quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Noções Básicas sobre Potenciômetros


POTENCIÔMETRO DE VOLUME
O componente elétrico chamado Potenciômetro tem a função de controlar o nível de sinal enviado pelo captador, ou seja, a não ser que exista ali um pré-ativo, o volume não esta no potenciômetro, ele apenas controle o que esta sendo enviado para ele, é como se fosse uma “torneira” é evidente que todo o circuito por onde passa o sinal, gera alguma perda, por esse motivo é importante sempre atentar para os valores corretos para cada tipo de captador, via de regra para valor e tipo, temos para captadores single coil(bobina simples) 250k, e para captadores humbucking (bobina dupla) 500k, os captadores ativos da Seymour Duncan usam potenciômetros de 100K, já os EMGs 25K, existem telecasters antigas que usavam 1Mk.
Já para os tipos de potenciômetros para instrumentos são dois o A(logaritimo), e o B(Linear),as diferenças são: o tipo A tem sua variação em saltos, já o B é gradativo, não é uma regra depende do gosto mas geralmente em guitarras são mais comuns o A e em contra-baixos B

POTENCIÔMETRO DE TOM (Tone)
Este potenciômetro serve para ajustar as freqüências Grave e Agudas, mas na realidade o que ele faz e cortar as freqüências “altas” (agudos) através de um sistema de filtragem feita por outro componente elétrico chamado “Capacitor”, em resumo este sistema “tira” os agudos naturais do captador, e também existe ali uma perda de sinal, alguns músicos preferem não ter esse recurso em seu instrumento, a Fender pensando nisso lançou um potenciômetro chamado “NO-Louder”, onde o potenciômetro no final do seu curso desvia o sinal que passaria por ele enviando diretamente para o Jack, um recurso muito interessante, já que não se perde a opção de usar o filtro caso queira.
LIGAÇÕES
Olhando o potenciômetro de cima (como sugere o esquema), podemos observar 3 terminais expostos, o da direita conectado à carcaça metálica do potenciômetro, este é o negativo comumente chamado de “terra”, o terminal central é out, que é enviado a ponta do Jack que chamamos de HOT, já o terminal da esquerda é o IN, o sinal do captador (positivo) é conectado ali, deste mesmo terminal podemos enviar o sinal para o potenciômetro de tone, olhando de cima o potenciômetro detone virado com seus terminais de frente para o “pot” de volume, o terminal da esquerda é o in, o out é o terminal central onde esta conectado o capacitor, uma ponta do capacitor fica conectada ao terminal outra soldada à carcaça (terra) do potenciômetro, e o terminal da direita fica livre. Todas as carcaças precisão estar conectadas entre si junto ao negativo do Jack e também o negativo do captador soldado às carcaças,isso é chamado de aterramento, eu particularmente gosto de fazer o aterramento da seguinte forma, faço a blindagem de todas as cavidades com tinta condutiva, ou folhas de cobre, depois para não correr o risco de ter “loop” de terra, soldo todas as pontas a um conector e este preso na blindagem da cavidade, existem inúmeros tipos de ligações, mas basicamente sabendo isso, sabe-se tudo.
CHIADO
A estrutura interna de um potenciômetro, consiste em uma “sapata” correndo em uma pista de carbono no formato de U, é isto que faz aumentar ou diminuir o valor resistivo do potenciômetro, quando esta pista esta suja gera o famoso chiado, facilmente resolvido com uma boa limpeza, que consiste em abrir o potenciômetro e lavar com álcool isopropílico, não é recomendado o uso de nenhum tipo de Spray limpa contato ou WD, porque eles apenas empurram a sujeira, em pouco tempo o ruído volta, quando a limpeza não resolve o problema é hora de trocar o potenciômetro, pois a pista de carbono já esta gasta, é necessário fazer uma revisão elétrica periodicamente para evitar estas transtornos, já que a umidade agrava ainda mais o problema.
TONE SEM EFEITO
Por um motivo qualquer a haste do capacitor pode ter se soltado do terminal, ou pode ter havido “solda fria” em algum ponto, ou até mesmo valor do capacitor insuficiente, mais adiante veremos as diferenças dos valores de capacitores.

SENSAÇÃO DE PERDA DE VOLUME NA TROCA DOS “POT”
Escolher o valor do potenciômetro diferente do indicado, afeta o resultado final do timbre e ganho de cada captador, pode acontecer de eles ficarem desequilibrados, quando os potenciômetros estão desgastados, há um aumento no valor resistivo do mesmo, com o aumento a sensação de mais ganho torna-se natural, evidentemente na troca, a sensação de perca será inevitável, já que a referencia sonora em nosso cérebro é sempre a mais recente.

CAPACITOR
Como já foi falado a função do capacitor é de filtrar os agudos enviados pelo captador, existe entre os profissionais da área uma grande divergência sobre os tipos de capacitores influenciarem ou não no timbre do instrumento, porém é claro que por mínima que seja a diferença ela existe, alguns percebem outros não.
Na teoria o potenciômetro no 10, não existe filtragem, ou seja , todo o agudo é enviado ao amplificador, já no 0 temos a filtragem máxima, ou seja, 100% dos agudos filtrados (não enviados) apesar de todos terem basicamente a mesma função os tipos de capacitores são:
-Ceramico
-Poliéster
-Polipropileno
-oléo

Os "Orange Drop" 715p são de polipropileno, os 225p são de Poliéster. Os famosos"Bumble Bees" das Gibson vintage, são PIO (papel em óleo/á óleo). A maioria das guitarras chinesas tem capacitores de Poliéster (geralmente verdes ou azuis) e várias Gibson atuais usam capacitores Cerâmicos. As Fender geralmente têm capacitores de poliéster ou às vezes cerâmicos.
Com exceção de alguns PIO feitos exclusivamente para guitarras ( A Gibson lançou uma reedição dos Bumble Bee)
O tipo de material e o valor (capacitância) é que vão caracterizar um capacitor e a maneira como ele atua sobre o timbre. Os "PIO" são conhecidos por serem suaves e "musicais". Já os de poliéster costumam atuar de forma mais rápida sobre os agudos,ou sejam eles realmente "fecham" o timbre.
Os valores são importantes. A medida de valor usada é "Farad - ou Faraday" . O Farad é uma unidade alta para aplicações gerais, então sub-múltiplos torna-se necessario.
Geralmente a escala é "Microfaraday/ uF" mas podemos usar como regra: 0.022uF = 220nF = 220.000pF (ou 220K, eventualmente)
Captadores single coil por serem naturalmente mais agudo, geralmente usam capacitores de .047 uF (ponto zero 47 microFarads" ou somente "zero 47"),as Fenders usavam esse valor porém ultimamente ela padronizou em .022uF, pode ser porque o gosto geral está mais para o agudo. Eu opto por .047 ou .033 para strato e .047 para Teles. Nos anos 50, o valor comum eran mais alto: .100
Humbuckers, por caracteristica com menos agudos, usam capacitores de menor valor, portanto, que filtram menos agudos. A Gibson costuma usar .022uF em ambos ou .022 no captador da ponte e .015 no captador do braço, às vezes .010. Cerâmicos em instrumentos de linha e capacitores a óleo (bumblebee)em custom shops .