segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

A IMPEDÂNCIA e seus amigos



Por que alguns guitarristas usam a combinação head e caixa ao invés de Combo?

Existem muitas razões. A primeira é potência. A maioria dos amps de alta potência
só saem na versão head. A segunda é flexibilidade. O músico pode escolher entre
uma grande variedade de caixas que variam também o número e tamanho dos falantes.
Seu amp terá uma certa performance com uma 4×12, mas você também poderá usá-lo
com uma 1×12 compacta em outras situações.

Lembre-se que seu head e caixa precisam estar conectados da forma correta.


O mais importante a ser considerado é a resistência elétrica, ou impedância de
cada parte. Ela é medida em ohms e representada pelo símbolo grego ? (ômega).

Pra entender melhor as razões para as regras de conexão dos falantes,
precisamos entender um pouco de eletrônica. Pra ficar mais fácil de entender,
vamos relacioná-la a algo que já estamos acostumados e vamos tomar como exemplo
uma mangueira. Pegue a mangueira (sem o esguicho) e abra a torneira. Logo, a
água deve começar a sair da ponta da mangueira. Esse fluxo de água através da
mangueira é parecida com a corrente elétrica, que normalmente é descrita como
o fluxo de elétrons através do cabo e é medida em amperes.

Agora coloque o dedão na ponta da mangueira e tente parar o fluxo de água. A pressão
que você sente é parecida com a Tensão. Ela é a força da eletricidade que empurra os
elétrons através do cabo. Perceba que se você conseguir parar o fluxo de água (nenhuma
corrente), a pressão ainda continuará. É assim num amplificador sem falantes.


A tensão está presente, mas não há o fluxo da corrente.

Finalmente mexa um pouco o seu dedão pra que um pouquinho de água saia. Mudando a
posição do seu dedo, você consegue controlar a quantidade de água que sai da mangueira.
Ele está restringindo a corrente de água. Num circuito elétrico, “coisas” que impedem
ou controlam o fluxo de corrente tem impedância. Numa mangueira, usamos o esguicho
pra restringir o fluxo. Num circuito elétrico, a “coisa” que usa energia elétrica
e tem impedância é chamada de carga (falantes, load box, dummy load).

O que são ohms?
Ohm é a unidade de medida de impedância, que é a propriedade de um falante de
restringir o fluxo de corrente através dele. Normalmente falantes tem impedâncias
de 4, 8 ou 16 ohms.

Por quê ohms são importantes?
Se você conectar seu amplificador ao falante com impedância errada, corre o risco de
danificar o amp. Em valvulados, uma impedância muito alta (ou o falante desconectado)
pode danificar as válvulas ou o transformador de saída.
Conectar só uma caixa ou um falante num combo é mais fácil, pois a maioria dos heads
tem chaves seletoras de impedância, então é só casar a impedância do amplificador com a
da caixa ou falante. Mas o esquema fica um pouquinho mais complexo quando você tem
mais de uma caixa e precisa considerar outros fatores.

Sempre use um speaker cable, que é diferente de um cabo de guitarra comum.

Primeira regra: Não ligue o amplificador sem o falante ou caixa conectada.
Ignorar essa primeira regra pode danificar o seu amplificador, então preste bastante
atenção.
Existem alguns equipamentos que substituem o falante, como load boxes e dummy loads.
A não ser que você esteja usando um deles, lembre-se sempre de verificar se seu falante
ou sua caixa está ligada no amp.
Segunda regra: Certifique-se que a impedância do amplificador é a mesma da caixa ou
falante(s).
Um amplificador com a impedância errada pode ainda soar normalmente, mas pode estar
causando danos ao transformador, resistores e válvulas.

Em situações que você tem uma caixa com 16 ohms e saídas de 4 e 8 ohms, você pode
usar o amp setado em 8 ohms, com a caixa com 16 ohms, mas o amp nunca deve estar
setado com uma impedância maior que a da caixa.
Amplificadores podem ter duas saídas para caixas, com ligação em série ou paralelo.
Paralelo: Duas caixas de 8 ohms plugadas em um amp = carga de 4 ohms.
Em paralelo você divide a impedância total pelo número de caixas (ou falantes numa caixa).
Então se você tem duas caixas de 16 ohms conectadas ao amp, terá um total de 8 ohms.
Deu pra sacar?
Série: Uma caixa de 8 mais outra caixa de 8 ohms= 16 ohms.
Em série, você soma a impedância das caixas, ou seja, duas caixas com 4 ohms serão
vistas pelo amp com 8 ohms.


O resto é com você! Agora que você já sabe como ligar as caixas ao seu amplificador,
você pode deixar seu som com a sua cara. Usar um amp de 10W numa 4×12 pode ser incrível.
Ou usar seu monstro de 100W com uma caixa mais compacta caso não tenha muito
espaço também é adorável. As combinações são muitas. Encontre a sua!
Fontes:
http://www.prestonelectronics.com/audio/Impedance.htm
http://www.justinguitar.com/en/GG-011-SpeakerCabinets.php
http://www.georgesmusic.com/speaker-cabinets-the-world-of-ohms.html

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Loops de efeito em amplificadores

PRÉ E POWER, AS CHAVES PARA ENTENDER O “LOOP DE EFEITOS”
Antes de tentarmos entender melhor o Loop de Efeitos, é importante você saber exatamente o que é o pré amp e o power.
O Pré-Amp – O estágio da “timbragem”
A função do pré-amp é aumentar a amplitude (o volume mesmo) de um sinal de áudio, preparando um sinal eletrônico que sai da guitarra para uma posterior amplificação ou processamento.
Cada pré-amp tem uma sonoridade característica, um timbre, e nesse sentido você vai encontrar várias diferenças entre cada um deles: limpos x distorcidos, vintage x modernos, vocação mais grave x vocação mais agudo… e por aí vai!
As funções principais de um pré-amp (além de aumentar a amplitude do sinal) são: distorcer (em alguns casos), equalizar e timbrar o sinal vindo da guitarra.
O Power – O estágio da “pancada”
O power transforma o sinal ainda fraco do pré-amp em um sinal forte o suficiente para gerar som no alto-falante. Ou seja, o power é o estágio de potência do amplificador, e quanto mais potente maior será o volume que o amp pode gerar.
O power também pode distorcer e timbrar, mas em geral faz isso com menos intensidade do que o pré-amp. Uma curiosidade: as distorções do pré e do power tem características diferentes. Os guitarristas que curtem uma pegada mais vintage costumam gostar mais da distorção gerada pelo power, enquanto quem curte uma pegada mais moderna costuma optar por uma distorção vinda do pré.
ENTRE PRÉ E POWER, O LOOP DE EFEITOS
Quando falamos de pedais de guitarra, eles podem ser utilizados em dois estágios diferentes: antes do pré ou entre o pré e o power. Mas para usar o pedal entre o pré e o power, o seu amplificador tem, necessariamente, que possuir um loop de efeitos. E essa, por sinal, é a função do loop: permitir aplicar efeitos depois do pré e antes do power.
Porque isso é tão importante? Ao conectar o pedal no loop de efeitos (depois do pré), o efeito é aplicado em um sinal já timbrado, distorcido e equalizado. Alguns efeitos só ficam bons se forem utilizados assim, e alguns outros efeitos soam diferentes se forem utilizados direto no input ou no loop de efeitos (vamos falar deles mais pra frente).
O importante é que o loop de efeitos te dá possibilidades!
TIPOS DE LOOP DE EFEITOS
O loop de efeitos de um amp pode ser completamente diferente do loop de efeitos de outro, e é importante entender quais as principais características que criam essas diferenças. Vamos lá!?
Loop de Efeitos Em Série x Paralelo
  • Loop de Efeitos Em série: Nesse tipo de loop, o sinal é integralmente processado pelos efeitos conectados ao loop (se houver efeitos conectados ao loop) antes de voltar ao power. Isso ocorre porque o pré-amplificador é totalmente desconectado do power quando há algum efeito conectado ao loop.
  • Loop de Efeitos em Paralelo: Aqui o sinal é dividido: parte segue para a fase de potência e outra é processada pelos efeitos conectados ao loop. Resultado disso é mais versatilidade – já que a divisão do sinal pode trabalhar como um controle de mix.
Loop de Efeitos Ativos x Passivos
  • Loop de Efeitos Ativo: Sem perda de sinal. Esse loop também é chamado de buffered ou buferizado (porque contém um buffer). O loop ativo casa bem a impedância de saída do pré com a impedância de entrada do pedal.
    Outro ponto interessante é que o loop ativo também recupera as perdas sofridas pelo sinal ao passar por um circuito externo.
  • Loop de Efeitos Passivo: Pode ocasionar perda de sinal, principalmente nas frequências mais agudas (acontece mais se forem ligados muitos pedais no loop). Podem ser problemáticos porque alguns pedais devolvem um nível de sinal muito abaixo da saída do pré, e acabam atenuando demais a saída do amp.
    Esse tipo não “regenera” o sinal da guitarra, fazendo somente o casamento de impedâncias.
DICAS PRÁTICAS SOBRE O LOOP DE EFEITOS
Agora vamos ao que realmente interessa: como esse conhecimento pode ser útil na prática! Quais pedais usar no input? Quais usar no loop? Quais os tipos de loop? Vamos responder todas essas perguntas.
Loop de efeitos como saída de linha
O loop de efeitos pode ser utilizado como alternativa para saída de linha (ligando-se o SEND na entrada da interface de áudio ou na mesa de som).
ATENÇÃO: mesmo que seja utilizado dessa forma, a maioria dos amplificadores valvulados precisa que na sua saída seja ligado um alto-falante ou uma dummy load.
Loop de efeitos para usar pré de um amp e power de outro
O loop de efeitos permite que o pré-amp seja utilizado com outros powers (no caso de se desejar mais potência, por exemplo) ou que o power seja utilizado com outros prés (no caso de se buscar um timbre diferente).
Para fazer isso, basta conectar o SEND do amp que você quer utilizar o pré no RETURN do amp que você quer utilizar o power.
ATENÇÃO: o mesmo dito acima se aplica aqui. Vou até repetir para não ter erro: mesmo que seja utilizado apenas o pré do amp, a maioria dos amplificadores valvulados precisa que na sua saída seja ligado um alto-falante ou uma dummy load.
Pedais no loop x Pedais no input - Quais pedais devem ser conectados no loop? E quais devem ser conectados no input?
  • Pedais que devem ser conectados no Loop de Efeitos – Principalmente quando falamos de timbre distorcidos, alguns pedais funcionam melhor depois das distorções.
    Pra dar alguns exemplos: os pedais de 
    delay e reverb quando colocados antes de um amplificador de alto ganho acabam embolando muito o som. Por isso, delay e reverb sempre devem ser ligados no loop.
    Já alguns efeitos produzem características 
    diferentes se forem utilizados no loop ou no input. É o caso de: chorus, phaser, flanger e boost. O boost, por exemplo, quando é utilizado em um amp que já esteja com timbre distorcido, gera um aumento da distorção se for utilizado no input e um aumento de volume se for utilizado no loop.

  • Pedais que devem ser conectados no Input – Como dito acima, alguns pedais 
    podem ser ligados tanto no input quanto no loop, com resultados diferentes. São eles: 
    chorus, phaser, flanger e boost.
    Existem ainda alguns pedais que devem ser ligados no input: 
    distortion, overdrive, fuzz, compressor, wah wah, afinador e noise gate.


terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Motivação, NÃO é isso que você precisa!



Esqueça  a motivação, o que você precisa é disciplina

Para fazer qualquer coisa, há basicamente duas formas de se colocar numa situação em que aquilo efetivamente vai ser feito.
A primeira opção, mais popular e devastadoramente errônea, é tentar se “automotivar”.
A segunda, uma escolha um tanto impopular e completamente correta, é “cultivar a disciplina”.
Trata-se de uma daquelas situações onde adotar uma perspectiva diversa redunda em resultados superiores imediatamente. Poucos usos do termo “mudança de paradigma” são realmente legítimos, mas aqui temos um deles. É como acender a lâmpada em cima da cabeça.

Qual é a diferença?

A motivação, falando de modo geral, opera sob a presunção errônea de que é necessário um estado mental ou emocional particular para que uma tarefa seja realizada.

Isso está completamente invertido.

A disciplina, em vez disso, separa o funcionamento externo dos sentimentos e mudanças de humor, e assim ironicamente, ao melhorar as emoções de modo consistente, evita o problema.

As implicações disso são enormes.
Levar as tarefas a cabo efetivamente causa os estados interiores que procrastinadores crônicos acreditam que precisam para iniciar as tarefas em primeiro lugar.

Colocando de forma mais simples: Não se deve esperar até se sentir bem para começar a estudar ou praticar um instrumento. Mas ao contrário, estuda-se e pratica-se para se sentir bem.

Quando a ação se condiciona pelas emoções, esperar um estado de humor ideal se torna uma forma particularmente insidiosa de procrastinação. Conheço isso muito bem, e gostaria que alguém tivesse me apontado isso vinte, quinze ou dez anos antes de eu acabar aprendendo a diferença ralando na vida.
Quem espera até ter vontade de fazer as coisas para fazê-las, está ferrado! É exatamente disso que surge o temido círculo vicioso de procrastinação.


O ciclo da procrastinação
Mais tarde eu faço! -> Droga, não tô fazendo nada. -> Talvez eu deva considerar começar essa tarefa... -> ... mas não estou disposto o suficiente para fazê-la bem. (repete)

A essência de correr atrás da motivação é a insistência na fantasia infantil de que só devemos fazer as coisas que estamos a fim de fazer. O problema então se coloca da seguinte forma: “Como eu chego ao ponto de estar a fim de fazer o que eu racionalmente decidi fazer?” Isso é ruim demais.

A pergunta certa seria “Como deixo meu humor de lado e faço as coisas que conscientemente quero fazer, sem frescura?”

O ponto é cortar a ligação entre os sentimentos e as ações, e fazer a coisa de qualquer jeito. Você vai se sentir bem, energético e excitado depois de agir.
A motivação inverte tudo isso. Estou 100% convencido de que esta perspectiva defeituosa é o principal motor da epidemia de “sentar de cuecas jogando videogame...” que atualmente ataca os países desenvolvidos.

Também há problemas psicológicos na dependência da motivação.
A vida e o mundo reais algumas vezes exigem que se faça coisas com que ninguém em sã consciência conseguiria se entusiasmar, e assim a “motivação” se depara com o obstáculo insuperável de tentar produzir entusiasmo por aquilo que objetivamente jamais o mereceria. Fora a preguiça, a única solução é acabar com a sanidade das pessoas. Esse é um dilema horrível, e felizmente falacioso.

Tentar martelar o entusiasmo por atividades fundamentalmente chatas e miseráveis é literalmente uma forma de automutilação psicológica deliberada, uma insanidade voluntária, tipo:
” - Gosto tanto desse exercício que mal posso esperar para praticar”.
” - Gosto tanto dessa música que mal posso esperar para estuda-la”.
Palavras positivas e pensamento positivo não mudam ou param nem uma dor de barriga, não é isso que vai te impulsionar.

Não considero episódios autoinfligidos de hipomania os melhores impulsionadores da atividade humana. É inevitável que ocorra algum tipo de compensação tímica com episódios de depressão, uma vez que o cérebro humano não tolera o abuso por tempo indeterminado. Estão presentes travas e válvulas de segurança. Ocorrem ressacas hormonais.

A pior coisa que pode acontecer é ser bem sucedido na coisa errada – temporariamente. Um cenário muito superior é reter a sanidade, o que infelizmente tende a ser confundido com fracasso moral:
“Eu ainda não amo meu trabalho fútil de ficar tirando musicas, devo estar fazendo algo errado.”
“Ainda prefiro tocar Rock, e não Jazz, não entra na minha cabeça, talvez eu seja burro mesmo.”
“Eu devia comprar outro livro sobre teoria pra me motivar.”
“Quando eu comprar aquele pedal X, guitarra Y, e o amplificador Z, ai sim vou me sentir empenhado a estudar...”

Besteira pura!!!! O erro crucial aqui é encarar essas questões em termos de presença ou ausência de motivação. A resposta é a disciplina, não a motivação.
Há outro problema prático com a motivação. Tem validade restrita, precisa ser constantemente revigorada.

A motivação é como dar corda manualmente numa manivela pesada para através disso obter uma grande força instantânea. No melhor dos casos, ela armazena e converte a energia para uma finalidade particular. Há situações onde ela é a atitude correta, exceções em que ficar superanimado e armazenar um montão de energia mental de antemão é o melhor a fazer. Corridas olímpicas ou fugas de prisões seriam casos assim. Mas fora esses casos limítrofes, ela é uma base terrível para o funcionamento regular cotidiano, e para qualquer coisa que exija resultados consistentes em longo prazo.

Em contraste a isso, a disciplina é como uma máquina que uma vez colocada em funcionamento, na verdade passa a fornecer energia ao sistema.
A produtividade não exige nenhum estado mental. Para resultados consistentes em longo prazo, a disciplina supera em muito a motivação, de fato a disciplina acaba correndo ao redor, humilhando a motivação.

Em resumo, a motivação é tentar encontrar aquela vontade de fazer as coisas. Disciplina é fazer mesmo se não se tem vontade. Você se sente bem depois.

A disciplina, enfim, é um sistema que funciona, já a motivação é semelhante aos objetivos em si. Há uma simetria. A disciplina mais ou menos se autoperpetua e é constante, já a motivação é uma coisa meio aos solavancos.

Como se cultiva disciplina? Construindo hábitos – começando com coisas bem pequenas, com que se consegue lidar, comece com coisas mínimas, e assim ganhando impulso, reinveste-se nela em mudanças cada vez maiores na rotina, dessa forma construindo um círculo virtuoso de retroalimentação positiva.

A motivação é uma atitude contraproducente. O que conta é a disciplina.

Agora deixa de moleza, seu instrumento lhe espera.

#DeNada


segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Como assim pensamento positivo?


Existem dias que nos sentimos bem e capazes de tocar muitas coisas na guitarra de forma fluente, mas alguns outros temos sensação de que você é não tocamos porcaria nenhuma. Todo músico nós já teve essa sensação.
Quando você sentir que bateu em uma parede e que não está evoluindo, não basta pensar positivo, tenha uma "atitude positiva" só pensar não resolve. Muito menos, espere alguma motivação, o que nos muda é a disciplina e não a motivação.
Na motivação você se sente bem para estudar e praticar, na disciplina. você faz isso e se sente bem depois.
Nunca sinta um problema musical como um problema pessoal, mas sim como um oportunidade de aprender algo novo.
Mas, se ainda continua insistindo que pensamento positivo muda alguma coisa, quando tiver uma diarreia, pense positivo e depois me conta se parou.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Simplifique as coisas...


Hoje o assunto é Simplificar as coisas! Não sei vocês. Mas diante de tantos compromissos que tenho se eu não for prático, objetivo e simples no que eu tenho que fazer estarei lascado! (rs)
Digo isso principalmente em relação a timbres e equipamento de guitarra!
Claro! Nós devemos sempre estar atentos aos equipamentos, aos lançamentos, sempre aprimorando nossas sonoridades! Mas por um outro lado devemos ser simples!
Demorou um bom tempo para que eu desencanasse da complexidade das coisas, não que demorou na verdade. Simplesmente não havia mais tempo hábil para pensar em coisas que estão em segundo ou terceiro plano!

Não sei vocês, as vezes quando me sobra um tempo eu vasculho alguns grupos de guitarristas no facebook ou , para ver como anda a idéia da galera no geral!

Na verdade quando entro em qualquer grupo de facebook ou no zap, parece que eu estou entrando na mais alta classe acadêmica da música! Como as pessoas e"entendem" de guitarra e equipamento nesses grupos, não sei o que estão fazendo presos na internet, tanto "conhecimento" assim deveriam estar nos mais aclamados palcos desse mundo, mas enfim.O pessoal defende com tanta convicção suas opiniões que chegam até a ser mal educados e rudes com a pessoas, o pior é quando o cara não sabe nem o que está falando!

Fico até pensando.... Enquanto essa galera está perdendo tempo comentando e ofendendo os outros em redes sociais, poderiam estar pesquisando fontes mais confiáveis de informações sobre equipamento e timbre!

Eu já fui desses caras que se preocupava com a interação do captador "X" com a madeira "Y" o pedal tal, a ordem "X" dos pedais, agudos, médios, graves, equalizadores de frequência, loop de efeitos. Já estive muito atento a tudo isso, até perceber que isso mudava meu som de maneira irrisória!

Não que eu esteja aqui dizendo que temos que ligar qualquer tipo de equipamento sem nenhum tipo de critério e sair tocando por aí!

Há de ter um balanço entre as necessidades e o bom senso! Eu pesquiso, estudo e invisto .

Eu acho importante o conhecimento e sempre o aprimoramento do mesmo! Mas eu não encano mais com certas coisas que não fazem uma diferença crucial no meu timbre! Me preocupo em investir nos melhores equipos que posso e estar sempre estudando meu instrumento!

Acho que se a gente fica muito atento em certos detalhes que por fim não definem o resultado do seu timbre acabamos por perder outras coisas mais importantes... como a estrutura e o condicionamento geral desse timbre e também a execução das músicas que está acima de toda e qualquer prioridade!

Claro... Se eu tivesse uma equipe de técnicos trabalhando no meu timbre eu pensaria diferente... mas como sou eu que conduzo tudo isso chegou em um momento que eu tive que pensar simples! Embora eu use bastante pedais, rack e amps valvulado.., enfim, tive que achar um meio de pensar simples e entender de certas encanações não são os diferenciais no seu timbre e sim o seu conhecimento, as referências de timbre que você quer chegar, o investimento nos equipamentos e como você organiza tudo isso!

Concluindo, digo novamente: PESQUISE, ESTUDE E INVISTA! Mas dentro das suas necessidades.
Faça algumas  perguntas  a si mesmo (ética): Eu quero? Eu preciso? Eu posso ... Ou será que só quero impressionar o vizinho?


#DeNada