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terça-feira, 4 de junho de 2024

Sobre o Cristão Ouvir Músicas Seculares

 


Sobre o Cristão Ouvir Músicas Seculares

Antes de mais nada, responda: “O que veio primeiro? A música ou a miséria? As pessoas se preocupam com crianças brincando com armas, vendo vídeos violentos, como se a cultura da violência fosse consumi-las. Mas ninguém se preocupa se escutam milhares de canções sobre sofrimentos, rejeição, dor, miséria e perda. Eu ouvia música pop porque era infeliz? Ou era infeliz porque ouvia música pop?” (Rob Gordon, interpretado por John Cusack no filme "Alta Fidelidade").

A Questão Recorrente

É comum em debates cristãos a obsessão pela repulsa ao consumo de música que não seja de cunho evangélico, como se isso fosse verdadeiramente bíblico. Deixo claro que não estou falando de músicas que promovem imoralidade, violência, ou vão contra os valores de Deus e que ferem a moral e a ética.

Incoerência

Não faz sentido alegar que um cristão não pode ouvir músicas seculares. Os defensores dessa ideia chegam a afirmar que Lúcifer era responsável pela música no céu e, por isso, devemos consumir músicas apenas “consagradas”. Obviamente, a Bíblia não fala de coisas como Netflix, Spotify, YouTube, redes sociais, e afins. Será então que todas as outras formas de consumir cultura estão “liberadas”? Ou é apenas hipocrisia afirmar que APENAS A MÚSICA seja o foco do problema?

Quer se abster de consumir cultura não-cristã? Isso sim parece coerente - embora impraticável. Não veja TV, não assista filmes, não use eletrônicos… e, pelo amor de Deus, não acesse a internet. Deus tá vendo!

Mas Afinal, o Que Seria Música Secular?

"Secular" é um termo que indica uma independência ou ausência de influência religiosa, aplicável a várias áreas da vida e da sociedade. E qual o problema disso? Nenhum!

Se o problema dos inquisidores é o fato de ser uma música feita por um não crente, então, para sermos coerentes, não deveríamos usar nada que foi feito por descrentes: roupas, sapatos, óculos, carro, ônibus, etc. Não poderíamos comer em restaurantes nem comprar um cachorro-quente na esquina, se o dono não for crente. Pois é tudo "do mundo".

Santo Versus Profano

Nosso conceito cristão-ocidental de sagrado e profano, além de recente, é também irracional. Para um cristão do primeiro século, essa divisão (principalmente na música) não existia. O conceito de música cristã surgiu séculos depois, exatamente na época em que a Igreja mergulhou em sua fase mais obscura (Idade Média).

Esse medo da contaminação é incoerente e biblicamente equivocado:

Nada há, fora do homem, que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai dele, isso é o que contamina o homem. (Marcos 7:15)

De igual modo, é hilário pensar que o sacrifício de Cristo seja suficiente para remir a Criação, mas insuficiente para remir a cultura. Seria tal sacrifício “meia boca” demais para remir TODAS AS COISAS?

Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma imunda, a não ser para aquele que a tem por imunda; para esse é imunda. (Romanos 14:14)

A verdade é que a corrupção não vem de fora. Ela está em nossos corações. É o nosso Passageiro Sombrio que não nos abandona. Porém, não deveríamos nos abater com as aflições desta vida, mas pela mortificação de nossa vontade, a cada dia Cristo vive mais visivelmente em nós. Ou pelo menos deveria ser assim.

Entenda que Deus, através da graça comum, capacita homens, independente da sua religião, a produzir boas e admiráveis obras; existe também a desgraça comum, que capacita homens, independente da sua religião, a produzir porcarias. Basta lembrar-se que Renato Russo produziu "Monte Castelo" e a Damares "Sabor de Mel". Planta-se o terror na cabeça das ovelhas dizendo que não podem ouvir música secular (entretenimento, estudo, etc.), como se isso tivesse vínculo com santidade. O mais engraçado é que os mesmos não se preocupam em usar músicas gospel profanas, imediatistas, cheias de interesses, pragmáticas, que tratam o próximo como inimigo. E ainda têm a cara de pau de dizer que estão cantando-as para adorar a Deus!

Então, Qual é a Diferença Entre:

  • Louvor e adoração (usando a música como meio)
  • Música Gospel
  • Música Secular
  • Música Mundana

Louvor por meio da música: canções musicais de exaltação a Deus e seus feitos!

Adoração por meio da música: canções musicais de exaltação a Deus pelo que Ele é!

Música Gospel: canções de evangelização ou contos musicais de uma história ou ato inspirado na palavra.

Música Secular: canções ilustrativas de feitos positivos, como amor, correção, reflexão, etc.

Música Mundana: canções com mensagens errôneas cuja finalidade é maligna, que promovem imoralidade, violência, contra os valores de Deus e que ferem a moral e a ética.

REFLITA

Se música "do mundo" é aquela que tem uma letra que vai contra os valores de Deus, letras que falam de traição, adultério, ciúmes, ódio, desejo de vingança, etc., então temos que considerar também como "do mundo" muita música "gospel" que tem letras com erros doutrinários graves, que pecam contra Deus do mesmo jeito. Heresia é pecado tanto quanto adultério.

Se música do "mundo" se refere ao gênero ou estilo musical – tipo rock, samba, hip hop, pop, sertanejo, funk americano, etc. – aí temos outro problema, pois não existe como definir um gênero ou estilo que seja "santo" e outro que seja "mundano". E pelo amor de Deus, se você pensou em Worship, você precisa de tratamento, visto que não passa de um pop-rock ou rock lento com ambiências pensando em gerar um “climão”, mas isso é assunto para outro dia.

Eu escuto músicas feitas por artistas descrentes que tenham conteúdo bom. E sei que tudo o que é bom vem de Deus. Deus deu talentos tanto para os Cristãos quanto para os não Cristãos. Tudo procede do Pai das Luzes. Ou será que faz sol e chuva apenas na casa dos que se acham santarrões?

Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há oscilação como se vê nas nuvens inconstantes. (Tiago 1:17)

Meu conselho é que examine todas as coisas e retenha o que lhe for bom:

Examinai tudo. Retende o bem. (I Tessalonicenses 5:21)


Que Deus nos abençoe e sua graça nos alcance.

 

 

quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Critérios a considerar na escolha de músicas para liturgia de um culto


 

A escolha da música certa é importante?

Quais os aspectos que devem ser levados em conta?

Estas são algumas perguntas que devemos fazer no momento de escolher alguma canção para compor o repertório de um grupo de louvor.

Este texto tenta responder estas perguntas e ainda colocar à reflexão estas questões importantes para nós e para cada grupo.

 

Aspectos ministeriais:

1. Letra:

Ao contrário de muitos estilos musicais, a música executada por grupos de louvor vai além das questões técnicas musicais e expande para questões eclesiásticas, com objetivo de edificação da igreja e de levar as pessoas a adorarem a Deus através da música, naquele momento específico. Por isso, a mensagem transmitida na letra deve ser centrada no louvor ao Senhor. O que passar disto é para outro momento e não para o momento do louvor congregacional;

 

2. Coerência Teológica:

Como estamos lidando com músicas que falam do Senhor e sua revelação à igreja, toda a letra deve ser baseada na bíblia coerentemente, sem falácias e más interpretações. O louvor congregacional deve mostrar aquilo que a igreja, como um todo, quer dizer ao seu Senhor. Isso quer dizer que a letra a música deve ser baseada no conhecimento das características de Deus. Estas características são reveladas na bíblia.

 

3. Aspectos poéticos:

Músicas são também poesias. E como poesias, são esteticamente elaboradas de acordo com o autor da mesma, em forma de verso, prosa, rima, etc, até com elementos que transcendem o mundo real, deixando a cargo de leitor ou ouvinte a sua própria interpretação. No entanto, em se tratando de músicas de louvor congregacional e edificação da igreja no culto, o entendimento da mensagem musical deve ser total, sem margens para ambiguidades ou interpretações indevidas. A mensagem deve ser direta e deve dar convicção sobre o tema;

 

4. Músicas centradas em Jesus (Cristocêntricas):

Nos dias atuais estamos sendo bombardeados por um enfoque totalmente humanista, que coloca o homem à frente de Deus. Infelizmente na música isto tem sido fortemente difundido. Músicas com letras que trazem um conforto emocional ao indivíduo e não à coletividade e que em sua essência não cumprem o seu papel no culto ao Senhor. É preciso então cuidado para escolher músicas que falem de Deus, que sejam coletivas e não individualistas;

 

 

5. Deixe o seu gosto musical individual de lado:

Nem sempre o nosso gosto musical será adequado ao da igreja como um todo. Devemos pensar na congregação. Claro que, como músicos e orientados que somos, sabemos o que é melhor em termos de estilo musical para a igreja. No entanto, devemos ter o nosso coração aberto e deixar nossas preferências individuais de lado;

 

6. Cuidado com as ondas:

Infelizmente somos sujeitos aos movimentos que atingem boa parte das pessoas. Devemos nos cuidar para não cair nos modismos embalados pela fama de determinados artistas gospel. A fama de uma música não deve ser fator preponderante para a escolha desta música. Nem sempre aquilo que é sucesso é bom, nem o contrário. E nem sempre o que é bom para um grupo de pessoas será bom para a nossa congregação;

 

7. Esteja sensível à voz de Deus à igreja:

Tenha atenção para o que Deus está falando à igreja através dos pastores, por meio da Sua palavra. Se confiamos que Deus tem capacitado pessoas para nos liderar e nos abençoar, devemos crer que há uma harmonia entre Deus – Espírito Santo e a igreja que envolve a ministração da Sua palavra por eles. Sendo assim, há também de se haver uma sintonia entre as músicas escolhidas de acordo com o momento que a igreja vive.

 

8. Alguns textos sobre o que as Escrituras afirmam a respeito

A Bíblia oferece princípios e diretrizes que podem orientar a seleção de música para a liturgia de um culto cristão. Aqui estão alguns textos bíblicos relevantes, juntamente com breves comentários sobre como podem ser aplicados:

a)    Colossenses 3:16 - "Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração."

Comentário: Este versículo enfatiza a importância de que a música utilizada na liturgia seja fundamentada na Palavra de Cristo. As letras das músicas devem estar em linha com a teologia bíblica e transmitir a mensagem do Evangelho de forma precisa e clara. Além disso, a música deve ser espiritual e motivar a gratidão no coração dos adoradores.

b)    Efésios 5:19 - "falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e louvando ao Senhor no vosso coração."

Comentário: Esse versículo destaca a importância do canto congregacional e do louvor ao Senhor. A música na liturgia deve incentivar a participação ativa da congregação, permitindo que os adoradores expressem seu louvor e adoração a Deus por meio da música.

c)    Filipenses 4:8 - "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é correto, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento."

Comentário: Esse versículo destaca a importância de escolher músicas que sejam verdadeiras, nobres, corretas, puras, amáveis e de boa reputação. A música utilizada na liturgia deve ser edificante e contribuir para a atmosfera de adoração e reverência a Deus, em linha com os princípios morais e éticos ensinados na Palavra de Deus.

d)    1 Coríntios 14:26 - "Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis, cada um tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação."

Comentário: Este versículo destaca o princípio da edificação na seleção de música para a liturgia. A música deve contribuir para o crescimento espiritual e edificação da congregação. Portanto, a escolha da música deve ser feita com cuidado, levando em consideração o contexto e as necessidades espirituais da comunidade de fé.

e)    Salmos 150:3-5 - "Louvai-o com o som de trombeta; louvai-o com o saltério e a harpa. Louvai-o com o adufe e a flauta; louvai-o com instrumentos de cordas e com órgãos. Louvai-o com os címbalos sonoros; louvai-o com os címbalos altissonantes."

Comentário: Este trecho do Salmo 150 destaca a diversidade de instrumentos musicais utilizados na adoração a Deus. Ele nos lembra que a música na liturgia pode envolver uma variedade de estilos, gêneros e instrumentos, desde que estejam sendo usados para glorificar a Deus. Portanto, a escolha da música para a liturgia pode levar em consideração a diversidade musical, respeitando os contextos culturais e as preferências da comunidade de fé.

 

Além desses princípios bíblicos, é importante que a seleção de música para a liturgia seja feita com oração e discernimento, buscando a direção do Espírito Santo. Os líderes de adoração e ministros de música devem estar comprometidos em escolher músicas que promovam a adoração genuína a Deus, que estejam alinhadas com os ensinamentos bíblicos e que edifiquem a comunidade de fé.

É importante também envolver a comunidade de fé na seleção de música, levando em consideração suas preferências, necessidades e contexto cultural. A música na liturgia tem o poder de impactar a adoração e a experiência espiritual dos adoradores, por isso é essencial que seja escolhida com cuidado e sabedoria, em conformidade com os princípios bíblicos e em busca da glória de Deus.

 

Aspectos técnicos musicais:

1. Nível de dificuldade:

O nível de dificuldade de uma música, é um fator que deve ser levado em conta no momento da sua escolha. O nível de complexidade de uma música não define se ela é mais linda, admirada ou inspirada. No entanto, o líder tem sempre a papel de instigar todo o grupo ao crescimento musical, introduzindo canções que possam contribuir para a evolução musical do grupo;

 

2. Adequação musical/ambiental:

Ritmo, melodia, harmonia, altura, intensidade e timbre são características intrínsecas da música, mas que também podem nos indicar se a música é apropriada para determinada ocasião ou não. Por exemplo, há tensões sonoras, originadas da combinação destes elementos, que exprimem sentimentos como medo, tristeza, alegria, calma, agitação, etc;

 

3. Repetições:

Este aspecto tem a ver com o 1º aspecto. O número de repetições em uma música pode ser tão benéfico quanto maléfico. Se o número de repetições for adequado para enfatizar determinados trechos de uma música, isto é um importante recurso para isso. Porém ao repetir demais determinados trechos de uma canção, isto pode trazer um desconforto sonoro e tornar a música cansativa, irritativa ou monótona. Há músicas que praticamente se parecem com mantras, tal é o abuso das repetições;

 

4. Cuidado com as imitações:

Fazer igual não é tão fácil quanto parece. Quando escolhemos estudar uma música que foi composta por outras pessoas ou outros grupos, geralmente tentamos estudar os aspectos mais característicos da música, de modo que seja mantida sua forma original. Mas há que se ter cuidado para adequar a música ao seu grupo de forma que isso seja viável e o resultado seja satisfatório musicalmente. É difícil determinar quando um arranjo foi adaptado com sucesso ou não, se baseado só na opinião de ouvinte ou gosto musical. Por isso há duas opções nestes casos, ser de vanguarda e apresentar algo novo, mas questionável, ou optar por pisar em lugar seguro e ser ortodoxo;

 

5. Pense no conjunto:

Uma música composta originalmente para uma orquestra deverá ser muito bem adequada se for executada por um grupo de rock. Há correntes de pensamento que simplesmente descartam a possibilidade de tais adequações, alegando que isso seria um total desrespeito com a música original. Porém, em se tratando de grupos musicais heterogêneos, é quase impossível não lidar com estas adequações. O ideal é buscar músicas de grupos com características próximas às do seu grupo, e se passar nos demais quesitos, adapta-la a realidade do grupo;

 

 

8. Conselhos práticos de Martinho Lutero

Martinho Lutero (1483-1546) foi um teólogo, reformador e líder da Reforma Protestante na Alemanha durante o século XVI. Ele é conhecido por suas contribuições significativas para a teologia e práticas cristãs, bem como por suas opiniões e influência sobre a música na igreja.

Lutero tinha uma profunda apreciação pela música e a considerava como uma forma poderosa de adoração e ensino. Ele acreditava que a música tinha um papel importante na liturgia e na vida da igreja, e foi um defensor do uso de músicas congregacionais na língua vernácula (a língua local falada pelo povo) em vez do latim, que era a língua litúrgica predominante na época.

Lutero também compôs muitos hinos e cânticos, sendo autor de algumas letras e melodias populares que são cantadas até hoje em muitas igrejas protestantes ao redor do mundo. Ele viu a música como uma forma de transmitir a teologia reformada de forma acessível e inspiradora para o povo, encorajando a participação ativa da congregação na adoração.

Além disso, Lutero valorizava a qualidade musical e acreditava que a música deveria ser bem executada e agradável aos ouvidos, para que pudesse tocar o coração e a mente dos adoradores. Ele também defendia a utilização de instrumentos musicais na adoração, considerando-os como uma forma legítima de expressão na adoração cristã.

As idéias e contribuições de Lutero em relação à música tiveram um impacto significativo na forma como a música é usada na liturgia protestante até os dias atuais, influenciando as tradições musicais em muitas denominações e igrejas protestantes ao redor do mundo. Sua compreensão da música como uma parte importante da adoração congregacional ainda é valorizada e celebrada por muitos cristãos hoje em dia.

Aqui estão alguns conselhos que ele ofereceu em suas obras:

1)     Use músicas que sejam compreensíveis para o povo: Lutero acreditava que a música na liturgia deveria ser acessível e compreensível para o povo comum. Ele defendia o uso de hinos e cânticos em língua vernácula (a língua falada pelo povo), em vez do latim, que era a língua litúrgica tradicional da Igreja Católica na época.

 

2)    Mantenha o foco na Palavra de Deus: Lutero via a música como uma forma de transmitir a Palavra de Deus de forma clara e poderosa. Ele aconselhava que as letras das músicas utilizadas na liturgia fossem baseadas nas Escrituras e que enfocassem a mensagem do Evangelho, em vez de elementos meramente cerimoniais.

 

3)    Evite o uso de músicas extravagantes: Lutero tinha preocupações sobre o uso de músicas excessivamente elaboradas ou extravagantes na liturgia. Ele acreditava que a música deveria ser simples e direta, para que pudesse ser compreendida e apreciada pelo povo.

 

4)    A música deve promover a participação congregacional: Lutero valorizava a participação ativa do povo na liturgia, inclusive na música. Ele encorajava o canto congregacional como forma de envolver a congregação na adoração e na compreensão da mensagem da fé.

 

5)    A música deve estar em harmonia com a mensagem do Evangelho: Lutero acreditava que a música na liturgia deveria estar em sintonia com a mensagem central do Evangelho, que é a graça salvadora de Deus por meio da fé em Jesus Cristo. Ele desencorajava o uso de músicas que contradissessem ou desviassem dessa mensagem.

 

6)    Evite a idolatria da música: Lutero alertava para o perigo de a música se tornar uma forma de idolatria na liturgia, ou seja, adorar a música em si mesma, em vez de usar a música como um meio para adorar a Deus. Ele aconselhava a manter a música em seu devido lugar, como um recurso para servir à adoração a Deus e não como um fim em si mesma.

 

9. Reflita e responda

Todos estes aspectos descritos acima foram elaborados levando em conta o que tenho aprendido nesta caminhada cristã e que também tenho experimentado no serviço à igreja e ao Senhor na área musical.

Agora, depois de ler este texto, espereto que consiga ter uma direção para identificar quais aspectos podem melhorar no grupo de louvor da sua igreja.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

DICAS PARA APRENDER E MEMORIZAR MÚSICAS



DICAS PARA APRENDER E MEMORIZAR MÚSICAS  

Aprender a tocar uma música pode ser uma tarefa desafiadora, especialmente se você não tem experiência prévia com um instrumento. No entanto, com a abordagem certa e a prática constante, qualquer pessoa pode dominar uma música e tocá-la de forma fluente.

Aqui estão algumas dicas para ajudá-lo a estudar e memorizar uma música:

1. Escute a música repetidamente: Antes de começar a praticar, ouça a música repetidamente. Escute a melodia, o ritmo, a harmonia e a dinâmica da música. Tente identificar as partes principais e o formato geral da música. Isso ajudará você a entender a estrutura da música e a prepará-lo para aprender a tocar.

2. Divida a música em partes menores: Uma música pode ser bastante longa e complexa. Para tornar a tarefa de aprendizagem mais fácil, divida-a em partes menores. Comece com a introdução e, em seguida, trabalhe nas estrofes, refrões e pontes. Depois de ter dominado cada parte separadamente, tente tocá-las em sequência.

3. Aprenda a melodia: Aprender a melodia é uma parte crucial do processo de aprendizagem de uma música. A melodia é a linha principal da música e é geralmente tocada pela voz ou pelo instrumento principal. Tente tocar a melodia lentamente, nota por nota, e pratique até que você possa tocar com confiança.

4. Pratique as notas individuais: Depois de ter aprendido a melodia, comece a praticar as notas individuais. Tente tocar cada nota claramente e com precisão. Se você tiver dificuldade em tocar uma nota específica, pratique essa nota isoladamente até que você possa tocá-la sem problemas.

5. Pratique os acordes: Os acordes são a base da harmonia da música. Eles são compostos por três ou mais notas tocadas juntas. Pratique os acordes individualmente e, em seguida, pratique a transição de um acorde para outro. Isso é especialmente importante se você estiver tocando um instrumento como o violão ou o teclado.

6. Pratique em diferentes velocidades: Uma vez que você tenha dominado as notas e os acordes, comece a praticar em diferentes velocidades. Pratique a música lentamente para se concentrar na técnica e na precisão, e depois aumente gradualmente a velocidade para se aproximar do ritmo original da música.

7. Toque a música com acompanhamento: Tocar a música com acompanhamento, seja com um metrônomo ou com uma gravação, ajudará a melhorar o ritmo e a sincronia. Você também pode tocar com outras pessoas para praticar a habilidade de tocar em conjunto.

8. Memorize a música: Quando você sentir que está confortável tocando a música, tente memorizá-la. Isso ajudará você a se concentrar na técnica e na expressão musical, em vez de se preocupar com a leitura de partituras ou tablaturas.

9. Pratique regularmente: A prática regular é a chave para aperfeiçoar suas habilidades musicais. Tente praticar por pelo menos 30 minutos por dia e, se possível, pratique em um horário consistente todos os dias.


Conclusão:

Aprender uma música exige tempo, paciência e muita prática. A memorização de uma música pode ser uma tarefa desafiadora, mas com as dicas acima, você pode se sentir mais confiante e preparado para aprender e memorizar uma música.

É importante lembrar que a prática não deve ser apenas para memorizar, mas sim para melhorar suas habilidades musicais de uma maneira geral. Com o tempo e a prática, você verá que tocar uma música pode se tornar algo natural e prazeroso.

Lembre-se de que não há uma maneira única de aprender e memorizar uma música. Cada pessoa tem seu próprio ritmo e estilo de aprendizagem, então não tenha medo de experimentar diferentes abordagens e descobrir o que funciona melhor para você.

Por fim, divirta-se! Tocar uma música é uma forma de expressão artística e uma maneira de se conectar com os outros. Não se esqueça de aproveitar o processo e compartilhar sua música com outras pessoas.



terça-feira, 21 de maio de 2019

Alto Falantes – O upgrade mais subestimado


O melhor upgrade para seu timbre são novos alto falantes


Alto Falantes – O upgrade mais subestimado

A parte do equipamento esquecida pelos guitarristas – Os Alto falantes.

Uma coisa é certa: nós guitarristas estamos sempre ajustando o nosso setup, nossos equipamentos em busca de um timbre cada vez melhor. Algumas vezes melhoramos nossos timbres ao melhorar como tocamos. Outras vezes melhoramos nossos timbres melhorando os nossos equipamentos.
Compramos novos pedais, amplificadores, guitarras e tudo mais.
No entanto existem um poderoso upgrade que passa totalmente despercebido pela maioria de nós:
A troca dos Alto Falantes do seu amplificador.
A troca de falante é considerada por muitos especialistas a maior mudança que você pode fazer no timbre do seu amplificador, no entanto, quando estamos na busca por uma maneira de melhorar o nosso timbre atual, raramente olhamos para esses caras
Por outro lado é fácil de entender o motivo.
Alto Falantes de boa qualidade nunca foram fáceis de encontrar (com um bom preço) no mercado brasileiro e, além disso, os detalhes a serem considerados na hora de escolher um bom falante não são frequentemente conhecidos.
Esses – e outros – fatores contribuem para tornar o upgrade de alto falantes uma alteração menos popular no meio guitarrístico em geral.

Alto Falantes como upgrade de timbre

Como mencionado anteriormente, a troca de falantes é uma das alterações mais efetivas para melhorar (ou simplesmente alterar) o timbre do seu amplificador.
Para que a troca te traga o resultado esperado, você precisa fazer o dever de casa.
Isso significa que antes de por a mão no bolso e comprar o novo alto falante, você precisa determinar alguns fatores, como:
  • Características de timbre (americano clássico, britânico, timbre moderno, etc)
  • Faixa de potência
  • Orçamento
  • Tamanho (em polegadas)
  • Impedância
Com essas respostas, já é possível afunilar as opções e passar a analisar os próximos detalhes que determinam as nuances mais suaves do seu novo falante.

Tipos de Alto Falantes

Quando você já tiver chegado a uma conclusão quanto às características gerais do amplificador, nós podemos começar a olhar para os fatores que determinam os detalhes do timbre de cada falante.

Voicing

Como já mencionei anteriormente, hoje temos no mercado basicamente três características principais de falantes para nossa escolha.
American:
Os falantes do tipo american são usados tradicionalmente nos amplificadores Fender.
Esses falantes tem por característica um timbre limpo acentuado com agudos presentes e graves muito bem pronunciados.
British:
Esses são os falantes que ficaram marcados por serem usados pela Marshall, Vox e Orange.
Normalmente trazem os médios bastante presentes, ajudando a quem gosta de um bom crunch. Além disso traz agudos bem acentuados.
Modern:
Nessa classificação estão os falantes usados por fabricantes como a Mesa.
Esses falantes são capazes de lidar com quantidades grandes de potência sem que percam suas característica ou adicionem qualquer tipo de distorção.
É comum que apresentem uma resposta mais equilibrada entre agudos, graves e médios, fazendo com tenham um timbre bastante claro.

O tipo de imã do alto Falante

Um item muitas vezes negligenciado e que faz uma considerável diferença no som do seu novo falante é o tipo de imã usado na construção do falante.
Alnico:
Assim como no mundo dos captadores, os alto falantes construídos com imãs de Alnico são – geramlmente – considerados superiores em termos de timbre.
Algumas características atribuídas aos falantes de Alnico são:
– Suavidade
– Balanço em graves e agudos
– Dinâmica
Por conter alguns metais relativamente raros em seu composto (cobalto, por exemplo), falantes de Alnico vem se tornando cada vez mais caros.
O que abre caminho para os falantes com imãs…
Cerâmicos:
Os falantes com imãs cerâmicos são os mais populares atualmente.
Esse tipo de falante se tornou especialmente popular a partir da década de 70.
Apesar de o Alnico levar a fama, vários falantes clássicos – vintage – são feitos com imãs Cerâmicos.
O exemplo mais conhecido é o Celestion G12M Greenback que ficou famoso por equipar a grande maioria dos stacks 4×12 da Marshall e é o falante preferido de grandes nomes como Slash, Angus Young dentre outros.
Os falantes com imãs Cerâmicos são mais conhecidos por apresentar as seguintes características:
– Médios acentuados
– Agudos pronunciados
– Graves contidos.

Eficiência

A eficiência de um falante diz respeito à capacidade do falante de transformar cada watt de potência vinda do amplificador em som.
Esse fator simples de ser entendido tem uma implicação direta no timbre.
A eficiência determina o nível de distorção que o falante vai gerar quando trabalhar no extremo.
Sendo assim, se você deseja um falante para usar no extremo, mas não quer que esse falante produza nenhuma distorção, um alto falante com alta eficiência será uma melhor escolha.
Por outro lado se você gostaria de ouvir o falante distorcer um pouco junto do amp, então um falante com eficiência mais baixa vai fazer um melhor trabalho.

Bônus: o material do cone

O material com o qual o cone do alto falante é produzido tem uma influência direta e sutil na resposta de frequência do falante.
No mercado atual temos falantes produzidos dos mais variados tipos de materiais produzindo timbres levementes diferentes para atender aos gostos mais variados.
Segue um vídeo bem interessante, ao qual poder perceber a mudança que o alto falente pode fazer em seu timbre. Pesquise e ache seu som!

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Criando "Riffs" de Guitarra!


Encare o fato: um bom riff é meio caminho para uma boa música.

Outro fato: criar um bom riff ou até mesmo um excelente riff não é algo complexo. Na verdade, os riffs mais admirados são os mais simples.

Então, você está pronto para entender os componentes de um riff e aprender a manipulá-los como quiser?

Riffs são simples, então vamos manter esse artigo simples também. Riffs são crus. E é isso que faz você sentir o peso de cada nota através dos amplificadores. Ao final do artigo, você deverá entender um pouco mais sobre o porquê dessa fórmula.

Guitarristas bons de riffs nunca foram para faculdade de música. E o engraçado é que encontramos vários exemplos do oposto - guitarristas que estudaram música a fundo, mais que simplesmente não são grandes criadores de riffs. Para constatar isso, basta explorar as extensas obras de John Petrucci e Steve Vai, que, apesar de terem estudado na melhor universidade de música e terem se tornado dois dos melhores guitarristas que o mundo já viu, não são famosos por seus riffs.

Agora vamos para os mestres dos riffs. Os caras. Angus Young e seu irmão Malcom Young do AC/DC (sim, Angus não fez tudo sozinho); Jimmy Page, do Led Zepellin; Tom Morello, do Rage Against The Machine e Audioslave; Kirk Hammett e James Hetfield do Metallica; Dimebag Darrell, do Pantera; Eddie Van Halen; Kurt Cobain, do Nirvana; Zakk Wylde (Ozzy) e outros.

Esses guitarristas podem te ensinar muito mais sobre riffs que qualquer professor de guitarra.

Não existe uma receita para criar riffs de guitarra que os melhores guitarristas usam. Mas há algumas coisas que se você souber, ajudarão bastante:

11 Dicas para Criar Riffs de Guitarra

1 - Domine Power Chords
2 - Prefira a simplicidade
3 - Nunca pense que não existem mais riffs clássicos para serem criados (Angus Young sempre te provará o contrário)
4 - Sempre escute os mestres
5 - Tenha uma boa distorção (os outros pedais de efeito não são tão importantes)
6 - Tenha um bom amplificador
7 - Um riff só se torna completo quando tocado com uma banda
8 - Pegada
9 - Solte sua criatividade. Saia tocando
10 - Copie de alguém
11 - Escolha um ritmo marcante

1 - Domine Power Chords
Nem todos riffs são compostos de power chords. Mas a maioria é, podendo ser também uma combinação de power chords com dedilhados. Um power chord carrega a essência de um acorde e é a alma do rock. Você precisa ter mobilidade com power chords ao longo do braço da guitarra, conseguindo mudar rapidamente de um para o outro. Limitações técnicas geram limitações criativas. Exercite seus power chords e quando você precisar deles, eles surgirão com facilidade.

Basicamente, power chords podem ser tocados de duas formas: normalmente ou abafando as cordas. Essa segunda opção é largamente explorada por guitarristas de metal, punk rock e hardcore. Simplesmente, é uma das melhores formas de adicionar peso e deixar os power chords mais carregados. É o que muitos chamam de "pegada".

2 - Prefira a simplicidade
Quanto mais simples, mais fácil de ficar na cabeça das pessoas. Um riff deve ser cíclico. Isto é, algo que possa ser tocado repetidamente, encaixando o início do riff após seu final e assim por diante. E, quanto mais simples for um riff, mais provavelmente ele será cíclico. Simplicidade quer dizer poucos acordes. Para verificar se seu riff é simples, cantarole-o. Você deve conseguir reproduzi-lo com sua voz.

3 - Nunca pense que não existem mais riffs clássicos para serem criados (Angus Young sempre te provará o contrário).
É normal cair na armadilha de acreditar que "já existem centenas de músicas muito boas, logo não há mais músicas boas para serem criadas". Além de essa crença ser falsa, o oposto é verdadeiro. Pelo que parece, quanto mais músicas são criadas, mais são alimentadas as criatividades de músicos no mundo inteiro.

4 - Sempre escute os mestres
Quanto mais músicas e guitarristas diferentes você conhecer, melhor. Isto lhe ajudará a manter sua mente sempre aberta, além de desenvolver sua "cultura musical". Não há melhor forma de se aprender do que através de exemplos. Aprenda a tocar novos riffs. Isto fará com que você veja o braço da guitarra de diferentes formas.

5 - Tenha uma boa distorção (os outros pedais de efeito não são tão importantes)
Aquilo que você toca depende da sonoridade que você tem em mãos. Um bom pedal de distorção (ou até mesmo a distorção de um bom amplificador) possibilita adicionar peso aos power chords e intensidade as notas dedilhadas. Até mesmo o melhor guitarrista do mundo não conseguirá um bom som se o equipamento não for de qualidade. Existem dezenas de tipos de distorção. É importante conhecê-las bem para saber qual é melhor para o som que você quer tirar.

Vale ressaltar que uma boa distorção é essencial para quem costuma tocar abafando os power chords.

6 - Tenha um bom amplificador
Todo o som da guitarra sai do amplificador. Quanto melhor for o amplificador, melhor será o som. A importância de ter um bom som, é que ele dá inspiração para criar novos riffs, enquanto que sons fracos apenas dão vontade de parar de tocar.

Só quem já tocou num bom amplificador sabe a diferença. Cada nota ganha muito mais presença e força. E quando se trata de criar riffs, isso é ótimo, pois tudo que você precisa é encontrar uma sequência de notas bem marcante. Um amp bom te ajuda a perceber que são necessárias poucas notas para causar a dose certa de impacto. Ou seja, ele te ajuda a manter a simplicidade.

Para entender a importância do amplificador, imagine-se tocando seu riff favorito numa guitarra com o amp desligado. Apesar de o riff ser bom, você só conseguirá perceber (e sentir) isso quando ligar o amp. O mesmo vale para comparar um amp fraco e um amp bom. Com um amp melhor, a sua percepção também fica melhor.

7 - Um riff só se torna completo com uma banda
Escutar um riff sendo tocado apenas pelo guitarrista é algo totalmente diferente de escutar a banda inteira tocando. Portanto, não espere que seus riffs sejam impressionantes quando estiver tocando-os sozinhos. Você só saberá o quão bons eles são quando tocá-los com o resto da banda. E é claro que a banda também influencia bastante a forma como o riff é tocado.

Um dos principais pontos a serem entendidos sobre os riffs é que eles sempre serão uma questão de ritmo. Sendo assim, esse é um daqueles momentos que o guitarrista deve se unir ao baterista. Apesar de os dois instrumentos serem totalmente diferentes, eles devem se tornar um só, um completando o outro.

Dois exemplos de guitarristas incrivelmente sintonizados com seus bateristas são o caso de James Hetfield e Lars Ulrich - os fundadores e principais compositores do Metallica - e Dimebag Darrell e seu irmão Vinnie Paul, do Pantera. Escute no vídeo abaixo a música Regular People que é uma sequência de riffs carregados de peso. Note como a guitarra está "grudada" na bateria.

8 - Pegada
Muitos falam em "pegada". Mas geralmente não se fala muito sobre o que é pegada. As pessoas simplesmente sabem identificar quando um guitarrista tem essa qualidade. Pegada é simplesmente a forma de tocar uma música.

Imagine dois guitarristas tocando a mesma música, com exatamente as mesmas notas e a mesma marcação de tempo. Com certeza, os dois tocarão de formas diferentes. O guitarrista que tem mais pegada é aquele que sabe que não basta tocar certo. É preciso incrementar cada fraseado com pequenos detalhes, talvez quase imperceptíveis para os desatentos, mas que em conjunto transformam a música.

Pegada também pode ser entendida como uma combinação de feeling e técnica. Feeling para saber o que tocar e técnica para saber como tocar.

Um ótimo exemplo de um riff com pegada é o da música Man In The Box, do Alice In Chains. O riff consiste em apenas um power chord, que é tocado de forma assombrosamente simples.


E aqui vai nossa principal dica: para ter pegada, você precisa ter uma forte noção de ritmo. Treine com um metrônomo (marcador de tempo), toque acompanhando uma música. Faça qualquer coisa, mas nunca deixe de prestar atenção na batida e no tempo! É preciso descobrir que a guitarra também é um instrumento de ritmo e que ela pode e deve manipular o tempo da música.

9 - Solte sua criatividade
Isso mesmo. Depois de ler esse artigo, você não irá pegar a guitarra e criará logo de primeira um excelente riff. Soltar sua criatividade significa fazer várias tentativas. Aqui a matemática conta a seu favor. Existem (literalmente) milhões de combinações de notas e ritmos para se experimentar. Não tente acertar. Deixe fluir e você mesmo se impressionará com sua espontaneidade.

10 - Copie de alguém
Isso pode parecer babaquice, mas do ponto de vista teórico, faz bastante sentido. Uma mesma progressão de acordes pode ganhar uma sonoridade inteiramente diferente ao ser tocada com uma velocidade ou ritmo diferente. Por exemplo, os mesmos acordes, tocados na mesma ordem, podem servir tanto para um reggae quanto para um punk rock. Além do mais, cada música que você escuta pode ser considerada parecida com alguma outra música (só que você talvez não saiba qual). Mas isso não significa que ela deixa de ser original, muito menos de qualidade.

Existem várias formas de "copiar" alguém. O ideal é se inspirar numa combinação de acordes (ou power chords) e fazer mudanças, podendo tirar ou acrescentar notas. O resultado final pode ficar totalmente diferente da música original e, em poucos minutos, você terá uma música nova.

11 - Escolha um ritmo marcante
Experimente pegar um riff que você goste de alguma banda e tocá-lo em um ritmo diferente, tentando de propósito estragar a música. Você verá como é fácil fazer isso. Para criar um bom riff, o que você precisa fazer é justamente o contrário. Experimente tocar o riff que você está criando em diferentes ritmos até encontrar aquele se encaixe perfeitamente. Você saberá quando encontrá-lo.

O melhor exercício para desenvolver essa habilidade é bem simples. Escolha um power chord (por exemplo, o de Sol - na 3ª casa da 6ª corda) e invente o máximo de formas possíveis de tocar esse power chord. A sua mão esquerda fica parada. O que muda é apenas a frequência e força com que a sua mão direita toca as cordas.


Atenção: não se deixe confundir pelas dicas acima. A regra mais importante a ser lembrada é "Se soa bem, então é bom".

#Riffs #Riff #Guitarra 

fonte:http://www.guitarcoast.com/2009/10/como-criar-riffs-de-guitarra.html

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Fender falsa - Parte 1


Sempre existe um espertinho afim de dar aquela rasteira nos desavisados, e por muitas vezes você acaba sendo enrolado e só percebe anos depois.
Tudo isto pode levar a grandes prejuízos, e no mundo da guitarra tais prejuízos podem não ser apenas monetários.

No nosso dia a dia aqui na oficina vira e mexe aparecem instrumentos que temos que definir se é falso ou não, e pasmem apesar de não parecer existe muita gente tocando com Fender falsa por ai.

Isto acontece por conta das guitarras da Fender, tal qual outras marcas, usarem um processo de construção que facilita tal falsificação.
Além do fato de existirem muitas marcas que constroem replicas das stratos, teles, e contrabaixos quase que idênticos aos originais. E ai fica fácil para o espertinho trocar a logo marca, que pode ser facilmente adquirida por ai e colocar o instrumento a venda.

Só que neste caso não se trata de um instrumento legitimo e sim de uma Fender falsa.

São muitos detalhes a a saber, mas vou dar algumas diretrizes de como você pode identificar se esta comprando uma Fender ou uma Fender falsa.
Tarraxas e pontes

Um dos primeiros pontos a se reparar para pegar uma Fender falsa no flagra é na qualidade e tipo das peças, tarraxas e pontes.

Normalmente instrumentos que não são originais tem qualidade do cromo ou dourado muito inferior em relação ao acabamento usado pelas guitarras originais.

Então se você se deparar com uma guitarra com qualidade de hardware meio duvidosa cuidado você pode estar comprando uma Fender falsa
Tarraxas


Tarraxa moderna original. Logotipo da Fender da parte traseira das tarraxas.


Tarraxas moderna chinesa. Sem logotipos e qualidade do acabamento questionável.


Tarraxa cópia do jogo vintage da Kluxon



Jogo vintage da Kluxon usado em algumas Fender, repare no logotipo da Kluxon atrás da tarraxas
Tarraxas que a Fender usou até a década de 70.





É lógico que apenas o jogo de tarraxas não vai dizer se você esta comprando uma Fender falsa.

Além do mais algumas guitarras especificas da Fender vem de fabrica com jogos de tarraxas de outras marcas, como algumas modelos signature.

Pontes


Ponte American Standard original. Nesta ponte os carrinhos são de aço inox e o parafuso de ajusta de oitavas é fora do centro.





Cópia da ponte American Standard, nesta ponte os carrinhos não são de aço inox e o parafuso de ajuste de oitavas é centralizado.



Na ponte da telecaster original vem escrito Fender.



Na ponte da Fender falsa não vem escrito nada geralmente. Claro que os falsificadores dão jeito para tudo,
mas a qualidade do material e acabamento é pode ajudar a perceber a diferença caso tenha o logo.




Ponte vintage 6 parafusos da Fender.


Na ponte vintage genuína alem dos carrinhos serem dobrados vem escrito Fender em todos carrinhos



Ponte 6 parafusos paralela. Nesta ponte os carrinhos são dobrados e não vem escrito nada neles


A ponte pode te dar um ótimo indicativo se a guitarra é original ou se trata de uma falsificação, mas só isto não basta para definir se você esta comprando uma Fender falsa, existem outras coisas que você deve saber antes de fechar qualquer negócio.

Hoje podemos dizer que a maioria do comercio de guitarra é feito através da internet.

Então se o vender se recusar a mandar detalhes da guitarra em fotos ou mesmo não quiser te mandar o numero de série do instrumento você já pode ficar com o pé atrás.
Detalhes estéticos
Alguns detalhes entregam de cara se você esta sendo feito de bobo, um dele pro exemplo é o espaçamento dos dots, mascadores, da casa 12.

Tampa do Compartimento de Molas

Outra coisa bem simples que pode te dar alguma direção é a tampa do compartimento de molas.

Nas Stratos a tampa do compartimento de molas tem os buracos para parafusos centrais fora de centralização



Já na Fender falsa os parafusos centrais da tampa são bem alinhados.

Mas tome cuidado pois um escudo traseiro é muito fácil de substituir ou mudar os furos de posição.
Procedência

Outro detalhe muito importante são as inscrições de procedência tanto no corpo quanto no braço.

Aqui temos que tomar bastante cuidado pois a própria Fender varia o modo de como isto é feito, dependendo do pais de origem da guitarra. Nas Fender México ele escrevem de um jeito nas Japão de outro e mas American de uma terceira forma.

Braço de uma american tanto no corpo quanto no braço a data de quando o instrumento foi feito é estampada.


Já no braço da MIJ, made in Japan a data é escrita a mão em algumas vezes mas também pode ser estampado


Já nas mexicanas normalmente vem um papel com a assinatura de quem fez o braço, e algumas vezes não vem data.


Fender Japan com data estampada




Já no braço da Fender falsa, ou clone, quase sempre não vem escrito nada no braço ou no corpo.

De novo aqui temos que tomar cuidado, pois mesmo sem oriunda do Japão ou México você vai estar comprando uma Fender, o problema aparece quando estão te dizendo que esta tal Fender é Fender american, então de certa forma você esta comprando uma Fender falsa.



Corpo

Mais um ponto onde você pode usar com parâmetro para tentar definir se o instrumento é realmente o que estão te dizendo.

Aqui novamente é necessário ter cuidado pois o carpo em questão pode sim se tratar de um corpo de Fender, mas não necessariamente uma american.

E dada a semelhança é possível inclusive encontrar corpo de guitarra Squier tentando se passar pelo primo mais rico.


Comparação em corpo de uma Strato MIJ, Made In Japan, e um de uma Strato USA. Repare no rebaixo na região do captador da ponte.


Já as Fender MIM, made in México, normalmente tem o esquema de furação bem diferente. Com opção para single ou humbucker na posição da ponte e braço.



Já este corpo parece com de uma strato, mas não é reparem na “qualidade” das cavidades.


E o que dizer sobre isto então, só pintar colar o logo e ser o feliz dono de uma Fender falsa.
Logotipos

Aqui o assunto fica sério, existe uma infinidade de pessoas que produzem e vendem cópias do logotipo da Fender.

Cansamos de ver por ai a vender, é só saber procurar, e por muitas vezes vimos alguns vendedores usando a seguinte propaganda:

[blockquote source=””]Transforme qualquer guitarra em uma Fender[/blockquote]

Bom sabemos que isto não é verdade. As vezes tais logotipos eram tão toscos que até quem tem menos experiência iria desconfiar.


Logotipos originais

Os logotipos originais da Fender ,quando tem cores como dourado ou prata, estas cores realmente são metalizadas, é dourado mesmo e não um “amarelo” que parece dourado feito na impressora em casa, e o mesmo acontece com a cor mais próxima do prata.


Logo com preenchimento que deveria ser na corpo prata, e não cinza. Logo falso


Este aqui tem a cor amarelinha, falso. Deveria ser dourado. Reparem que tem até numero serial.


Estes aqui também pulam em uma perna só

Mas aqui mais uma vez tudo pode ir por água abaixo, pois existem ótimos profissionais no mercado que conseguem reproduzir tais logotipo com extrema perfeição.

Muitos deles apenas com o intuito de restaurar um instrumento originais que foi danificado na parte do logotipo.
Bom senso, senso comum e referencia do fabricante.

Este aqui vale para qualquer guitarra ou contrabaixo de qualquer marca. Se o instrumento não parece ser o que ele diz que é, já fique com o pé atrás.

Se você não conhece muito sobre um determinado modelo de guitarra, pesquise, vá ao site oficial veja se aquele modelo existe, quais eram as cores produzidas, se tinham algum detalhe muito especifico, para só assim poder tomar alguma decisão de negocio.

Amigos, que tocam e conseguem instrumentos, sempre são uma boa ideia, se você esta na duvida pergunte a um amigo.

Juntando tudo isto, e é claro sempre desconfiando de preços muito abaixo dos de mercado, você consegue se livrar de algumas bombas. Tudo isto também vale para instrumentos usados, que realmente são originais, mas que podem contar com defeitos que você previa.

fonte: http://loudluthieria.com