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terça-feira, 4 de junho de 2024

Sobre o Cristão Ouvir Músicas Seculares

 


Sobre o Cristão Ouvir Músicas Seculares

Antes de mais nada, responda: “O que veio primeiro? A música ou a miséria? As pessoas se preocupam com crianças brincando com armas, vendo vídeos violentos, como se a cultura da violência fosse consumi-las. Mas ninguém se preocupa se escutam milhares de canções sobre sofrimentos, rejeição, dor, miséria e perda. Eu ouvia música pop porque era infeliz? Ou era infeliz porque ouvia música pop?” (Rob Gordon, interpretado por John Cusack no filme "Alta Fidelidade").

A Questão Recorrente

É comum em debates cristãos a obsessão pela repulsa ao consumo de música que não seja de cunho evangélico, como se isso fosse verdadeiramente bíblico. Deixo claro que não estou falando de músicas que promovem imoralidade, violência, ou vão contra os valores de Deus e que ferem a moral e a ética.

Incoerência

Não faz sentido alegar que um cristão não pode ouvir músicas seculares. Os defensores dessa ideia chegam a afirmar que Lúcifer era responsável pela música no céu e, por isso, devemos consumir músicas apenas “consagradas”. Obviamente, a Bíblia não fala de coisas como Netflix, Spotify, YouTube, redes sociais, e afins. Será então que todas as outras formas de consumir cultura estão “liberadas”? Ou é apenas hipocrisia afirmar que APENAS A MÚSICA seja o foco do problema?

Quer se abster de consumir cultura não-cristã? Isso sim parece coerente - embora impraticável. Não veja TV, não assista filmes, não use eletrônicos… e, pelo amor de Deus, não acesse a internet. Deus tá vendo!

Mas Afinal, o Que Seria Música Secular?

"Secular" é um termo que indica uma independência ou ausência de influência religiosa, aplicável a várias áreas da vida e da sociedade. E qual o problema disso? Nenhum!

Se o problema dos inquisidores é o fato de ser uma música feita por um não crente, então, para sermos coerentes, não deveríamos usar nada que foi feito por descrentes: roupas, sapatos, óculos, carro, ônibus, etc. Não poderíamos comer em restaurantes nem comprar um cachorro-quente na esquina, se o dono não for crente. Pois é tudo "do mundo".

Santo Versus Profano

Nosso conceito cristão-ocidental de sagrado e profano, além de recente, é também irracional. Para um cristão do primeiro século, essa divisão (principalmente na música) não existia. O conceito de música cristã surgiu séculos depois, exatamente na época em que a Igreja mergulhou em sua fase mais obscura (Idade Média).

Esse medo da contaminação é incoerente e biblicamente equivocado:

Nada há, fora do homem, que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai dele, isso é o que contamina o homem. (Marcos 7:15)

De igual modo, é hilário pensar que o sacrifício de Cristo seja suficiente para remir a Criação, mas insuficiente para remir a cultura. Seria tal sacrifício “meia boca” demais para remir TODAS AS COISAS?

Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma imunda, a não ser para aquele que a tem por imunda; para esse é imunda. (Romanos 14:14)

A verdade é que a corrupção não vem de fora. Ela está em nossos corações. É o nosso Passageiro Sombrio que não nos abandona. Porém, não deveríamos nos abater com as aflições desta vida, mas pela mortificação de nossa vontade, a cada dia Cristo vive mais visivelmente em nós. Ou pelo menos deveria ser assim.

Entenda que Deus, através da graça comum, capacita homens, independente da sua religião, a produzir boas e admiráveis obras; existe também a desgraça comum, que capacita homens, independente da sua religião, a produzir porcarias. Basta lembrar-se que Renato Russo produziu "Monte Castelo" e a Damares "Sabor de Mel". Planta-se o terror na cabeça das ovelhas dizendo que não podem ouvir música secular (entretenimento, estudo, etc.), como se isso tivesse vínculo com santidade. O mais engraçado é que os mesmos não se preocupam em usar músicas gospel profanas, imediatistas, cheias de interesses, pragmáticas, que tratam o próximo como inimigo. E ainda têm a cara de pau de dizer que estão cantando-as para adorar a Deus!

Então, Qual é a Diferença Entre:

  • Louvor e adoração (usando a música como meio)
  • Música Gospel
  • Música Secular
  • Música Mundana

Louvor por meio da música: canções musicais de exaltação a Deus e seus feitos!

Adoração por meio da música: canções musicais de exaltação a Deus pelo que Ele é!

Música Gospel: canções de evangelização ou contos musicais de uma história ou ato inspirado na palavra.

Música Secular: canções ilustrativas de feitos positivos, como amor, correção, reflexão, etc.

Música Mundana: canções com mensagens errôneas cuja finalidade é maligna, que promovem imoralidade, violência, contra os valores de Deus e que ferem a moral e a ética.

REFLITA

Se música "do mundo" é aquela que tem uma letra que vai contra os valores de Deus, letras que falam de traição, adultério, ciúmes, ódio, desejo de vingança, etc., então temos que considerar também como "do mundo" muita música "gospel" que tem letras com erros doutrinários graves, que pecam contra Deus do mesmo jeito. Heresia é pecado tanto quanto adultério.

Se música do "mundo" se refere ao gênero ou estilo musical – tipo rock, samba, hip hop, pop, sertanejo, funk americano, etc. – aí temos outro problema, pois não existe como definir um gênero ou estilo que seja "santo" e outro que seja "mundano". E pelo amor de Deus, se você pensou em Worship, você precisa de tratamento, visto que não passa de um pop-rock ou rock lento com ambiências pensando em gerar um “climão”, mas isso é assunto para outro dia.

Eu escuto músicas feitas por artistas descrentes que tenham conteúdo bom. E sei que tudo o que é bom vem de Deus. Deus deu talentos tanto para os Cristãos quanto para os não Cristãos. Tudo procede do Pai das Luzes. Ou será que faz sol e chuva apenas na casa dos que se acham santarrões?

Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há oscilação como se vê nas nuvens inconstantes. (Tiago 1:17)

Meu conselho é que examine todas as coisas e retenha o que lhe for bom:

Examinai tudo. Retende o bem. (I Tessalonicenses 5:21)


Que Deus nos abençoe e sua graça nos alcance.

 

 

quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Critérios a considerar na escolha de músicas para liturgia de um culto


 

A escolha da música certa é importante?

Quais os aspectos que devem ser levados em conta?

Estas são algumas perguntas que devemos fazer no momento de escolher alguma canção para compor o repertório de um grupo de louvor.

Este texto tenta responder estas perguntas e ainda colocar à reflexão estas questões importantes para nós e para cada grupo.

 

Aspectos ministeriais:

1. Letra:

Ao contrário de muitos estilos musicais, a música executada por grupos de louvor vai além das questões técnicas musicais e expande para questões eclesiásticas, com objetivo de edificação da igreja e de levar as pessoas a adorarem a Deus através da música, naquele momento específico. Por isso, a mensagem transmitida na letra deve ser centrada no louvor ao Senhor. O que passar disto é para outro momento e não para o momento do louvor congregacional;

 

2. Coerência Teológica:

Como estamos lidando com músicas que falam do Senhor e sua revelação à igreja, toda a letra deve ser baseada na bíblia coerentemente, sem falácias e más interpretações. O louvor congregacional deve mostrar aquilo que a igreja, como um todo, quer dizer ao seu Senhor. Isso quer dizer que a letra a música deve ser baseada no conhecimento das características de Deus. Estas características são reveladas na bíblia.

 

3. Aspectos poéticos:

Músicas são também poesias. E como poesias, são esteticamente elaboradas de acordo com o autor da mesma, em forma de verso, prosa, rima, etc, até com elementos que transcendem o mundo real, deixando a cargo de leitor ou ouvinte a sua própria interpretação. No entanto, em se tratando de músicas de louvor congregacional e edificação da igreja no culto, o entendimento da mensagem musical deve ser total, sem margens para ambiguidades ou interpretações indevidas. A mensagem deve ser direta e deve dar convicção sobre o tema;

 

4. Músicas centradas em Jesus (Cristocêntricas):

Nos dias atuais estamos sendo bombardeados por um enfoque totalmente humanista, que coloca o homem à frente de Deus. Infelizmente na música isto tem sido fortemente difundido. Músicas com letras que trazem um conforto emocional ao indivíduo e não à coletividade e que em sua essência não cumprem o seu papel no culto ao Senhor. É preciso então cuidado para escolher músicas que falem de Deus, que sejam coletivas e não individualistas;

 

 

5. Deixe o seu gosto musical individual de lado:

Nem sempre o nosso gosto musical será adequado ao da igreja como um todo. Devemos pensar na congregação. Claro que, como músicos e orientados que somos, sabemos o que é melhor em termos de estilo musical para a igreja. No entanto, devemos ter o nosso coração aberto e deixar nossas preferências individuais de lado;

 

6. Cuidado com as ondas:

Infelizmente somos sujeitos aos movimentos que atingem boa parte das pessoas. Devemos nos cuidar para não cair nos modismos embalados pela fama de determinados artistas gospel. A fama de uma música não deve ser fator preponderante para a escolha desta música. Nem sempre aquilo que é sucesso é bom, nem o contrário. E nem sempre o que é bom para um grupo de pessoas será bom para a nossa congregação;

 

7. Esteja sensível à voz de Deus à igreja:

Tenha atenção para o que Deus está falando à igreja através dos pastores, por meio da Sua palavra. Se confiamos que Deus tem capacitado pessoas para nos liderar e nos abençoar, devemos crer que há uma harmonia entre Deus – Espírito Santo e a igreja que envolve a ministração da Sua palavra por eles. Sendo assim, há também de se haver uma sintonia entre as músicas escolhidas de acordo com o momento que a igreja vive.

 

8. Alguns textos sobre o que as Escrituras afirmam a respeito

A Bíblia oferece princípios e diretrizes que podem orientar a seleção de música para a liturgia de um culto cristão. Aqui estão alguns textos bíblicos relevantes, juntamente com breves comentários sobre como podem ser aplicados:

a)    Colossenses 3:16 - "Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração."

Comentário: Este versículo enfatiza a importância de que a música utilizada na liturgia seja fundamentada na Palavra de Cristo. As letras das músicas devem estar em linha com a teologia bíblica e transmitir a mensagem do Evangelho de forma precisa e clara. Além disso, a música deve ser espiritual e motivar a gratidão no coração dos adoradores.

b)    Efésios 5:19 - "falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e louvando ao Senhor no vosso coração."

Comentário: Esse versículo destaca a importância do canto congregacional e do louvor ao Senhor. A música na liturgia deve incentivar a participação ativa da congregação, permitindo que os adoradores expressem seu louvor e adoração a Deus por meio da música.

c)    Filipenses 4:8 - "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é correto, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento."

Comentário: Esse versículo destaca a importância de escolher músicas que sejam verdadeiras, nobres, corretas, puras, amáveis e de boa reputação. A música utilizada na liturgia deve ser edificante e contribuir para a atmosfera de adoração e reverência a Deus, em linha com os princípios morais e éticos ensinados na Palavra de Deus.

d)    1 Coríntios 14:26 - "Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis, cada um tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação."

Comentário: Este versículo destaca o princípio da edificação na seleção de música para a liturgia. A música deve contribuir para o crescimento espiritual e edificação da congregação. Portanto, a escolha da música deve ser feita com cuidado, levando em consideração o contexto e as necessidades espirituais da comunidade de fé.

e)    Salmos 150:3-5 - "Louvai-o com o som de trombeta; louvai-o com o saltério e a harpa. Louvai-o com o adufe e a flauta; louvai-o com instrumentos de cordas e com órgãos. Louvai-o com os címbalos sonoros; louvai-o com os címbalos altissonantes."

Comentário: Este trecho do Salmo 150 destaca a diversidade de instrumentos musicais utilizados na adoração a Deus. Ele nos lembra que a música na liturgia pode envolver uma variedade de estilos, gêneros e instrumentos, desde que estejam sendo usados para glorificar a Deus. Portanto, a escolha da música para a liturgia pode levar em consideração a diversidade musical, respeitando os contextos culturais e as preferências da comunidade de fé.

 

Além desses princípios bíblicos, é importante que a seleção de música para a liturgia seja feita com oração e discernimento, buscando a direção do Espírito Santo. Os líderes de adoração e ministros de música devem estar comprometidos em escolher músicas que promovam a adoração genuína a Deus, que estejam alinhadas com os ensinamentos bíblicos e que edifiquem a comunidade de fé.

É importante também envolver a comunidade de fé na seleção de música, levando em consideração suas preferências, necessidades e contexto cultural. A música na liturgia tem o poder de impactar a adoração e a experiência espiritual dos adoradores, por isso é essencial que seja escolhida com cuidado e sabedoria, em conformidade com os princípios bíblicos e em busca da glória de Deus.

 

Aspectos técnicos musicais:

1. Nível de dificuldade:

O nível de dificuldade de uma música, é um fator que deve ser levado em conta no momento da sua escolha. O nível de complexidade de uma música não define se ela é mais linda, admirada ou inspirada. No entanto, o líder tem sempre a papel de instigar todo o grupo ao crescimento musical, introduzindo canções que possam contribuir para a evolução musical do grupo;

 

2. Adequação musical/ambiental:

Ritmo, melodia, harmonia, altura, intensidade e timbre são características intrínsecas da música, mas que também podem nos indicar se a música é apropriada para determinada ocasião ou não. Por exemplo, há tensões sonoras, originadas da combinação destes elementos, que exprimem sentimentos como medo, tristeza, alegria, calma, agitação, etc;

 

3. Repetições:

Este aspecto tem a ver com o 1º aspecto. O número de repetições em uma música pode ser tão benéfico quanto maléfico. Se o número de repetições for adequado para enfatizar determinados trechos de uma música, isto é um importante recurso para isso. Porém ao repetir demais determinados trechos de uma canção, isto pode trazer um desconforto sonoro e tornar a música cansativa, irritativa ou monótona. Há músicas que praticamente se parecem com mantras, tal é o abuso das repetições;

 

4. Cuidado com as imitações:

Fazer igual não é tão fácil quanto parece. Quando escolhemos estudar uma música que foi composta por outras pessoas ou outros grupos, geralmente tentamos estudar os aspectos mais característicos da música, de modo que seja mantida sua forma original. Mas há que se ter cuidado para adequar a música ao seu grupo de forma que isso seja viável e o resultado seja satisfatório musicalmente. É difícil determinar quando um arranjo foi adaptado com sucesso ou não, se baseado só na opinião de ouvinte ou gosto musical. Por isso há duas opções nestes casos, ser de vanguarda e apresentar algo novo, mas questionável, ou optar por pisar em lugar seguro e ser ortodoxo;

 

5. Pense no conjunto:

Uma música composta originalmente para uma orquestra deverá ser muito bem adequada se for executada por um grupo de rock. Há correntes de pensamento que simplesmente descartam a possibilidade de tais adequações, alegando que isso seria um total desrespeito com a música original. Porém, em se tratando de grupos musicais heterogêneos, é quase impossível não lidar com estas adequações. O ideal é buscar músicas de grupos com características próximas às do seu grupo, e se passar nos demais quesitos, adapta-la a realidade do grupo;

 

 

8. Conselhos práticos de Martinho Lutero

Martinho Lutero (1483-1546) foi um teólogo, reformador e líder da Reforma Protestante na Alemanha durante o século XVI. Ele é conhecido por suas contribuições significativas para a teologia e práticas cristãs, bem como por suas opiniões e influência sobre a música na igreja.

Lutero tinha uma profunda apreciação pela música e a considerava como uma forma poderosa de adoração e ensino. Ele acreditava que a música tinha um papel importante na liturgia e na vida da igreja, e foi um defensor do uso de músicas congregacionais na língua vernácula (a língua local falada pelo povo) em vez do latim, que era a língua litúrgica predominante na época.

Lutero também compôs muitos hinos e cânticos, sendo autor de algumas letras e melodias populares que são cantadas até hoje em muitas igrejas protestantes ao redor do mundo. Ele viu a música como uma forma de transmitir a teologia reformada de forma acessível e inspiradora para o povo, encorajando a participação ativa da congregação na adoração.

Além disso, Lutero valorizava a qualidade musical e acreditava que a música deveria ser bem executada e agradável aos ouvidos, para que pudesse tocar o coração e a mente dos adoradores. Ele também defendia a utilização de instrumentos musicais na adoração, considerando-os como uma forma legítima de expressão na adoração cristã.

As idéias e contribuições de Lutero em relação à música tiveram um impacto significativo na forma como a música é usada na liturgia protestante até os dias atuais, influenciando as tradições musicais em muitas denominações e igrejas protestantes ao redor do mundo. Sua compreensão da música como uma parte importante da adoração congregacional ainda é valorizada e celebrada por muitos cristãos hoje em dia.

Aqui estão alguns conselhos que ele ofereceu em suas obras:

1)     Use músicas que sejam compreensíveis para o povo: Lutero acreditava que a música na liturgia deveria ser acessível e compreensível para o povo comum. Ele defendia o uso de hinos e cânticos em língua vernácula (a língua falada pelo povo), em vez do latim, que era a língua litúrgica tradicional da Igreja Católica na época.

 

2)    Mantenha o foco na Palavra de Deus: Lutero via a música como uma forma de transmitir a Palavra de Deus de forma clara e poderosa. Ele aconselhava que as letras das músicas utilizadas na liturgia fossem baseadas nas Escrituras e que enfocassem a mensagem do Evangelho, em vez de elementos meramente cerimoniais.

 

3)    Evite o uso de músicas extravagantes: Lutero tinha preocupações sobre o uso de músicas excessivamente elaboradas ou extravagantes na liturgia. Ele acreditava que a música deveria ser simples e direta, para que pudesse ser compreendida e apreciada pelo povo.

 

4)    A música deve promover a participação congregacional: Lutero valorizava a participação ativa do povo na liturgia, inclusive na música. Ele encorajava o canto congregacional como forma de envolver a congregação na adoração e na compreensão da mensagem da fé.

 

5)    A música deve estar em harmonia com a mensagem do Evangelho: Lutero acreditava que a música na liturgia deveria estar em sintonia com a mensagem central do Evangelho, que é a graça salvadora de Deus por meio da fé em Jesus Cristo. Ele desencorajava o uso de músicas que contradissessem ou desviassem dessa mensagem.

 

6)    Evite a idolatria da música: Lutero alertava para o perigo de a música se tornar uma forma de idolatria na liturgia, ou seja, adorar a música em si mesma, em vez de usar a música como um meio para adorar a Deus. Ele aconselhava a manter a música em seu devido lugar, como um recurso para servir à adoração a Deus e não como um fim em si mesma.

 

9. Reflita e responda

Todos estes aspectos descritos acima foram elaborados levando em conta o que tenho aprendido nesta caminhada cristã e que também tenho experimentado no serviço à igreja e ao Senhor na área musical.

Agora, depois de ler este texto, espereto que consiga ter uma direção para identificar quais aspectos podem melhorar no grupo de louvor da sua igreja.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

DICAS PARA APRENDER E MEMORIZAR MÚSICAS



DICAS PARA APRENDER E MEMORIZAR MÚSICAS  

Aprender a tocar uma música pode ser uma tarefa desafiadora, especialmente se você não tem experiência prévia com um instrumento. No entanto, com a abordagem certa e a prática constante, qualquer pessoa pode dominar uma música e tocá-la de forma fluente.

Aqui estão algumas dicas para ajudá-lo a estudar e memorizar uma música:

1. Escute a música repetidamente: Antes de começar a praticar, ouça a música repetidamente. Escute a melodia, o ritmo, a harmonia e a dinâmica da música. Tente identificar as partes principais e o formato geral da música. Isso ajudará você a entender a estrutura da música e a prepará-lo para aprender a tocar.

2. Divida a música em partes menores: Uma música pode ser bastante longa e complexa. Para tornar a tarefa de aprendizagem mais fácil, divida-a em partes menores. Comece com a introdução e, em seguida, trabalhe nas estrofes, refrões e pontes. Depois de ter dominado cada parte separadamente, tente tocá-las em sequência.

3. Aprenda a melodia: Aprender a melodia é uma parte crucial do processo de aprendizagem de uma música. A melodia é a linha principal da música e é geralmente tocada pela voz ou pelo instrumento principal. Tente tocar a melodia lentamente, nota por nota, e pratique até que você possa tocar com confiança.

4. Pratique as notas individuais: Depois de ter aprendido a melodia, comece a praticar as notas individuais. Tente tocar cada nota claramente e com precisão. Se você tiver dificuldade em tocar uma nota específica, pratique essa nota isoladamente até que você possa tocá-la sem problemas.

5. Pratique os acordes: Os acordes são a base da harmonia da música. Eles são compostos por três ou mais notas tocadas juntas. Pratique os acordes individualmente e, em seguida, pratique a transição de um acorde para outro. Isso é especialmente importante se você estiver tocando um instrumento como o violão ou o teclado.

6. Pratique em diferentes velocidades: Uma vez que você tenha dominado as notas e os acordes, comece a praticar em diferentes velocidades. Pratique a música lentamente para se concentrar na técnica e na precisão, e depois aumente gradualmente a velocidade para se aproximar do ritmo original da música.

7. Toque a música com acompanhamento: Tocar a música com acompanhamento, seja com um metrônomo ou com uma gravação, ajudará a melhorar o ritmo e a sincronia. Você também pode tocar com outras pessoas para praticar a habilidade de tocar em conjunto.

8. Memorize a música: Quando você sentir que está confortável tocando a música, tente memorizá-la. Isso ajudará você a se concentrar na técnica e na expressão musical, em vez de se preocupar com a leitura de partituras ou tablaturas.

9. Pratique regularmente: A prática regular é a chave para aperfeiçoar suas habilidades musicais. Tente praticar por pelo menos 30 minutos por dia e, se possível, pratique em um horário consistente todos os dias.


Conclusão:

Aprender uma música exige tempo, paciência e muita prática. A memorização de uma música pode ser uma tarefa desafiadora, mas com as dicas acima, você pode se sentir mais confiante e preparado para aprender e memorizar uma música.

É importante lembrar que a prática não deve ser apenas para memorizar, mas sim para melhorar suas habilidades musicais de uma maneira geral. Com o tempo e a prática, você verá que tocar uma música pode se tornar algo natural e prazeroso.

Lembre-se de que não há uma maneira única de aprender e memorizar uma música. Cada pessoa tem seu próprio ritmo e estilo de aprendizagem, então não tenha medo de experimentar diferentes abordagens e descobrir o que funciona melhor para você.

Por fim, divirta-se! Tocar uma música é uma forma de expressão artística e uma maneira de se conectar com os outros. Não se esqueça de aproveitar o processo e compartilhar sua música com outras pessoas.



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

O Cristão e a Música SECULAR

Não faz sentido algum a alegação de que um cristão não pode ouvir músicas seculares como entretenimento, ou estudo. Os defensores desta ideia inclusive forçam a amizade alegando que uma tal de Lúcifer (isso mesmo o capiroto) era o responsável pela música no céu e, por isso, devemos consumir músicas apenas “consagradas”. Obviamente a bíblia não fala de coisas como Filmes, Novelas, Spotify, Facebook, Instagram, Snapchat, Tik Tok, Twitter, Youtube, etc... Será então que todas as demais maneiras de se consumir cultura estão “liberadas”? Ou seria apenas hipocrisia afirmar que APENAS A MÚSICA seja o foco do problema?

Quer se abster de consumir cultura não-cristã? Isso sim parece coerente (embora idiota), faça o seguinte, também não veja TV, não assista Filmes, não use eletrônicos… e PELAMORDEDEUS não acesse a Internet. Deus tá vendo!

Nosso conceito cristão-ocidental de sagrado e profano, além de idiota é também recente. Para um cristão do primeiro século, esta divisão (principalmente na música) não existia. O conceito de música cristã surgiu séculos depois, exatamente na época em que a Igreja mergulha em sua fase mais obscura (Idade Média).
Ou seja esse medo da contaminação é incoerente e biblicamente equivocado
Marcos 7:15 "Nada há, fora do homem, que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai dele isso é que contamina o homem."

A verdade é que a corrupção não vem de fora. Ela está em nossos corações. É o nosso passageiro sombrio que não nos abandona. Porém não deveríamos nos abater com as aflições desta vida. Mas pela mortificação de nossa vontade, a cada dia Cristo vive mais visivelmente em nós. Ou pelo menos deveria ser assim.

Da mesma forma, não existe músico cristão! O que existe é cristão que é músico, não arrume um desculpa pra tentar santificar ou demonizar uma profissão ou cargo, você é músico e ponto final.

Quer usar um filtro para o que deve ou não ouvir? Use Filipenses 4:8 “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.”

Tem muita coisa boa por ai, e da mesma forma porcarias, inclusive no meio dito como cristão, onde sendo otimista 90% das músicas são descartáveis. Sem falar que existem músicas seculares com valores muito melhores que outras ditas como destinada ao louvor e adoração, mentindo em nome de Deus, falando o que Ele não disse, e por ai vai.

Entenda que é Deus que capacita TODOS com talentos e habilidades, e não só aquela turminha que vive arrotando santidade por ai, colocando o selo de qualidade Gospel como garantia das coisas. Foi Deus que fez o magma que se obtém o aço, mas que inventou o revolver foi o mal uso das capacidades. Da mesma forma a música, é só filtrar o que não presta, que por exemplo fere os preceitos da moral, ética, família, etc...

Tiago 1:17 “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.

Em resumo, só existe música do MUNDO, não existe outra opção extraterrestre, filtre e faça bom proveito (Fl 4:8). Tudo que é bom vem de Deus. Escolha bem. Na sua graça, nosso Deus deu dons e talentos até mesmo aos descrentes.

Aos santarrões legalistas, vamos a etimologia da palavra "Música": é visto no latim "musĭca", que origina-se do grego "mousikḗ", associado a "moûsa", fazendo alusão à força artística das musas, em referencia as personagens femininas da mitologia grega que tinham a missão de agradar os Deuses do Olimpo. As musas tinham várias habilidades e entre elas se destacava o domínio da melodia, o ritmo e a harmonia para criar belos sons. Estas divindades, todas filhas de Zeus e Mnemosine, logo se tornaram personagens que inspiravam os artistas. Na qual se constitui, basicamente, de uma sucessão de sons, entremeados por curtos períodos de silêncio, organizada ao longo de um determinado tempo. Assim, é uma combinação de elementos sonoros que são percebidos pela audição. Mas e ai cadê seu legalismo?

Pra não me alongar aqui, aconselho que estude história da música, pesquise qual a influência daquela música que lhe agrada, e como o gênero e o estilo chegou até você, o "Hadouken" vai ser bem maior...


sexta-feira, 21 de maio de 2021

Música conhecida, a música colega e a música amiga.


















O CONHECIDO é uma pessoa que possui algum tipo de vínculo, ou com sua família, ou com alguém que você conhece, mas vocês não possuem uma relação extremamente íntima, daí o fato de nos referirmos a essa pessoa como conhecido.

O COLEGA, diferente do conhecido, já possui um vínculo maior com você, por exemplo, um colega de escola ou de trabalho. São pessoas que, de alguma maneira, convivem em nosso meio social e assim criamos um laço que nos liga um pouco mais à pessoa, seja por uma afinidade ou mesmo por uma boa conversa.

O AMIGO já é aquela pessoa que possui um vínculo realmente forte com você. Pense que você está em um período muito, mas muito difícil em sua vida, em que muitos conhecidos não aparecem e seus colegas nem sabem o que está ocorrendo. O amigo é a única pessoa que vai te ajudar, seja psicologicamente, financeiramente, ou fisicamente. Ele não mede esforços para ver você sair de uma condição desfavorável, ele te dá a mão nos momentos em que todos os seus colegas se esqueceram de você. 

Não é a toa que lemos no livro do Eclesiastes 6, 14-17, assim define o amigo: “um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro. Nada é comparável a um amigo fiel, o ouro e a prata não merecem ser postos em paralelo com a sinceridade de sua fé.”

O seu amigo pode até não estar perto de você, mas ele não vai soltar a sua mão! Ele vai te apoiar e não vai descansar enquanto você não ficar bem. A lógica é bem esta mesma: um amigo trabalha pelo nosso bem! E não se preocupe em identificar quem é ou não é seu amigo, na hora certa, ele realmente se importa. Você vai saber!

 

Na MÚSICA acontece o mesmo. Existem as que são MÚSICAS CONHECIDAS,  MÚSICAS COLEGAS, e existem as MÚSICAS AMIGAS. Onde a música amiga é aquela que te faz ser melhor, mesmo sem palavra alguma, apenas com sons. Você escuta e ela causa em você  reflexões, e um desejo de ser melhor. Não estou falando de músicas que mais parecem “coachings” massageando egos (muita das vezes com mentiras, mas nem vou entrar nessa questão, vou deixar isso pra outro post), estou falando de MÚSICA DE VERDADE. Onde a mesma tem a capacidade de criar em você vários sentimentos como: alegria, tristeza, saudade, paixão, compaixão, esperança, etc.., É a conjunção do estimulo recebido e o sentimento que aquilo te provoca.  


Vivemos no mundo onde vemos a afetividade de pessoas totalmente destrambelhada. O que pode ser por fatores diversos, mas muita das vezes justamente pelo excesso de música fabricada pra gente não pensante, ou pra você não pensar e refletir.  Se é que sabem o que estão ouvindo, se é que ouvem o que querem ouvir, ou apenas são massa de manobra para aquilo que o mercado quer que as mesmas escutem. Afinal gente assim é mais fácil de manipular.

 

A MÚSICA AMIGA, é aquela que te ajusta ente o que acontece, e o que você sente, te elevando a ser alguém melhor.

Tiago 1:17 “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.”

Filipenses 4:8 “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.”


Que Deus nos ajude a escolher bem...










quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Dia do Professor - "SOMOS COMO MÚSICA..."

 



SOMOS COMO MÚSICA, em seus mais essenciais elementos, de maneira que, bem conduzida e executada, afinamos as vidas dos que esperam de nós o despertar do conhecimento, numa “consonância” de conteúdos. Se mal executados, criamos “dissonâncias” críticas até mesmo nos ouvidos dos mais experientes expectadores.

Ao iniciarmos as aulas, nós, professores, somos como um maestro, que, empunhando sua batuta, conduzimos alunos e matérias numa jornada para o descobrimento de novas possibilidades.

Assim como na música, precisamos das “pausas”, os momentos de silêncio e reflexão, que, partes de nossa aula, integram e consolidam conhecimentos.

No meio do caminho, encontramos momentos em que se fazem necessários “ritornellos”, onde, trechos repetidos, fixam ainda mais na mente de quem nos ouve.

Nem sempre podemos fazer tudo de uma só vez, e “dividimos em movimentos”, onde, por parte, transmitimos tudo que precisamos.

Mas o professor deve ter “dinâmica” nas aulas. Mudar tom de voz, enfatizar determinados momentos, falar mais alto, mais baixo, de forma que os alunos entendam ainda melhor seu conteúdo e assimilem a importância de cada momento.

Por vezes, “stacattos” se fazem necessário, e, assim, pedaço por pedaço, ensinamos, destacamos cada parte, o que é mais importante. Outras vezes, usamos o legato para emendar textos, conteúdos e matérias.

Se tudo não der num só movimento, podemos ainda utilizarmos a “Anacruse”, começarmos um pouco antes do “compasso” ou num “compasso incompleto”, para darmos total seguimento.

E chegam os mais esperados momentos por alunos e professores: onde temos uma “barra dupla”, indicando o final de determinado trecho da aula, ou a “pausa final”, indicando o encerramento.

Os alunos partem, a música termina, e nós, professores, continuamos com um “sforzando”, pois sabemos que nossa música continuará no dia seguinte 

Feliz dia dos professores, amigos e companheiros de profissão, e a todos nós músicos que fazemos do mundo um lugar mais genial 

Tiago 1:17 "Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação."

Que Deus nos abençoe

Silvinho Fernandes

 


sexta-feira, 2 de outubro de 2020

7 COISAS QUE TODO CRISTÃO QUE É MÚSICO DEVERIA SABER















1) REPITA COMIGO: “Levita é o judeu que nasceu na tribo de Levi”. Você não é um. Aceite isto.

2) REPITA COMIGO: “Não existe Ministério de Louvor”, visto que ministério é transmissão da verdade do evangelho por meio de pregação, aconselhamento, anúncio, ensino, etc.. O departamento de música e seus grupos, os mesmos servem a congregação, auxiliando-a a louvar a Deus. O louvor é algo prestado a Deus e não a igreja.
3) REPITA COMIGO: "Não existe músico cristão!" O que existe é cristão que é músico, não arrume um desculpa pra tentar santificar ou demonizar uma profissão ou cargo, você é músico e ponto final.
4) REPITA COMIGO: “A minha música não leva ninguém a Deus”, quem faz isso é Cristo, e o convencimento da condição pecaminosa do homem é o Espírito Santo.
5) REPITA COMIGO: “A Música é apenas uma ínfima parte do que utilizamos para adorar a Deus. Deus não precisa que eu toque ou cante, pra ele saber que eu o adoro.” Daria perfeitamente pra vivermos sem bandas de louvor. Não seria tão legal, mas ainda sim seria possível.
6) REPITA COMIGO: Culto sem música e palavra é culto. Culto sem palavra e música não é culto.
7) REPITA COMIGO: “O louvor não liberta”. Em Hebreus 13:15 lemos: "Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, O FRUTO dos lábios que confessam o seu nome". Repare que o louvor é o fruto ou consequência, não a causa de alguma bênção. Essa ideia que o louvor liberta não passa de uma interpretação errada de At 16:25-26.
Se ouve gente cantando e falando por ai que “o louvor é a chave da vitória;, “é cantando que Deus abre a porta”; Quando você começar a louvar as cadeias logo vão se abalar, as algemas logo vão se soltar".
Esses dizeres passados pela letra é totalmente errado e equivocado ante as escrituras, e provavelmente nasceu de uma mente acostumada a buscar a Deus com objetivos interesseiros. O louvor é o fruto de lábios que reconhecem a Deus pelo que ele é ou por algo que tenha feito. Nunca é uma forma de buscar o favor de Deus, porque se fosse já não seria louvor, seria oração. Quando oramos pedimos a Deus por libertação, cura, suprimento das necessidades etc. Quando louvamos reconhecemos e damos a Deus o crédito por todo o que ele fez. Basta ler a primeira vez em que aparece um cântico de louvor na Bíblia em Êxodo 15:1-21 para entender que o louvor é uma expressão de gratidão, não uma forma de se obter benefícios.

O que realmente importa
Entendendo esses pontos quem sabe você empine menos o nariz e saiba ao menos diferenciar o que realmente importa, e que é só "status".
Nada em nós, instrumentos musicais e equipamentos, impressionaria Deus, não deve ser esse seu objetivo, não há nada que já não dEle e por Ele. O louvor a Deus em sua glória (no céu) é infimamente melhor que o nosso.
Estude, dedique-se, ocupe-se em suas atividades musicais na igreja ou fora dela profissionalmente ou não. Expresse seu melhor com gratidão e amor, entendendo que Ele é o centro e nós por misericórdia e graça apenas instrumentos que o Eterno pode usar de acordo com sua vontade.
“Porque dEle e por Ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.” Romanos 11:36

#DeNada