filamentos das válvulas. Ela faz toda a diferença.
Conhecimentos técnicos
Todo músico profissional deve possuir conhecimentos além de sua formação principal, pois algumas outras áreas que não fazem parte de sua formação fazem parte do seu dia-a-dia na música, e um deles é relacionado com a energia que alimenta seus equipamentos.
Para aqueles que buscam um conhecimento mais aprofundado sobre fontes de alimentação, esse tópico é uma excelente fonte de consulta e que pode responder direta e indiretamente algumas questões relacionadas.
 Como funciona o áudio e a fonte de energia
A fonte de alimentação, seja ela um conversor AC para DC (fontes propriamente ditas) ou uma bateria, são referência de potência que qualquer circuito de áudio precisa para fornecer um sinal na saída (empurrar o sinal modulado para a saída).
Todo circuito de áudio que faz algum processamento de sinal, como um pedal de efeito por exemplo, que a partir um sinal de entrada processa o efeito e entrega na sua saída o resultado desejado. Esse processo faz uso de uma fonte de energia. Para isso, no caso do pedal,  ele usa o sinal de áudio para dar o formato e a alimentação para dar potência para esse sinal, (empurrar o sinal é o termo popularmente conhecido).
Resumindo, isso quer dizer que todo circuito de áudio transfere a potência da fonte para a saída, só que no formato do sinal de áudio, seja ele de ganho 1 ou ganho infinito, em outras palavras, independente da potência.
Só para fazer um paralelo, um amplificador de potência na verdade não tem potência nenhuma, a potência vem da fonte. O que um amplificador tem é a capacidade de transferir determinada potência da fonte para a sua saída a partir de um sinal de áudio.
Isso quer dizer que se você tem um amplificador de 100W, você só terá essa potência se sua fonte de alimentação tiver no mínimo 100W. Na prática, a fonte deve ter potência maior, mas se sua fonte fornecer apenas 50W, ao aumentar o volume você vai ter um som muito distorcido na saída e nunca terá 100W pois não tem de onde vir essa energia, a não ser da fonte, e se a fonte não tem esse potencial seu amplificador muito menos.
Fonte de alimentação tem potência?
Sim, as fontes de alimentação fornecem uma tensão em volts até um certo limite de corrente, que é dado em amperes. A potência é o produto dessas duas grandezas corrente(A) x tensão(V) = potência (W).
Exemplo
Se a fonte do seu pedal fornece 9V com até 500mA de corrente, quer dizer que sua fonte tem uma potência máxima de 4,5W, como 500mA=0,5A você tem 9V x 0,5A = 4,5W.
Ao ultrapassar os 500mA a tensão tende a cair, pois a fonte não tem mais potência para fornecer, se você medir e perceber que a corrente subiu mas a tensão diminuiu, e fizer os cálculos, vai ver no resultado que a potência é a mesma. Mas essa condição extrema implica diretamente na qualidade do sinal que a fonte está fornecendo, que passa a ter ondulações e consequentemente ruído no seu áudio.
Fontes
Quanto mais limpa (silenciosa) for uma fonte de alimentação, melhor será a qualidade do sinal de saída. Toda fonte de tensão contínua não pode ter variações do seu nível ao decorrer do tempo, isso quer dizer que ao decorrer do tempo sua tensão não varia, com isso ela apresenta uma reta, caracterizanda como contínua. Ao contrário da tensão alternada que varia no tempo, por isso apresenta um sinal em forma de senóide, que em momentos alternados a tensão é positiva e negativa. Assim como mostra a figura.
Na figura abaixo; A: Tensão alternada B: Tensão contínua
Se uma fonte tiver alguma ondulação no seu sinal, seja ela de baixa ou alta frequência, ela deixa de ser silenciosa, pois isso é considerado ruído. Uma fonte que apresenta essas características de ondulações, quando o sinal de áudio for modulado a partir dela, essas ondulações na tensão vão se somar com o do áudio na saída. No caso de um pedal de guitarra esse ruído será percebido no amplificador.
Ruídos em fontes
O ruído na saída da fonte pode vir diferente origens que podem ser:
Ondulações de ripple, ocasionadas por instabilidades na tensão de saída de uma fonte.
Ruído eletromagnético, provenientes da rede elétrica local ou de componentes internos da fonte.
Ruído de RF, são ruídos de alta frequência do espectro eletromagnético dentro da faixa de rádio, seja AM ou FM. Algumas vezes uma estação de rádio próxima pode ocasionar essa interferência ou mesmo uma fonte chaveada próxima pode gerar portadoras de ondas de rádio que provocam oscilações quando o circuito de áudio entra em ressonância com certas frequências.
A figura A mostra: Tensão contínua com ripple de tensão, ocasionada por excesso de consumo de corrente ou por falha de filtragem. Essa ondulação provoca ruído. B: Tensão contínua ideal, sem ruídos.

Proteção contra sobrecarga e curto-circuito
Esse circuito monitora a corrente de saída da fonte, que ao atingir um limite, desabilita a saída que está nessa condição.
Um curto em um cabo faz com que a energia não chegue aos pedais, mas por outro lado, a corrente dentro da fonte tende a subir bruscamente gerando muito calor. Como na grande maioria das fontes lineares a proteção contra curto-circuito é térmica e não por excesso de corrente diretamente, alguns componentes podem não suportar a corrente instantânea e queimar.
 Proteção de sobre tensão e picos de energia
Transientes de energia acontecem e são muito comuns, mas eles podem danificar um circuito. Esses transientes são picos de tensão que ocorrem na rede, e possuem uma tensão muito maior que a tensão nominal.
Algumas pessoas já tiveram uma experiência de acordar e pela manhã verificar que tal equipamento não está funcionando. Esse equipamento pode ter queimado devido a um pico momentâneo de energia, e isso pode acontecer a qualquer momento e não somente de madrugada.
Na figura abaixo, A: Forma de onda senoidal da rede elétrica em condições normais. B: Picos de tensão momentâneos na rede que podem provocar a queima de equipamentos.

Questões importantes
Vivemos em um mundo moderno e globalizado onde nunca se cuidou tanto da saúde. “Você é aquilo que come” virou o mantra das novas gerações. No sentido oposto, curiosamente o mesmo não se aplica para a tecnologia. Parece que as pessoas estão cada vez mais conformadas com o “Made in China” e acham que todos os produtos eletrônicos desde que funcionando aparentemente bem são a mesma coisa.
Se você se alimenta bem para ter saúde, por qual motivo não irá alimentar bem os preciosos circuitos que possui? Isso vai desde um carregador de celular original até a fonte dos seus pedais.
Vejo com preocupação a negligência dos guitarristas quando o assunto é fonte de alimentação para pedais. Tenho amigos que possuem pedais de 2 mil reais, mas se recusam a gastar mais de 150 reais com uma fonte de qualidade. De nada adianta um pedal de qualidade com os melhores componentes selecionados plugado em uma fonte instável e ruidosa.
Além do fator qualidade, observo o fator quantidade. É preciso pesquisar, buscar um conhecimento mínimo sobre o consumo dos pedais que você utiliza e escolher uma fonte que não só suporte com alguma folga, mas que também esteja preparada para alterações e upgrades de novos pedais ao set.
Se formos olhar com carinho para o pedalboard e somarmos os valores de cada pedalzinho que compramos, temos fácil o valor da nossa melhor guitarra, ou até mais. Então não tem sentido não cuidar bem deles, pois de longe é o tipo de equipamento que os guitarristas mais compram, vendem e trocam. Estou em alguns grupos no Facebook onde a galera publica o pedalboard no início do ano e depois no final do ano com todas as mutações que ocorreram ao longo de 12 meses. O mais curioso? A fonte é sempre a mesma, e muitas vezes o set sai de dois ou três tímidos pedais para layouts complexos com mais de 10.
Por exemplo a fonte OneSpot da VisualSound, com uma capacidade de entrega de corrente de até 1700mA, o que é bastante para uma fonte de pedais.
A fonte é muito legal e funciona bem com poucos pedais, mas testes mostram que a sua saída de tensão estava na casa dos 9.22v, com ou sem pedais ligados nela. Pedais mais sensíveis podem não funcionar bem, ou até mesmo estragar passado algum tempo. Apesar de ter muita corrente disponível, tinha apenas uma saída, o que obrigava o uso de cabos Daisy Chain e com mais de 5 pedais começavam os problemas com ruídos com pedais de alto ganho e instabilidades relacionadas com os circuitos de Bypass eletrônicos dos pedais.
Você pode encontrar fontes funcionam muito bem e de forma silenciosa e que não apresentem problemas de interferências entre os pedais. Algumas contem um regulador de tensão para cada saída,  e aos nossos ouvidos isso não aparenta problema algum. Mas nem todo o problema se esconde no som.
Sendo assim é interessante que meça a tensão de cada saída para verificar a qualidade da mesma. Talvez isso gere surpresas, faça a medição sem pedais, e com o uso do mesmo e verifique a voltagem se cai além dos 9v prometidos.
Temos duas tensões de rede Elétrica no brasil: 127v e 220v.
Por exemplo fontes importadas (comuns no mercado Europeu) com transformador com primários 115v e 230v.
A saída deste transformador entrega 12v, mas quando em 127v, ele entrega 13,25. O que não um problema caso a fonte tenha reguladores, mas o transformador acabava aquecendo bastante por trabalhar muito acima dos 115v e também em uma frequência diferente dos 50Hz para que foi construído. Lembrando que no Brasil a frequência é de 60Hz.
Se ligar em  220v as coisas pioravam bastante, pois ele entrega 11.45, e os reguladores vão apresentar dificuldades em estabilizar a tensão de saída em 9v..
Uma fonte não basta funcionar e manter os pedais sem ruído. Ela precisa ser confiável pois na utilização de longo prazo uma fonte instável pode danificar tudo.
De problemas relacionados com tensão, já basta os que encontra em cada local que leve seu equipamento.
Uma fonte ruim é uma doença silenciosa e que pode ser fatal para todo e qualquer circuito conectado nela.


Fonte: https://guitarrasegambiarras.com

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Pedais de Loop


Muitos guitarristas se sentem extremamente limitados com o fato de terem apenas duas mãos e uma única guitarra para eles tocarem durante uma apresentação.
É claro que ter uma banda ao seu lado alivia um pouco esse fardo, entretanto os outros componentes do grupo não estão dentro da cabeça do guitarrista para fazer exatamente  aquilo que ele está pensando. Felizmente, todo o guitarrista pode ter um revolucionário efeito ao seu lado. O pedal loop é um efeito essencial que permitirá que você expresse seus próprios timbres da maneira que você imaginou.
Mas, o que é um efeito de loop? O pedal de loop é um dispositivo que armazena um determinado som de guitarra, escolhido pelo guitarrista, e o emite repetidas vezes em um tempo já programado.

O que procurar quando você for comprar um pedal de Loop?
Muito parecido com qualquer pedal, os de loop têm sua própria série de fatores a serem observados na hora da compra. Nós sabemos que cada um dos nossos lindos leitores tem suas preferências pessoais, mas existem uma determinada série de critérios devem ser observadas antes de você comprar um pedal de loop.
Em primeiro lugar, o som gravado precisa ser autêntico e orgânico. Qualquer tipo de renderização ou interferência sonora devem ser rapidamente retirada das opções, nenhum pedal que possui esses defeitos deve estar em qualquer pedalboard.
Depois de retirar todos os pedais "defeituosos" da lista, você deve fazer algumas perguntas; eu preciso de mais? Você está satisfeito com apenas a função básica do loop, ou você está procurando por mais funções para o mesmo? Por exemplo, uma função de Tap Temple é algo que diversos guitarristas procuram. Existem pedais que também possuem funções como Reverse e várias outras. Antes de comprar o seu pedal de loop, você deve se perguntar se você realmente precisa de todas essas funções.

O número de pedais faz muita diferença?
Uma grande diferença! Mais pedais significa mais controle. Há uma variedade de funções que mudam, é muito mais conveniente ter pelo menos dois switches para usar. Os fabricantes estão bem cientes disso, e é por isso que os modelos caros utilizam pelo menos três pedais.
Mas como isso funciona? Bem, você ainda tem todas as funções em modelos de single-switch, mas você terá que aprender como tocar com todas essas novas funções. Por exemplo, para iniciar a gravação, você precisará apenas tocar no botão uma vez; Para parar a gravação, você precisa tocar duas vezes e, para apagar o loop gravado, você precisa pressionar o botão para baixo.

Você deve olhar para a extensão do loop?
A extensão  do loop pode parecer um grande negócio, mas na verdade não é. Grande parte dos pedais oferece mais tempo de gravação do que você realmente precisa. A maioria dos guitarristas dificilmente precisará de mais de um minuto de tempo de gravação para estabelecer a faixa do loop.

Você deve se preocupar com o armazenamento?
Muitos pedais de loop não possuem armazenamento interno, isso faz com que os loops se descartem assim que o pedal é desligado. Mas se você quiser armazenar os loops que você fez, você vai querer ter um pedal com armazenamento interno. Alguns produtos têm uma certa quantidade de espaço embutido, enquanto os modelos mais avançados possuem uma opção para inserir um cartão SDHC externo e armazenar os loops lá.

Qual a diferença entre um loop Mono e um loop stereo?
Quando se trata de saída, as estéreo permitem que você execute o pedal através de uma plataforma estéreo ou através de amplificadores separados. No que diz respeito às entradas estéreo, ter duas entradas permitem que você realize experimentos muito legais. Por exemplo, você pode conectar um microfone à sua segunda entrada e usá-lo para adicionar vários instrumentos de percussão ao seu loop. Você também pode adicionar vocais ou praticamente qualquer coisa que possa ser gravada através de um microfone.

Você realmente precisa de efeitos no pedal de loop?
Bem, na verdade não. Não que não haja chance de que você goste desse material, mas a maioria desses efeitos é descartável. O que queremos fazer com efeitos de loop são coisas como o recurso "1/2 Velocidade", ou a opção "Lo-Fi Filter", ou "Reverse".
Por exemplo, o botão "Reverse" leva o loop que você gravou e o reproduz para trás, o que pode parecer legal, mas a prática mostrou que a maioria dos guitarristas usa esse recurso algumas vezes quando compram o pedal porque é divertido, mas logo que eles se acostumam com o dispositivo, eles nunca mais tocam nesse botão novamente.

Qual a melhor forma de usar o Loop?
Uma pergunta frequente entre os músicos é: "Posso usar um pedal de loop no estúdio?" Bem, tecnicamente, você pode, mas é meio inútil. A principal razão do looper é permitir que você crie uma seção de ritmo de apoio para melódicas enquanto toca sozinho. No ambiente de estúdio, é bastante simples gravar tantas linhas de apoio quanto quiser, mas isso se torna uma história inteiramente diferente durante os shows.
Portanto, a melhor maneira de usar esses pedais é durante os shows ou enquanto você faz seu próprio trabalho. Muitos artistas de rua dependem muito dos loops para obter o resultado desejado, então tenha isso em mente quando você for comprar seu!

Algum músico famoso usa o pedal de Loop?
Sim, é claro! Por exemplo, o Sr. Ed Sheeran é conhecido pelos seus loops da marca Boss. Outros notáveis estão nessa lista, Robert Fripp de King Crimson, The Edge do U2, Brian May, Mal Webb, Reggie Watts, Gavin Castleton e muitos, muitos outros.

Quanto dinheiro eu devo gastar para comprar um pedal de Loop?
A resposta a esta pergunta depende muito de quanto você planeja usar o looper durante a sua performance. Quanto mais você utilizar esse efeito, mais você deve gastar para tê-lo. Entretanto se você for um iniciante, não compre um loop muito caro pois você não saberá utilizar muitas funcionalidades que o pedal oferece.

É preciso ter outros acessórios junto com o Loop?
Na verdade, os loopers operam como pedais padrão e exigem quase nenhum investimento adicional. Obviamente, você precisará de um adaptador de energia ou de baterias de 9V para alimentá-las - e elas geralmente não estão incluídas com o pedal - além de um par de cabos para conectar o dispositivo com sua guitarra e amplificador. Se você passar do número de dois ou três pedais em sua coleção, recomendo que você compre um pedalboard, mas esse é outro assunto.

Segue abaixo algumas sugestões de pedais de Loop:

Boss RC-3 Loop Station Pedal

A Boss é uma das maiores marcas de pedais de toda a história, é claro que a marca não ficaria de fora de uma lista com os melhores pedais de Loop. Seu pedal de loop RC-3 oferece gravação estéreo, ele também tem uma série de funções avançadas, como uma opção de ritmo e um recurso de tempo.
Esse é um pedal que suprirá todas as necessidades de qualquer guitarrista. Se você está buscando uma ótima qualidade de áudio, mas sem os recursos avançados e com um preço mais acessível, esse pedal é definitivamente uma ótima opção.


Nux Loop Core


Surpreendentemente acessível, o Nux Loop Core oferece muitas das qualidades sonoras do Boss RC-3, mas possui um preço significativamente menor. Ele oferece até 6 horas de gravação mono e estéreo, multi-camadas de efeito e rápidas mudanças de tempos!
Um contra do Nux é o seu som de bateria, que soa muito artificial. Mas, mesmo com esse ponto negativo, o Nux ainda vale a pena devido ao seu baixo preço.


TC Electronic Guitar Ditto

Se você está procurando por um pedal de Loop conciso, preciso, básico e muito efetivo, o Ditto da TC Electronic é a sua melhor opção. Ele oferece 5 minutos de loop com incontáveis efeitos, esse pedal possui um design minimalista, oferecendo apenas um knob em todo o seu chassi.
Não pense que esse único knob limita a ação do Ditto, muito pelo contrário, esse atributo torna esse pedal perfeito para os guitarristas que não gostam de lidar com incontáveis alterações de efeito, o Ditto vai direto ao ponto.

Rowin Music Looper


Este é outra opção simples e altamente acessível, o Rowin Music Looper tem todos os recursos básicos de um pedal de loop resumidos em um dispositivo mono que possui apenas um botão e um interruptor on/off. Esse pequenino oferece 10 minutos de loop com diversos efeitos editáveis.
O Rowin ainda é capaz de importar e exportar músicas para o seu computador. O design é classudo, o som é sólido e o preço é acessível… o que mais um guitarrista precisa?


Electro Harmonix 720 Stereo Looper

O Electro Harmonix é uma mistura perfeita de funcionalidades avançadas e facilidade de uso. Esse pedal oferece uma ótima função tradicional de loop, e ainda possui diversas funcionalidades novas como o botão Reverse e a opção ½.
Mas a jóia da coroa desse pedal é a sua fácil usabilidade. Ele está lotado de diferentes funcionalidades, mas todas essas funções tem um fácil acesso, apenas um ou dois clicks do guitarrista.


Digitech JMEXTV JamMan Express XT



O jamMan Express é um ótimo pedal para os guitarristas que estão procurando por um efeito cru de loop. O pedal possui 10 minutos de gravação stereo, este é um verdadeiro pedal de derivação com uma taxa de amostragem de 24-bit 44.1kHz.
A Digitech possui uma fama de produzir pedais com um chassi de plástico, o JamMan é uma exceção para essa regra. Ele possui um corpo de metal, que dá para o pedal uma durabilidade muito melhor.


Vox VLL1

A Vox fez, com o VLL1, um produto que combina o Loop com diversos efeitos clássicos do mundo das guitarras. Ele possui desde efeitos famosos como delay e distorção, até os mais alternativos como chorus e phaser.
Quando se trata de uma qualidade, não podemos dar muitos louvores, mas podemos dizer que o VLL1 tem um ataque sonoro aceitável. Esse não é um pedal que o MJ recomendaria para iniciantes no mundo das guitarras, já que ele é um pouco mais complicado de ser manipulado.


Moozikpro Guitar Loop Pedal


Se você é daqueles que gosta de poupar ao máximo o espaço de seu pedalboard, o Moozikpro é uma opção perfeita. Com um tamanho e um peso super compacto, este pedal oferece todas as capacidades sonoras da maioria dos pedais listados acima.
Apesar do tamanho pequeno, o item é durável e confiável, e até vem com um acabamento bonito de roxo a cinza. Nos controles, encontramos um único knob e um interruptor clássico on/off.


Digitech Jam Man Stereo Looper Delay Pedal


Aclamado como o melhor looper da Digitech, o Jam Man Stereo embala um conjunto de quatro pedais pesados. O dispositivo pode armazenar mais de 35 minutos de som estéreo ou estender esse banco de dados para 16 horas através de cartão SDHC.
Uma vasta gama de interruptores e botões adicionais também foi incluída no pedal, ele é perfeito para todos que gostam de efeitos mais complexos.


Boss RC-300 Loop Station

Poucos pedais de loop são capazes de vencer o poderoso RC-300 Loop Station da Boss! Carregado com três faixas estéreos, este equipamento permite que você crie realmente uma banda de apoio. Ele possui um pedal grande que permite que o guitarrista controle os efeitos em tempo real, ele também permite que o usuário grave 3 horas de suas performances.




fonte:https://musicjungle.com.br/blog/pedais-e-efeitos/os-10-melhores-pedais-de-loop


quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Regulagem de Delay - Parte I “The Edge”

Regulagem de Delays I – “The Edge”



   Nessa primeira postagem irei explicar como regular o efeito de Delay principalmente para obter o efeito ao estilo “The Edge” do U2.
   Em primeiro lugar, precisamos entender o que é o efeito de “Delay” (em inglês, “atraso”). Delay é quando tocamos uma nota e ela soa logo depois, em “atraso”, dando a impressão de “repetição” das notas”. O Delay é amplamente utilizado para criar “ambiência” e “espaço” no som, substituindo muitas vezes o Reverb. Alguns guitarristas utilizam o Delay para criar a ambiência necessária a música ao invés do Reverb.
   Os segredos para regular corretamente o Delay estão em saber que o Delay pode, e deve, ser regulado de acordo com o andamento (BPM) da música e que suas repetições (atrasos) podem ser reguladas com diversas figuras rítmicas diferentes (semínima, colcheia, tercina de colcheia, semicolcheia, etc) dando diferentes texturas sonoras.



Para os que ainda não tem conhecimento teórico, vou tentar explicar de forma resumida o que são figuras rítmicas. Figuras rítmicas são símbolos usados para representar som ou silêncio. Quando representamos som, dizemos que as figuras rítmicas são de Valores Positivos e quando usadas para representar o silêncio de Valor Negativo. Resumidamente temos as principais figuras rítmicas de Valor Positivo e suas durações:



   Dessa forma podemos dizer que dentro de um compasso 4/4 ,uma Semibreve equivale a 4 tempos, ou seja, tem a duração de 4 tempos. A Mínima 2 tempo, a Semínima 1 tempo, a Colcheia ½ tempo, a Semicolcheia ¼ de tempo e etc. O que temos que ter em mente é a equivalência e proporcionalidade entre a figuras. Assim, se temos um semínima valendo 1 tempo, para tocarmos o mesmo tempo utilizando colcheia precisamos de 2 colcheias, ou seja, na colcheia tocamos 2 notas por tempo.




   O efeito de Delay também pode ser regulado para ter suas repetições ajustadas de acordo com as figuras rítmicas podendo ter repetições em Semínimas, colcheias e etc, ou, 1 repetição por tempo, 2 repetições por tempo, 4 repetições e etc o que gerará diferentes texturas sonoras. Basicamente a maioria dos pedais de Delay (e os efeitos em pedaleiras/racks) tem os seguintes ( e mais importantes na nossa regulagem) parâmetros:
Delay Level, Delay Time, Feed Back, Ping Pong, Tap Tempo, Hold e Reverse, alguns delays não tem todos estes comandos, mas estes são os controles mais comuns de serem encontrados, suas funções são:

Delay Level: Controla o volume do efeito, é comum que o efeito fique mais baixo que o som principal, que é aquele que você esta tocando, mas você pode igualar ou até mesmo fazer com que o efeito seja mais alto que o som tocado na guitarra.

Delay Time: Ele determina o tempo de resposta, geralmente é ajustado em .ms (micro segundos), por exemplo: Você ajusta para 500ms, você toca, o pedal copia os primeiros 500ms de som e o repete 500ms depois da saída do som original.

Feed Back: Controla quantas vezes essa cópia de 500 ms (do exemplo acima) será repetida, quanto maior o feedback, mais repetições você terá, mas isso não quer dizer que novos sons não estarão sendo copiados e repetidos, por isso, deve ser usado com sabedoria para que o som não embole (fique com muitas notas sobrepostas).

Ping Pong: Não é comum vir em todos os delays, criado para delays digitais o efeito ping pong serve para dividir o efeito em stereo (L & R), assim a primeira repetição sairá no lado esquerdo do som e a segunda repetição no lado direito do som, o que dá a sensação de que as repetições estão jogando as repetições de um lado para o outro como uma bolinha de ping pong.

Tap Tempo: Uma das funções mais importantes e que também não é fácil de ser encontrada nos modelos mais modestos, não é um knob na caixa de controle, mas sim umclic switch, em geral, igual ao clic switch de acionamento do pedal ou o próprio clic switch de acionamento, onde você pisa duas ou três vezes no tempo da música e ele altera a configuração do Delay Time, você já vai entender o porque isso é muito importante, continue lendo a matéria.

Hold: Muito legal para quem toca em casa sozinho, pedais que tem a opção Hold Delay em geral são digitais, uma vez que o nível de processamento deve ser bastante elevada para esta função,
Apesar de nem todas as funções serem encontradas em todos os pedais e algumas funções ainda mais raras nem foram explicadas aqui, as funções: Delay

Level, Delay Time e Feedback estão presentes em todos os modelos, pois são essas funções as principais do efeito e sem elas um delay não é um delay, e é com elas que iremos trabalhar para que o uso do delay seja bem mais aproveitável, dinâmico e condizente com a função.
onde você pisa no clic switch e ele começa a gravar o som através de buffer eletrônico, quando clicado novamente ele solta o som bufferizado e você pode improvisar sobre o som, é bem legal para quem quer treinar riffs ou improviso, uma vez que ele grava o tempo de 2 ou 3 acordes, suficiente para se fazer uma gig com você mesmo.

Reverse: Como o próprio nome diz, ele copia o som e o solta de trás para frente, é uma função que demanda extremo bom gosto no uso, do contrário será um desastre para a música, o legal é que você toca um bend e escuta um bend reverso, ou faz uma progressão subindo a escala e o retorno é uma progressão descendo a escala.

Depois de uma abordagem de uma forma genérica, vamos colocar a mão na massa. O primeiro passo é saber em que andamento está a música! Vamos imaginar que nossa música está em 120 Bpms e vamos regular diferentes Delays (os mais usados) para essa música,(Inclusive o efeito “The Edge”)

Para regularmos um Delay com 1 repetição por tempo (semínima) basta pegarmos o valor 60.000 e dividirmos pelo andamento (120), assim teremos o resultado de 500. Agora basta colocar o nosso Delay Time em 500. Pronto, temos um Delay com atraso em 500 m/s ou em semínima. Quando tocarmos, a repetição do Delay baterá certinha em cima do tempo seguinte. Para regularmos a repetição batendo em todos os tempos do compasso é só ajustarmos (aumentar o valor) o Feedback e teremos nosso Delay batendo na cabeça do tempo de todo o compasso.

Se queremos um Delay em Colcheia basta dividirmos o resultado por 2, já que precisamos de 2 colcheias para completarmos um tempo. Assim temos o valor de 250 m/s. Para regularmos em Semicolcheia basta dividirmos o resultado por 4. Teremos 125m/s. Muito bem vamos agora ao efeito “The Edge”! O guitarrista do U2 costuma usar muito regulagens em seus Delays de Semínima, Colcheia pontuada e Tercina de Colcheia. Vamos lá! Para regularmos em semínima já vimos o procedimento. Para regularmos em Colcheia pontuada ( regulagem que eu curto muito) basta pegarmos 250 (resultado para colcheia) e somarmos mais a metade desse valor ( que será 125), assim teremos um Delay em 375 m/s, ou, em Colcheia Pontuada. É importante lembrar que para termos uma regulagem mais próxima à usada pelo guitarrista devemos trabalhar com valores altos de Feedback ( em torno de 50 % ou mais) e Level. Para regularmos em Tercina pegarmos nosso valor base (500) e dividirmos por 3 = 166,66 ou 166, assim temos um Delay batendo 3 vezes a cada tempo.

Eu particularmente prefiro a regulagem em colcheia pontuada, no nosso exemplo, em 375 m/s, com Feedback em torno de 50% e Level em torno de 70% para ambiências do tipo usada na música “Where the streets have no name”. Mas cada caso é um caso e estes parâmetros podem sofrer variações para atingirmos um resultado satisfatório.

Fique atento pois tocar com essas regulagens de Delay requer um pouco de pratica, pois não são regulagens comuns, que ouvimos o tempo todo em qualquer música, por isso é necessário um pouco de treino e estudo com esse tipo de regulagem de Delay. Para regularmos o Delay em outros andamentos (bpm’s) basta fazer o mesmo cálculo. Pegar 60.000 e dividir pelo valor do andamento (bpm) assim acharemos nosso valor em m/s equivalente a uma Semínima.

Então é só repetir os demais cálculos. Para quem tem pedais ou pedaleiras com Tap é mais simples para regular, basta apenas pisar no Tap dentro do BPM da música. Mas esses cálculos são de grande valia principalmente em estúdio quando queremos adicionar o Delay certo para criarmos a ambiência adequada a música. Não podemos esquecer ainda que essas são dicas para chegarmos a uma sonoridade próxima a utilizada pelo guitarrista no efeito de Delay, e não estamos levando em conta os demais equipamentos utilizados, amplificadores e outros efeitos. 

Se você quer um timbre o mais fiel ao usado pelo guitarrista do U2, tenha em mente que vai precisar da maioria dos equipamentos utilizados por ele e, mesmo assim, não soará igual, já que mais de 50% do som de um guitarrista está nas mãos como já disse Eddie Van Halen e não nos equipamentos. Espero que estas dicas possam ajudar na hora de regular seu Delay.


A Study of The Edge’s (U2) Guitar Delay (Equipamentos e outras regulagens)