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quinta-feira, 6 de junho de 2019

Aprenda hábitos ao invés de aprender músicas


Aprenda hábitos ao invés de riffs e licks


Todos nós guitarristas estamos interessados em melhorar constantemente e muitas vezes nos enrolamos na hora de determinar como nos desenvolver melhor.
Uma pergunta que tem ficado na minha cabeça com bastante frequência ultimamente é a seguinte:

Quais os principais fatores que se forem desenvolvidos em posso melhorar em pelo menos 60% minha qualidade como guitarrista?
Tentando responder essa pergunta eu me vi em uma situação onde o que eu acreditava ser o caminho para desenvolvimento não estava dando os melhores resultados.
Para sair dessa situação eu tentei à seguinte pergunta:

O que os guitarristas que admiro tem que eu posso usar?
Esse foi o segundo passo da minha pesquisa sobre como melhorar como guitarrista usando algum método diferente do que vinha usando.
Nesse ponto eu passei a analisar os nomes que mais me influenciam como guitarrista (SRV, David Gilmour, Hendrix, Page…).
Analisando a maneira de cada um tocar em dei conta de uma coisa muito interessante:
É evidente que cada um deles tem licks e riffs famosos que nós podemos aprender e nos inspirar neles. No entanto existe algo mais:
Cada um deles tem hábitos específicos que você e eu podemos aprender e incorporar no nosso jeito de tocar.
Tais hábitos vão ajudar a:
– absorver conceitos mais complexos de cada um desses guitarristas mais rapidamente.
– Melhorar a maneira de tocar e a gama de possibilidades para improvisar e compor
– Aumentar as possibilidades na hora de praticar.
– Desenvolver as possibilidades na hora de compor.
Todas essas possibilidades me dão no final um conjunto de ferramentas muito mais eficazes para desenvolver minha qualidade como guitarrista.

Como aprender hábitos
Agora que você já sabe a diferença entre aprender as músicas/licks e aprender os hábitos, você pode se perguntar:
Mas como aprender esses hábitos?
A resposta direta é muito simples:
Você precisa observar.

Quer um exemplo? Vamos observar como Eric Clapton usa o vibrato:


Após aprender esse hábito você vai conseguir o timbre que esse tipo de vibrato proporciona, o hábito do movimento, o desenvolvimento do seu braço e dedos para fazer tal movimento.
A partir daí você tem um novo conjunto de ferramentas para usar nas suas composições e improvisações e pode partir para o próximo hábito.

Como escolher quais hábitos aprender?
Em certos momentos você pode ficar na dúvida sobre como escolher quais hábitos você quer adquirir e adicionar ao seu estilo de tocar.
Isso é totalmente natural.
A maneira que eu tenho usado para facilitar as minhas escolhas é bastante simples e pode te ajudar também.

Os passos são os seguintes:
1 – Escolha um bom guitarrista
2 – No youtube, pesquise por vídeos de shows
3 – Selecione músicas onde esse guitarrista arrebenta
4 – Observe quais as técnicas, trejeitos, manias, licks que ele usa de maneira consistente.
O último passo é o mais crítico desse processo.
Tente observar quais os pontos que esse guitarrista usa com frequência e faz com que você reconheça o jeito de tocar.
Essas características que eles usam com frequência formam os hábitos desse guitarrista.
Escolha uma dessas características, vá ao trabalho e adicione-a ao seu repertório.

Para começar a usar essa abordagem eu fui altamente influenciado pelo conceito e explicação do Tyler do site Music is Win.


Bom estudo!


Fonte: https://maquinasdemusica.com  por Jorge Lopes

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Percepção Musical - Parte 2 - "A importância do estudo da Percepção Musical".







Todos aplaudem e invejam os músicos que conseguem “tirar de ouvido” qualquer música, acompanhar um cantor sem nem mesmo ter estudado a partitura ou improvisar de forma interessante dentro de determinada linguagem musical.

O que há em comum nessas atividades? Um ouvido bem treinado e a correlação entre o conhecimento técnico e o que o músico ouve.

Um músico bem desenvolvido consegue “ouvir” internamente os sons antes mesmo de executá-los, da mesma forma que um leitor consegue “ouvir” as palavras que lê, sem que tenha que pronunciá-las. Essa habilidade pode ser inata – o chamado “ouvido absoluto” – ou adquirida por meio de treinamento, o que leva ao chamado “ouvido relativo”.

Obviamente, a maioria das pessoas é capaz de ouvir os sons produzidos pelos instrumentos musicais, mas identificar e registrar seus atributos depende de um conhecimento prévio de certos elementos teóricos.

Mais uma vez comparando à linguagem falada, é necessário que a pessoa conheça e entenda os códigos utilizados para a escrita (as letras e os conjuntos formados por elas, as palavras) para que possa ouvir algo e escrever o que ouviu. Mas isso não impede que uma pessoa ouça palavras e as repita, mesmo sem saber como registrá-las (este é o princípio da fala!).

Do mesmo modo, é possível a um músico ouvir e reproduzir frases musicais ou notas isoladas, mesmo sem conhecimento teórico, desde que tenha domínio sobre seu instrumento e consiga identificar aquilo que ouviu.

Uma boa definição de percepção musical é “a capacidade de perceber as ondas sonoras como parte de uma linguagem musical”. A percepção musical, portanto, é uma habilidade importantíssima, essencial para o desenvolvimento do musicista completo pois, como se trata de uma linguagem, é preciso que ele aprenda a ouvir, reproduzir e escrever música.



O desenvolvimento da percepção musical

Assim como as letras são as células essenciais para a leitura e a escrita, elementos musicais isolados se agrupam para formar padrões com significado. As escalas, os acordes, o campo harmônico, as funções que os acordes praticam no fraseado, cadências e encadeamentos têm de ser percebidos pelo músico e praticados para que o reconhecimento seja instantâneo.

Isso cria uma biblioteca de padrões que, quando ouvidos, são reconhecidos facilmente, permitindo ao músico reproduzi-los ou registrá-los.






Mas se engana quem pensa que dominar auditivamente esses elementos é tarefa fácil: o binômio “ouvir/reconhecer” leva tempo. É um processo gradativo que depende de paciência.

“Primeiramente, há o contato com o fenômeno sonoro. Aprendemos a percebê-lo se o colocarmos em foco e estabelecermos comparações. Em seguida temos que nos familiarizar com o objeto em questão. Finalmente, estudá-lo, dissecá-lo, catalogar e compreender seus elementos é imprescindível para chegarmos à última fase, a do especialista”, explica o maestro e professor de percepção Reinaldo Garrido Russo.

Algumas técnicas são reconhecidamente mais eficazes para o domínio dessa atividade. Sem dúvidas, é necessário, primeiramente, saber teoria musical e conhecer os elementos estruturais da música, como notas, escalas, acordes e intervalos, além de divisão de tempos, como escrevê-los e como executá-los no instrumento

De posse desses conhecimentos, uma boa maneira de desenvolver a percepção musical é por meio da memorização. Criar analogias entre dados conhecidos, como as notas iniciais de uma melodia e quais intervalos elas formam, por exemplo, é uma ótima maneira de desenvolver o ouvido relativo. Com o domínio desse arquivo sonoro na memória, o músico pode ouvir determinado elemento – seja um intervalo, uma frase musical ou um acorde – e compará-lo ao que já conhece, fazendo a relação entre o que ouve e o que memorizou, o que possibilita identificá-lo.

Da mesma forma que uma pessoa consegue identificar o barulho do motor de seu automóvel ou o toque de chamada de seu celular, por estar habituada a ouvir esses sons e saber de onde emanam, é possível a qualquer músico memorizar desde o som das notas a padrões mais complexos, como escalas e acordes. Para isso, é aconselhável um estudo dirigido, que insira novos elementos a partir do domínio dos anteriores.

“A boa percepção, na maior parte das vezes, é um processo que fazemos quando somos orientados por alguém inteirado com o objeto percebido”, afirma Russo. “Raras são as vezes em que a boa percepção acontece pela simples capacidade de nossa inteligência ou de nossa vontade”, conclui.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Percepção Musical - parte 1


Para compreender o que você escuta: este é o objetivo principal da teoria e percepção musical. No papel de executante, regente, compositor ou professor, tal compreensão é necessária para que você possa fazer música em conjunto, avaliar e corrigir a sua execução (e a de outros), comparar interpretações musicais diferentes, assim como possuir uma experiência musical mais completa. Uma das atividades praticadas em Percepção Musical é o ditado. O produto final de um ditado é uma representação visual da música: você escreve o que você escuta. Enquanto isto é uma habilidade musical útil por si só, é importante lembrar que não é o principal objetivo do ditado. O ditado é usado para desenvolver sua habilidade de compreender a música ouvida e avaliar o seu nível de compreensão. Você aprende a escutar mais e melhor quando escreve o que ouviu. Também é um meio de comunicar qual foi sua compreensão da música, para que se possa identificar o que precisa ser melhorado.


Escutando o que vê

Para escutar o que você vê: esta é a habilidade que permite que você leia um trecho musical na partitura e o ouça mentalmente. Você deve escutar a música com um ouvido "interno" tão potente e tão real quanto se estivesse de fato ouvindo alguém tocar. Um dos meios de desenvolver esta habilidade é através do solfejo. O objetivo do solfejo não é o de produzir uma voz linda (embora não exista nada de ruim em obter tal voz), mas sim uma voz precisa. Eventualmente, você deverá poder cantar "silenciosamente". Outro propósito do solfejo é o de permitir a observação do que você está pensando. Ninguém pode escutar o que está dentro de sua cabeça. Pode não ser um meio ideal, mas solfejar em voz alta é o único modo para que alguém (seja o professor, um colega ou você mesmo) possa avaliar se você pode de fato escutar aquilo que enxerga. É o único modo de identificar seus pontos fortes e fracos, e assim ajudá-lo a melhorar sua habilidade.


Reconciliar a leitura e o som

Você deve desenvolver a habilidade de detectar e corrigir discrepâncias entre e a música escrita e a música que você ouve. Por exemplo, quando você está ensinando ou regendo um conjunto você deve poder identificar notas erradas e que tipo de erro ouviu para poder orientar a correção dos mesmos. Às vezes é a notação que precisa se reconciliar com o som, como, por exemplo, quando você transcreve o solo de uma gravação ou confere se existem erros em uma partitura. Tanto uma quanto outra atividade envolve uma comparação da execução audível com a sua execução interna da partitura - portanto você precisa poder escutar o que vê.


Tocar o que tem intenção

Ao executar música, você precisa executar com precisão o que está na sua mente. Parte disto depende da sua proficiência técnica no seu instrumento ou voz. Outra parte depende do seu sentido interno de altura, ritmo, dinâmicas, etc. Você pode ver uma sexta menor na música e tentar tocar este intervalo, mas não ser bem sucedido porque lhe falta a habilidade de afinar com precisão. Você precisa saber intelectualmente como é uma quiáltera para poder executar uma com precisão. Seu senso rítmico pode não estar suficientemente desenvolvido para poder começar e manter um pulso específico sem o uso de um metrônomo ou de um regente. O objetivo de cada exercício de percepção musical não é o de replicar uma melodia ou ritmo em particular, mas sim aprender habilidades e estratégias que são aplicáveis em toda música que você pode encontrar.


Ouvido absoluto vs. ouvido relativo

Existe muita discussão sobre a questão de ouvido absoluto vs. ouvido relativo. Estes termos se referem, na realidade, ao tipo de processamento mental utilizado para a identificação de alturas musicais. O processamento absoluto percebe alturas diretamente através do reconhecimento da freqüência do som escutado: uma freqüência de 440hz é uma nota lá. Por outro lado, o processamento relativo exige a comparação entre uma determinada altura e uma nota de referência: percebe-se, por exemplo, duas notas consecutivas como um intervalo de terça maior (neste caso a segunda nota só poderia se identificada sabendo-se a primeira).

Por mais útil que o ouvido absoluto possa parecer, estruturas musicais mais complexas só podem ser percebidas através do ouvido relativo, já que tais estruturas são definidas justamente pela relação particular entre notas específicas. Uma pessoa portadora apenas de ouvido absoluto, sem a capacidade de fazer relações entre os sons escutados, não poderia perceber diretamente intervalos, acordes, escalas, motivos, sequências, transposições, etc. A verdade é que todo bom músico tem o seu ouvido relativo bem treinado, independente de ter ou não um ouvido absoluto. Portanto, a conclusão é simples:

"O ouvido absoluto é desnecessário para o desenvolvimento do músico."
















sexta-feira, 16 de março de 2018

O efeito MOZART




Efeito Mozart - Introdução

O Efeito Mozart é um termo usado para fazer referência aos poder de influencia da música na saúde, educação e bem-estar. Representa, de uma maneira genérica, o uso da música para reduzir o estresse, a dor, a depressão e a ansiedade; induzir o relaxamento e o sono; restaurar o corpo; melhorar a memória e o estado de alerta.


A pesquisa com a música de Mozart começou na França nos idos de 1950, época em que o Dr.Alfred Tomatis iniciou as suas experiências de estimulação auditiva em crianças com problemas de audição e comunicação. Nessa época já havia muitos centros de pesquisas espalhados pelo mundo todo que usavam as músicas de alta freqüência de Mozart, especialmente os concertos para violino e as sinfonias, para ajudar crianças com dislexia, problemas de fala e autismo. A Universidade da Califórnia, Irvine, começou suas experiências nessa área em 1950, relacionando a música do compositor com a inteligência espacial. Em 2001 os ingleses começaram a estudar o efeito das obras nos epiléticos.


A música de Mozart

O Dr.Tomatis descobriu que a música de Mozart acalmava e melhorava a percepção espacial e permitia que o ouvinte se expressasse com maior clareza, comunicando-se com o coração e a mente. O ritmo, a melodia, a excelência de execução e as altas freqüências da música de Mozart claramente estimulavam e impregnavam as áreas criativa e motivacional do cérebro. Mas talvez o segredo da sua magnitude seja porque ela soa pura e simples. Mozart não tece uma tapeçaria deslumbrante como o grande gênio matemático de Bach. Não provoca ondas de emoções como o epicamente torturado Beethoven. Sua obra não tem a rígida simplicidade de um Canto Gregoriano. Não acalma o corpo como uma boa música folclórica, nem atira em movimento como um astro de rock. Ele é, ao mesmo tempo, profundamente misterioso e acessível e, acima de tudo, destituído de malícia. Daí a sua aura de Eterna Criança. Sua graça, seu encanto e sua simplicidade nos permitem divisar uma sabedoria mais profunda dentro de nós.A expressão estrutural e emocional ajuda a esclarecer a percepção tempo/espaço. A estrutura do rondó e da sonata-allegro constitui a forma básica na qual o cérebro torna-se familiar com o desenvolvimento das idéias.

Desenvolvimento do Aparelho Auditivo


O ouvido começa a se desenvolver na 10ª semana da gestação de um bebê  e é funcional aos 4 meses e meio (da gestação). Ele é essencial para o equilíbrio, a linguagem, a expressão e a orientação espacial. Sendo uma antena receptora, vibra em uníssono com a fonte de som, quer esta seja musical ou linguística. O corpo se contrai quando tenta se proteger de sons irritantes ou desagradáveis e relaxa com sons harmoniosos. Por intermédio da medula, o nervo auditivo se conecta com todos os músculos do corpo, explorando o repertório inerente de padrões de estímulo espaço-temporal do córtex. A música complexa facilita determinados padrões neurais envolvidos em atividades superiores, como a matemática e o xadrez. Em contrapartida, a música simples e repetitiva poderá ter o efeito contrário.

O Som e o Organismo

Som é o campo vibracional que forma a linguagem, a música e até o silêncio. Quando ele está organizado nós nos comunicamos por palavras, idéias, sentimentos e expressões. Por outro lado, quando ele está desorganizado é criado o barulho. O som chega ao nosso cérebro e ao nosso corpo através da pele, ossos e ouvidos, mesmo que a pessoa esteja em estado de coma. É claro que cada pessoa escuta de uma forma diferente, reagindo de uma maneira diferente ao som e ao barulho. Quando ritmo, melodia e harmonia estão organizados em uma bela forma, mente, corpo, espírito e emoções se harmonizam.

Mozart e Ondas Cerebrais

Pesquisas comprovam que ouvir certas músicas de Mozart ativa os neurônios e melhora a inteligência. O primeiro indício do que viria a ser chamado “Efeito Mozart” surgiu em 1989, quando o neurobiólogo americano Gordon Shaw simulou a atividade cerebral em um computador. Em vez de imprimir um gráfico dessa simulação, ele decidiu transformá-la em sons. E, para sua surpresa, o ritmo do som cerebral se mostrou muito parecido com a música barroca. “Não é uma música tão bonita quanto à de Mozart, mas seu estilo é bem distinto, fácil de reconhecer”, disse ele. Foi aí que pensou em testar qual seria o efeito das obras do compositor no cérebro do ouvinte. Em outras palavras, será que esse tipo de composição musical de alguma forma amplia a atividade das células nervosas cerebrais? Os resultados foram muito positivos nos testes de Q.I. A partir de então, experiências distintas feitas por colegas de outras universidades chegaram a resultados diferentes. Algumas não produziram nenhum “efeito Mozart”, enquanto outras confirmaram o trabalho de Shaw. Nascia assim a polêmica.


O tira-teima veio mais recentemente, quando Shaw e colegas usaram aparelhos de ressonância magnética para mapear as áreas do cérebro que são ativadas pela música – ressonância magnética funcional. Percebeu-se então que, além do córtex auditivo, onde o cérebro processa os sons, a música também ativa partes associadas com a emoção e, com Mozart, o cérebro todo se “acende”. Apenas ele ativa áreas do cérebro envolvidas com a coordenação motora, visão e outros processos mais sofisticados do pensamento. Infelizmente, tal aparelho não explica a razão desse fenômeno.


De todo modo, esse trabalho científico provou indubitavelmente que o ensino da música aumenta muito a capacidade mental das crianças. Se elas forem apresentadas a Mozart bem cedo, quando ainda estão desenvolvendo sua rede neural, o resultado positivo pode durar para toda a vida, alegam os especialistas.A composição usada como carro-chefe das pesquisas é a Sonata para dois pianos, em Ré Maior, K.448. Há grande destaque, também, para os Concertos para violino nºs 3 , em Sol Maior K.216 e nº 4, em Ré Maior K.218.


O Efeito Mozart é a pedra de Rosetta para o código ou linguagem internas de funções cerebrais superiores.


Sonata para dois pianos, em Ré Maior, K.448:

1º Movimento

 2º Movimento

 3º Movimento

 Concerto para violino nº 3 , em Sol Maior K.216:


 2º Movimento

 3º Movimento


Concerto para violino nº 4 , em Ré Maior K.218:

1º Movimento




2º Movimento
  

Breve Biografia de Mozart


WOLFGANG AMADEUS MOZART, compositor austríaco, nascido em 27 de janeiro de 1756 em Salsburgo e falecido em 6 de dezembro de 1791 em Viena. Pertenceu ao Classicismo, usando os floreios do Barroco e os rebuscados agudos do Romantismo. Sua obra revela a liberdade do pensamento humano. O poder único e incomum da música de Mozart provavelmente tem sua origem em sua vida, em especial nas circunstâncias que cercaram o seu nascimento. Ele foi concebido num espaço incomum. Sua existência pré-natal foi diariamente imersa em música. Seu pai era um excelente violinista e sua mãe se dedicava ao canto. Descobriu-se que, em especial, os concertos para violino criam grande efeito curativo sobre o corpo humano, principalmente na parte neurológica.   Mozart foi um executante talentoso desde os 4 anos e suas primeiras composições deram-se aos 6 anos: um Minueto e um Trio. Em 35 anos ele compôs 627 obras.


O Poder da Música


A idéia de que a música tem certas propriedades que podem aguçar nossa mente é muito antiga. Essa era a base da civilização de Confúcio, de Pitágoras e seus seguidores e do Estado Ideal de Platão.Pitágoras dizia que a música era divina, pois era formada/construída por intervalos musicais que podiam ser definidos por proporções matemáticas. Os pitagóricos acreditavam que os números eram o centro do universo. Como os números não mudam, eles eram de origem divina. Logo, os intervalos musicais eram também divinos, pois representavam a expressão de um número. Platão foi quem colocou a música no patamar mais alto.


Em “A República”, ele desenvolve a teoria da “doutrina de ethos”. Nessa obra, Platão descreve a idéia de um Estado Ideal e como educar os meninos de maneira a se tornarem líderes. Segundo ele, duas coisas eram necessárias na educação fundamental dessas crianças: ginástica, para treinar o corpo, e música, para moldar o espírito. Somente a música do modo Dório e Frígio era permitida, pois só ela desenvolveria a bravura nas crianças. Apesar do Estado Ideal de Platão nunca ter sido colocado em prática, suas idéias musicais nunca foram esquecidas.

Efeito de todos os estilos musicais no organismo

“ALÉM DE AMADEUS” 




¯    O Canto Gregoriano usa os ritmos da respiração natural para criar uma sensação de amplidão descontraída. É excelente para o estudo e a meditação silenciosas e pode reduzir o estresse.
  
¯    A música barroca mais lenta (Bach, Handel, Vivaldi, Corelli) comunica uma sensação de estabilidade, ordem, previsibilidade e segurança e cria um ambiente mentalmente estimulante para o estudo e o trabalho.
  
¯    A música clássica (Haydn e Mozart) tem clareza, elegância e transparência. Pode melhorar a concentração, a memória e a percepção espacial.
  
¯    A música romântica (Schubert, Schumann, Tchaikovski, Chopin e Liszt) enfatiza expressão e sentimento, com freqüência evocando temas de individualismo, nacionalismo ou misticismo. É mais útil para ampliar simpatia, compaixão e amor.
  
¯    A música impressionista (Debussy, Fauré e Ravel) é baseada em humores e impressões musicais de fluxo livre e evoca imagens de sonho. Um quarto de hora de devaneio musical, seguido por alguns minutos de alongamento, pode liberar seus impulsos criativos e colocá-lo em contato com seu inconsciente.

¯    Jazz, blues, Dixieland, soul, calipso, reggae e outras formas de música e dança provenientes da expressiva herança africana, podem animar e inspirar, liberar profunda alegria e tristeza, transmitir agudeza e ironia e afirmar nossa humanidade comum.
  
¯    Salsa, rumba, merengue, macarena e outras formas de música latina têm um ritmo vivo e uma batida que pode fazer o coração disparar, aumentar a respiração e coloca em movimento o corpo inteiro. O samba, entretanto, tem a rara capacidade de acalmar e despertar ao mesmo tempo.
  
¯    As músicas de big bands, pop, top 40 e country podem inspirar movimentação leve a moderada, engajar as emoções e criar uma sensação de bem-estar.
  
¯    O rock e o pop de artistas como Elvis Presley, Rolling Stones ou Michael Jackson podem sacudir as paixões, estimular uma movimentação ativa, liberar tensões, mascarar dores e reduzir o efeito de outros sons, altos e desagradáveis, no ambiente. Também podem criar tensão, dissonância, estresse e dor no corpo quando não estamos dispostos a ser entretidos de forma enérgica.
  
¯    A música ambiente ou New Age, sem ritmo dominante (por exemplo, a música de Steven Halpern ou Brian Eno), prolonga nossa sensação de espaço e tempo e podem induzir um estado de alerta descontraído.
  
¯    Heavy metal, punk, rap, hip hop e grunge podem estimular o sistema nervoso, levando a um comportamento dinâmico e à auto-expressão. Também podem sinalizar a outras pessoas (em especial adultos que vivem na mesma casa que seus adolescentes musicalmente invasivos), a profundidade e a intensidade do tumulto interior da geração mais jovem e sua necessidade de liberação.
  
¯    Músicas religiosas e sacras, inclusive tambores xamânicos, hinos de igreja, música gospel e spirituals, podem nos levar a sentimentos de profunda paz e consciência espiritual. Elas também podem ser notavelmente úteis para nos ajudar a transcender – e aliviar – nossa dor.


É música é como um remédio, se você não tomar o correto, não vai ter o efeito desejado e inclusive pode ter efeitos colaterais indesejados.
Uma sugestão é usar esse esses testos como padrão de referencia na escolha do que escutar:

“Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas” – Filipenses 4:8
“Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.”  - Tiago 1:17

Escolha bem o que vai ouvir, seu ouvido não é bueiro!

#Mozart

sexta-feira, 9 de março de 2018

Qual a melhor idade para uma criança aprender um instrumento?




Alguns começam a tocar desde pequeno, outros, movidos pela paixão fazem o caminho contrário e dão seus primeiros passos muito mais velho. Muitos pais já iniciam seus filhos desde os dois anos de idade, outros esperam até os cinco para introduzi-los. No meio de tantas possibilidades fica difícil saber qual é a idade ideal para seus filhos, ou para você mesmo, começar a aprender a tocar um instrumento. Nesse artigo vou dar algumas dicas para você saber qual o momento ideal para começar a aprender a tocar.

Quando é muito cedo?

Os primeiro anos da vida são cruciais para o desenvolvimento das atividades mentais de um ser humano. O contato de uma criança com a música, desde a primeira infância, pode ajudar muito no desenvolvimento cerebral. Segundo um pesquisa feita pela Universidade de Concórdia, no Canadá, crianças que começaram a estudar música antes dos 7 anos tem conexões neurais na idade adulta diferentes daquelas que começaram seus estudos musicais mais tarde.

Saber quando começar a ensinar um instrumento para seu filho depende de muitos fatores, os mais comuns estão ligados ao desenvolvimento da mente, como contar até cinco ou saber as primeiras letras do alfabeto. Mas mesmo que seu filho saiba fazer isso prematuramente, não significa que ele está preparado para ter aulas.

Forçar uma aprendizagem precocemente pode ter um efeito contrário para o desenvolvimento musical do seu filho. Cada criança possui seu próprio tempo de aprender o novo, então cabe aos responsáveis ver a hora certa dos ensinamentos começarem.

Como um pai, você deve se fazer algumas perguntas sobre o seu relacionamento com seu filho antes de tomar qualquer atitude, entre elas estão:

  • O seu filho presta atenção quando você está explicando algo para ele?

  • Você está preparado para deixar seu filho ter aula, e terá paciência para auxiliá-lo nessa jornada?

  • Seu filho já consegue ficar sozinho com outras crianças em uma sala sem você?

Talvez seu filho consiga focar em suas atitudes com muita facilidade, e também lide muito bem com as outras demandas. Agora você terá que ver se você está pronto para doar um pouco do seu tempo para auxiliá-lo nessa jornada, aprender um instrumento não é algo fácil, exige tempo e dedicação, fatores que seu filho provavelmente ainda não entende muito bem, e precisa da sua ajuda para assimilá-los.

Como preparar seu filho para começar a ter aulas de um instrumento

Se o seu filho ainda não está pronto para ter aulas, não o force, ao invés disso, dê alguns passos para trás a fim de prepará-lo para esses momentos. É claro que algumas crianças são mais “musicais” que as outras, mas felizmente existem muitas formas de incentivar seu pequeno a aprender sobre tom, ritmo, e foco. Veja algumas das nossas sugestões:

  • Tente colocar músicas enquanto vocês estão andando de carro ou enquanto seu filho está fazendo qualquer outra atividade. Mesmo que o som esteja apenas como plano de fundo, é importante que ele escute o instrumento diariamente.

  • Faça com que ele cante a música enquanto você há escuta, isso irá dar ao seu filho uma noção de tom e ritmo.

  • Leve seu filho para ouvir música ao vivo o máximo de vezes que você conseguir. Faça um pesquisa de locais que são mais informais e que deixem ele mais a vontade, esses locais podem ser na rua ou até mesmo em igrejas. Mas fique longe de concertos longos e caros, porque eles irão cansar seu pequeno, mesmo agradando muito aos mais velhos.

  • Faça atividades cotidianas com seu filho, mesmo as que não envolvem música como plantar e escrever. Essas atividade vão ajudar a preparar seu filho a ficar mais tempo focado em apenas uma atividade.

  • Existem diversos métodos que ajudam a desenvolver a musicalidade do seu filho, um dos formatos mais conhecidos é a Musicalização Infantil, que é a "pré-escola" da música, e consiste em um conjunto de atividades que visam à sensibilização e a ampliação dos conhecimentos musicais da criança.

Quando começar a tocar um instrumento? Essa é mais uma pergunta referente ao foco do que a idade das crianças. Essas atividades servem como um guia para saber em qual condição o seu filho está para começar a aprender, cabe a você ver quais são os pontos que ele tem que melhorar.

Começando a aprender

Se você sente que seu filho já está pronto para começar a ter aulas, vá em frente. Encontre um professor que tenha experiência em ensinar crianças e tire algum tempo conversar com ele sobre o seu filho, passe para o profissional os seus desejos para com aquela atividade e mostre todos as qualidade e defeitos da criança.

Agora que você está tão envolvido em ensiná-lo pare pra pensar que; crianças não são as únicas que podem aprender a tocar! A música está aí para todos, aprender algo novo é bom tanto para crianças quanto para adultos. Ter novos desafios podem lhe fazer muito bem, é cientificamente comprovado que aprender um instrumento dá diversos benefícios para a sua saúde corporal e mental. Mas em fim deixe a música acontecer só para as crianças, deixe a música acontecer com você!



Fonte: https://musicjungle.com.br/blog/