quinta-feira, 18 de julho de 2019

6 inventores que não eram músicos, mas mudaram a história da música!


Muitos instrumentos musicas que nós vemos por aí tem um nome estampado em sua madeira. É só pensarmos um pouco que vários nomes já surgem, entre eles estão Taylor, Fender, PRS, Gibson, Gretsch e outros. Nós sabemos que Bob Taylor e Paul Reed Smith tocavam guitarra, também existem evidências que Orville Gibson era um músico renomado, que tocava guitarra de canhoto, nos anos 1890. Mas tocar algo não é uma regra para todos os empreendedores que tem seus nomes estampados em alguns instrumentos.

Na verdade, alguns dos maiores inovadores da indústria dos instrumentos musicais estavam longe de serem músicos. Levados pelo amor, artesãos e engenheiros vestiram a roupa de Luthier e conseguiram entregar aquilo que nós precisávamos.

Este artigo explora a história de seis dessas pessoas que estavam longe de ter alguma inclinação musical, mas que mesmo assim causaram um grande impacto na indústria de instrumentos.


C.F. Martin Sr.


Por seis gerações os membros da família Martin estão administrando a Martin Guitars Company, a empresa possui em seu catálogo alguns dos melhores violões do mundo. Esse legado começou com Christian Frederick Martin Sr nascido em 1796 ele continuou o trabalho de uma longa linhagem de marceneiros.

Influenciado por seu pai Christian começou a ficar fascinado pela construção de violões na sua adolescência. Na Alemanha, o violino e violoncelos eram os instrumentos mais populares da época, sendo assim o garoto de 15 anos teve que mudar para Viena para aprender a construir violões com um dos melhores Luthiers da época, Johann Stauffer.

Depois de muito tempo Martin mudou-se para os Estados Unidos pois achava que na América poderia vender mais instrumentos. Em 1833, na cidade de Nova York ele abre sua primeira loja de violões. Cinco anos depois ele compra um terreno em Nazareth, Pensilvania e constrói a primeira fábrica da Martin Guitarra Factory.

Quando perguntaram para Dick Boak, Diretor do Museu de Arquivos da Martin e Companhia, sobre as habilidades musicais de Martin ele respondeu; “Eu suspeito que C.F. Martin Sr sabia como um violão funcionava, conseguia tocar alguns acordes básicos e sabia afinar um instrumento, o que é mais do que o necessário para qualquer Luthier”.

Dick Boak também relata que era Ottilia, a esposa de Martin, tinha todo o talento musical da família. Ela era um excelente musicista, que sabia tocar violão e harpa.


Laurens Hammond



O homem que construiu o mundialmente famoso piano Hammond nunca tocou um instrumento, mas Laurens Hammond balanceava a sua falta de habilidade musical com seus conhecimentos em engenharia, já que ele é tido como um dos maiores engenheiros dos século 20.

Hammond tinha apenas 16 anos quando ele recebeu sua primeira patente em 1911 para um design melhorado de um barômetro. Depois de se formar na Cornell University em mecânica e engenharia, ele iria trabalhar projetando algumas peças para a marinha.

O menino encontrou seu primeiro sucesso quando inventou um motor elétrico para relógio melhorado, essa invenção deu início a Hammond Clock Company em 1928. Mas no meio de 1930, ele precisava de uma nova invenção para que essa empresa não entrasse em falência.

A imaginação de Hammond, junto com seu amor pelos órgãos de igreja e sua necessidade para encontrar um novo propósito para o seu motor de relógio eletrônico se alinharam perfeitamente quando ele finalmente inventou seu órgão elétrico.

Mas Hammond não conseguia tocar o instrumento, foi então que ele rodeou por diversos empregados que tinham um alto nível de conhecimento musical, esses que o ajudam muito a revisar a sua invenção. O primeiro órgão elétrico foi construído em 1935 e vendido para o lendário compositor de Jazz, George Gershwin.


Fred Gretsch jr.



O Homem que liderou a Gretsch Company por 47 anos em que a empresa teve diversos avanços em inovação e tecnologia não tinha nenhuma aptidão para a música.

Fred Gretsch tinha apenas 15 anos quando herdou uma pequena loja de música que pertencia à sua família no Brooklyn. Seu pai, Friedrich, tinha começado esse negócio em 1883 mas morreu inesperadamente durante uma visita a sua família na Alemanha.

O jovem e ambicioso conseguiu com sucesso crescer o negócio da família abrindo 10 novas lojas no ano de 1916. Em 1920 a Gretsch Company iria se tornar a maior produtora de instrumentos musicais em todos os Estados Unidos.

Sempre procurando formas de melhorar e inovar, Fred Gretsch desenvolveu uma revolucionária caixa de bateria. Essa invenção logo se tornou o padrão para toda a bateria e é utilizada até os dias de hoje.

Enquanto Fred estava liderando o negócio de instrumentos da família ele acabou se envolvendo com bancos. Em 1930, Gretsch foi nomeado Vice Presidente do Lincoln Savings Bank do Brooklyn, e depois de 47 anos como a cabeça da Gretsch Company, Fred se aposenta e deixa seu filho Fred Jr em seu lugar. Seu filho iria levar a empresa a sua era de ouro durante os anos 1950 e 1960.


Bob Moog



Quando criança, Bob Moog era forçado a ter aulas de piano pela sua mãe, uma professora desse instrumento. Mas ele sempre gostou mais das ferramentas do seu pai do que das aulas da mãe, e por muitas vezes ia até o porão consertar coisas ao invés de ir às aulas. O menino passou inúmeras horas com seu pai construindo rádios, amplificadores e até mesmo órgãos.

A vida de Moog iria mudar quando ele conheceu o Teremim, o primeiro instrumento musical electrónico. Ele ficou obcecado pelo aparelho e começou um pequeno negócio vendendo teremins e alguns aparelhos para o instrumento. Algum tempo depois ele se formou em engenharia elétrica e física.

Depois de se tornar amigo de Herb Deutsch, um famoso tocador de Teremim da época, ele construiu um sintetizador. A invenção de Moog foi conectar um teclado ao instrumento, inovação essa que mudou a indústria do áudio em 1964.

A segunda contribuição Moog vem no ano de 1971 com o lançamento do revolucionário Minimoog Model D. Um portátil que tinha 44 teclas e vinha com uma interface cheia de Knobs, o que ia completamente contra o que se estava fazendo na época.

Esse compacto e amigável instrumento foi um grande sucesso nos anos 1970 e 1980. Muitos músicos famosos utilizaram a invenção, entre eles Keith Emerson, Rick Wakeman, Steve Wonder e muitos outros.

Ele sempre dizia; “Músicos sempre vem com coisas que eu não poderia imaginar. Eu sou um engenheiro, e me considero um produtor e os músicos são os meus clientes, eles são aquilo que eu produzo”.


Joseph Rogers

O fundador por trás da Roger Drums não era nem um músico e muito menos um baterista. Ele fez o seu nome na indústria fazendo uma pele de pêlo de bezerro que possuía uma ótima qualidade.

Joseph Rogers aprendeu essa técnica na sua cidade natal, Dublin na Irlanda. Ele emigrou para os Estados Unidos em 1840 e abriu sua primeira loja de tecidos para instrumentos nove anos depois. Ele oferecia diversas peles em seu estabelecimento, essas que eram muito superiores às dos seus concorrentes, que não tinham a mesma durabilidade.

A fama dos produtos de Rogers se espalhou rapidamente, fazendo com que ele fosse o maior fornecedor de pele de bateria para o Union Army durante a guerra civil americana.

O filho de Rogers chamado Cleveland iria começar a produzir baterias no ano de 1930. Os instrumentos produzidos pela marca vieram a ser realmente notados depois dos anos 1953, quando a empresa foi vendida para uma grande companhia do ramo da música.

Leo Fender



Muitos já sabem que Clarence Leo Fender não conseguia tocar nem um pouco de suas maravilhosas guitarras elétricas. Mas poucas sabem que ele teve aulas de piano e saxofone, o que não era de muita ajuda, já que fender não tinha muita habilidade com os instrumentos.

Quando Fender tinha 14 anos começou a ficar fascinado pelas peças de rádio que seu tio desmontava. O rádio ainda era uma invenção muito nova nos anos 1920, e a alta qualidade de som ainda espantava muitos adolescentes. O menino aprendeu tudo que podia sobre as peças do equipamento e logo começou a consertar alguns rádios por diversão.

Fender se formou em contabilidade na faculdade em 1930 e seguiu essa carreira por quase uma década. Felizmente para o mundo da música, ele foi demitido diversas vezes durante a grande depressão e, muito frustrado, decidiu perseguir a sua paixão de adolescência, foi assim que começou a reparar amplificadores.

Pedindo um empréstimo de 600 dólares ele começou sua modesta Fender Radio Service em 1938 na cidade de Fullerton, Califórnia. Com um contato diário com os aparelhos elétricos dos amplificadores, Fender começou a estudar e a construir o seu próprio produto.

Leo viu que o verdadeiro negócio estava no instrumento que era amplificado, e não no amplificador. Foi então que ele inventou a guitarra Fender Havaí, mas esse instrumento ainda não era o ideal para Fender, que não parou de estudar novas possibilidades a fim de construir uma guitarra elétrica.

Na primavera de 1950 Fender mostrou ao mundo a Esquire, a primeira guitarra elétrica de corpo sólido comercialmente vendaval e produzida em grande escala do mundo. A Telecaster e Stratocaster logo seriam introduzidas ao Hall da fama de Fender. Era questão de tempo para que a revolucionária invenção de Leo Fender conquistasse os corações e mudasse a história dos instrumentos musicais e da cultura pop.

Mesmo não sendo músico, Leo Fender foi incluído no Hall da Fama do Rock em 1992. Quando os Rolling Stones foram lançados em 1989, Keith Richards honrou Fender dizendo; “Muito obrigado a Leo Fender, que fez instrumentos para nós podermos tocar”.

sábado, 29 de junho de 2019

Suas Cordas e seu Timbre

Como as cordas que você usam afetam seu timbre

Você sabe o quanto suas cordas definem seu timbre?

Ultimamente eu tenho abordado com frequência os diversos fatores que influenciam de uma maneira ou de outra o seu timbre final e hoje não vai ser diferente. Vou falar do quanto as cordas influenciam o seu timbre final.
Muitos guitarristas passam anos usando os mesmos tipos (e marcas) de cordas sem se dar ao trabalho de testar outras variedades.
Espero que depois desse post você deixe de fazer parte desse grupo e teste uma variedade maior.
Hoje eu vou falar um pouco sobre como usar e escolher diferentes calibres, como o comprimento da escala afeta o conforto, diferentes tipos de enrolamentos (construção) de cordas, etc.

O estilo que você toca

Antes de começarmos a olhar os tipos de cordas, você precisa analisar um fator crucial:
O estilo musical que você toca – e como você o toca.
O lance é o seguinte; um guitarrista numa banda de metal normalmente toca de maneira bastante diferente de um guitarrista de blues.
Diferente em termos de timbre, setup, tipo de guitarra, pegada etc.
Sendo assim, o primeiro passo para escolher um bom encordoamento é analisar o seu estilo. Vamos usar os mesmos exemplos:
Toca blues? Provavelmente curte um som mais encorpado e firme apesar de não priorizar a velocidade de digitação.
Toca metal? A velocidade da digitação é crucial! Aqui o timbre já não precisa ser necessariamente encorpado.

Comprimento da escala e calibre das cordas

Um fator muito pouco falado quando falamos de tipo de corda é sobre como o comprimento da escala da sua guitarra influencia o seu conforto e timbre.
Um exemplo:
Instale um encordoamento 0.10 em uma Gibson 335 e o mesmo encordoamento em uma Fender Stratocaster.
Ao testar, você vai perceber que o encordoamento fica mais firme ao toque e um pouco mais ‘duro’ na Fender Strato do que na Gibson 335.
O motivo é muito simples: A Stratocaster tem uma escala mais longa do que a 335.
Por esse simples motivo é muito comum ver guitarristas usando calibres mais grossos (0.11, por exemplo) em guitarras como a 335 ou mesmo Les Paul’s enquanto usam calibres mais leves (exemplo; 0.10) em guitarras como a Stratocaster.

Calibre das cordas

Agora chegamos a um dos fatores cruciais na escolha das cordas:
O calibre do encordoamento.
Quando falo do calibre das cordas me refiro à espessura das mesmas.
A maioria das guitarras vendidas em lojas no Brasil vem de fábrica com encordoamento 0.9 (esse número se refere à espessura da corda mais fina)
Apesar de iniciarmos tocando normalmente em encordoamentos 0.9, o mundo é muito mais vasto do que isso.
Encordoamentos de maior espessura oferecem uma variedade diferente de qualidades que devem ser levadas em conta, como:
– Som mais definido
– Maior presença de graves
– Mais firmeza nas cordas
– Agudos mais definidos
– Timbre menos embolado, etc
No entanto, aumentar a espessura traz pontos negativos que devem ser levados em conta também, sendo o principal deles o fato de que requer mais força na mão esquerda para tocar confortavelmente.
Sendo assim, mudar de um encordoamento 0.9 para um 0.11 pode trazer sérios desafios para você fazer aquele bend de 1 tom.
Outro ponto importante:
Mudanças no calibre do seu encordoamento provavelmente irá requerer um ajuste do tensor da sua guitarra. Sendo assim, um papo com aquele seu amigo Luthier é muito bem vindo nessa hora para evitar qualquer dano de longo prazo na sua guitarra.

Tipo de construção das cordas

Chegamos a um último critério e outro que muitas vezes é esquecido pelos guitarristas.
O tipo de construção das cordas.
Hoje no mercado existem três tipos comuns de construção; Roundwound (enrolamento arredondado), Halfwound (meio a meio) e o Flatwound (enrolamento reto). Vou falar um pouco sobre os dois mais populares; o Roundwound e o Flatwound.
Roundwound:
O enrolamento roundwound é de longe o mais comum e muito provavelmente é que está instalado hoje na sua guitarra.
As características são mais sustain e ataque além de um timbre brilhante característico em estilos populares como Rock, Pop e blues.
Por outro lado esse tipo de enrolamento produz maior desgaste da escala e trastes além de ser mais agressivo aos dedos do guitarrista.
Flatwound:
Ao contrário do Roundwound o flatwound já não é mais tão popular hoje em dia.
Esse era o principal tipo de encordoamento disponível até meados da década de 60 e é extremamente usado por guitarristas (e baixistas) de jazz na atualidade.
O principal motivo é o timbre característico das Flatwound: Esse tipo de construção entrega um som bastante aveludado, com poucos harmônicos e um foco grande na nota principal.
Adicionalmente esse tipo de construção tende a produzir cordas mais duráveis.
No entanto as cordas flatwound não estão restritas ao Jazz e ao baixo. Um bom exemplo de guitarristas que usaram quase que exclusivamente as Flatwounds são George Harrison e John Lennon durante o tempo de Beatles.
Quer sacar o timbre das Flatwound? Da uma ouvida em Day Triper, I want you (she’s so heavy), LA Woman (The doors), dentre outras.
E ai, já testou algum outro tipo ou calibre de cordas? Vai testar? 
Fonte: https://maquinasdemusica.com/ - por Jorge Lopes

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Aprenda hábitos ao invés de aprender músicas


Aprenda hábitos ao invés de riffs e licks


Todos nós guitarristas estamos interessados em melhorar constantemente e muitas vezes nos enrolamos na hora de determinar como nos desenvolver melhor.
Uma pergunta que tem ficado na minha cabeça com bastante frequência ultimamente é a seguinte:

Quais os principais fatores que se forem desenvolvidos em posso melhorar em pelo menos 60% minha qualidade como guitarrista?
Tentando responder essa pergunta eu me vi em uma situação onde o que eu acreditava ser o caminho para desenvolvimento não estava dando os melhores resultados.
Para sair dessa situação eu tentei à seguinte pergunta:

O que os guitarristas que admiro tem que eu posso usar?
Esse foi o segundo passo da minha pesquisa sobre como melhorar como guitarrista usando algum método diferente do que vinha usando.
Nesse ponto eu passei a analisar os nomes que mais me influenciam como guitarrista (SRV, David Gilmour, Hendrix, Page…).
Analisando a maneira de cada um tocar em dei conta de uma coisa muito interessante:
É evidente que cada um deles tem licks e riffs famosos que nós podemos aprender e nos inspirar neles. No entanto existe algo mais:
Cada um deles tem hábitos específicos que você e eu podemos aprender e incorporar no nosso jeito de tocar.
Tais hábitos vão ajudar a:
– absorver conceitos mais complexos de cada um desses guitarristas mais rapidamente.
– Melhorar a maneira de tocar e a gama de possibilidades para improvisar e compor
– Aumentar as possibilidades na hora de praticar.
– Desenvolver as possibilidades na hora de compor.
Todas essas possibilidades me dão no final um conjunto de ferramentas muito mais eficazes para desenvolver minha qualidade como guitarrista.

Como aprender hábitos
Agora que você já sabe a diferença entre aprender as músicas/licks e aprender os hábitos, você pode se perguntar:
Mas como aprender esses hábitos?
A resposta direta é muito simples:
Você precisa observar.

Quer um exemplo? Vamos observar como Eric Clapton usa o vibrato:


Após aprender esse hábito você vai conseguir o timbre que esse tipo de vibrato proporciona, o hábito do movimento, o desenvolvimento do seu braço e dedos para fazer tal movimento.
A partir daí você tem um novo conjunto de ferramentas para usar nas suas composições e improvisações e pode partir para o próximo hábito.

Como escolher quais hábitos aprender?
Em certos momentos você pode ficar na dúvida sobre como escolher quais hábitos você quer adquirir e adicionar ao seu estilo de tocar.
Isso é totalmente natural.
A maneira que eu tenho usado para facilitar as minhas escolhas é bastante simples e pode te ajudar também.

Os passos são os seguintes:
1 – Escolha um bom guitarrista
2 – No youtube, pesquise por vídeos de shows
3 – Selecione músicas onde esse guitarrista arrebenta
4 – Observe quais as técnicas, trejeitos, manias, licks que ele usa de maneira consistente.
O último passo é o mais crítico desse processo.
Tente observar quais os pontos que esse guitarrista usa com frequência e faz com que você reconheça o jeito de tocar.
Essas características que eles usam com frequência formam os hábitos desse guitarrista.
Escolha uma dessas características, vá ao trabalho e adicione-a ao seu repertório.

Para começar a usar essa abordagem eu fui altamente influenciado pelo conceito e explicação do Tyler do site Music is Win.


Bom estudo!


Fonte: https://maquinasdemusica.com  por Jorge Lopes

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Música - ESTUDO vs DIVERSÃO



Não, ao contrário do que você imagina, o papo não é com as crianças, mas com os marmanjos, exclusivamente os músicos indisciplinados!
Mas bem, quando escutamos o que gostamos de ouvir, nos é apresentado um resultado, que resultado? O do estudo diário/regular, que exercita a criatividade musical e nos permite melhorar tecnicamente, fazendo com que nós guitarristas possamos tocar tudo que quisermos, desde que a perseverança seja proporcional ao resultado a ser obtido.

Aí você me diz: “Mas eu toco todos os dias e não vejo melhora?” Novamente, será que você realmente está estudando? Bom, vamos lá! O que é estudar? De acordo com o dicionário Aurélio, o verbo estudar significa: “aplicar a inteligência a, para aprender.”

Baseado nesse princípio estudar música ou determinada técnica, requer atenção, concentração, paciência e regularidade! O que você acha que te deixaria em forma? Jogar futebol 5 horas seguidas no domingo ou três vezes por semana? Se você respondeu três vezes por semana, você acertou. Com um instrumento é a mesma coisa. Se você quer tocar alguma passagem, solo, ou base, que seja complexa, estude de forma lenta e gradativa. Caso seja um solo, divida-o em varias partes, ou estude-o por frases, até que as mesmas estejam soando da forma correta, pois a sonoridade é muito importante.

Tocar o instrumento várias horas por dia, sem disciplina e objetivo, não trará resultado algum, por isso organize seu estudo. Reserve um horário do seu dia para estudar e depois do conteúdo estudado, se divirta com o instrumento. Existem várias formas de deixar o estudo dinâmico e interessante, nos disciplinando, para que aprendamos estudar com dedicação. 

Para se concentrar, um lugar que seja ventilado, tranqüilo e silencioso é essencial. Mas é imprescindível que antes tenha um planejamento,  organize o conteúdo que você quer estudar

Se concentre naquilo que estiver estudando e sempre use um metrônomo, pois assim você tem um parâmetro para medir seu desenvolvimento. Certifique-se de que a sua coluna não esteja torta, que suas mãos estejam nas posições corretas e relaxe, com tensão os resultados não serão alcançados.

E principalmente TENHA PACIÊNCIA! Estude com regularidade, assim você tocará muito melhor!
Dica importante: Não espere motivação para que estude, tipo um equipamento novo, um instrumento novo. A motivação não faz diferença nem regularidade, é apenas algo momentâneo. O que precisa é disciplina!

Na motivação, você quer se sentir bem para estudar, e na disciplina, você estuda para se sentir bem. Eu ia falar sobre o pensamento positivo, mas deixa pra lá, esse não serve nem parar uma diarréia.

Bons estudos!

terça-feira, 21 de maio de 2019

Alto Falantes – O upgrade mais subestimado


O melhor upgrade para seu timbre são novos alto falantes


Alto Falantes – O upgrade mais subestimado

A parte do equipamento esquecida pelos guitarristas – Os Alto falantes.

Uma coisa é certa: nós guitarristas estamos sempre ajustando o nosso setup, nossos equipamentos em busca de um timbre cada vez melhor. Algumas vezes melhoramos nossos timbres ao melhorar como tocamos. Outras vezes melhoramos nossos timbres melhorando os nossos equipamentos.
Compramos novos pedais, amplificadores, guitarras e tudo mais.
No entanto existem um poderoso upgrade que passa totalmente despercebido pela maioria de nós:
A troca dos Alto Falantes do seu amplificador.
A troca de falante é considerada por muitos especialistas a maior mudança que você pode fazer no timbre do seu amplificador, no entanto, quando estamos na busca por uma maneira de melhorar o nosso timbre atual, raramente olhamos para esses caras
Por outro lado é fácil de entender o motivo.
Alto Falantes de boa qualidade nunca foram fáceis de encontrar (com um bom preço) no mercado brasileiro e, além disso, os detalhes a serem considerados na hora de escolher um bom falante não são frequentemente conhecidos.
Esses – e outros – fatores contribuem para tornar o upgrade de alto falantes uma alteração menos popular no meio guitarrístico em geral.

Alto Falantes como upgrade de timbre

Como mencionado anteriormente, a troca de falantes é uma das alterações mais efetivas para melhorar (ou simplesmente alterar) o timbre do seu amplificador.
Para que a troca te traga o resultado esperado, você precisa fazer o dever de casa.
Isso significa que antes de por a mão no bolso e comprar o novo alto falante, você precisa determinar alguns fatores, como:
  • Características de timbre (americano clássico, britânico, timbre moderno, etc)
  • Faixa de potência
  • Orçamento
  • Tamanho (em polegadas)
  • Impedância
Com essas respostas, já é possível afunilar as opções e passar a analisar os próximos detalhes que determinam as nuances mais suaves do seu novo falante.

Tipos de Alto Falantes

Quando você já tiver chegado a uma conclusão quanto às características gerais do amplificador, nós podemos começar a olhar para os fatores que determinam os detalhes do timbre de cada falante.

Voicing

Como já mencionei anteriormente, hoje temos no mercado basicamente três características principais de falantes para nossa escolha.
American:
Os falantes do tipo american são usados tradicionalmente nos amplificadores Fender.
Esses falantes tem por característica um timbre limpo acentuado com agudos presentes e graves muito bem pronunciados.
British:
Esses são os falantes que ficaram marcados por serem usados pela Marshall, Vox e Orange.
Normalmente trazem os médios bastante presentes, ajudando a quem gosta de um bom crunch. Além disso traz agudos bem acentuados.
Modern:
Nessa classificação estão os falantes usados por fabricantes como a Mesa.
Esses falantes são capazes de lidar com quantidades grandes de potência sem que percam suas característica ou adicionem qualquer tipo de distorção.
É comum que apresentem uma resposta mais equilibrada entre agudos, graves e médios, fazendo com tenham um timbre bastante claro.

O tipo de imã do alto Falante

Um item muitas vezes negligenciado e que faz uma considerável diferença no som do seu novo falante é o tipo de imã usado na construção do falante.
Alnico:
Assim como no mundo dos captadores, os alto falantes construídos com imãs de Alnico são – geramlmente – considerados superiores em termos de timbre.
Algumas características atribuídas aos falantes de Alnico são:
– Suavidade
– Balanço em graves e agudos
– Dinâmica
Por conter alguns metais relativamente raros em seu composto (cobalto, por exemplo), falantes de Alnico vem se tornando cada vez mais caros.
O que abre caminho para os falantes com imãs…
Cerâmicos:
Os falantes com imãs cerâmicos são os mais populares atualmente.
Esse tipo de falante se tornou especialmente popular a partir da década de 70.
Apesar de o Alnico levar a fama, vários falantes clássicos – vintage – são feitos com imãs Cerâmicos.
O exemplo mais conhecido é o Celestion G12M Greenback que ficou famoso por equipar a grande maioria dos stacks 4×12 da Marshall e é o falante preferido de grandes nomes como Slash, Angus Young dentre outros.
Os falantes com imãs Cerâmicos são mais conhecidos por apresentar as seguintes características:
– Médios acentuados
– Agudos pronunciados
– Graves contidos.

Eficiência

A eficiência de um falante diz respeito à capacidade do falante de transformar cada watt de potência vinda do amplificador em som.
Esse fator simples de ser entendido tem uma implicação direta no timbre.
A eficiência determina o nível de distorção que o falante vai gerar quando trabalhar no extremo.
Sendo assim, se você deseja um falante para usar no extremo, mas não quer que esse falante produza nenhuma distorção, um alto falante com alta eficiência será uma melhor escolha.
Por outro lado se você gostaria de ouvir o falante distorcer um pouco junto do amp, então um falante com eficiência mais baixa vai fazer um melhor trabalho.

Bônus: o material do cone

O material com o qual o cone do alto falante é produzido tem uma influência direta e sutil na resposta de frequência do falante.
No mercado atual temos falantes produzidos dos mais variados tipos de materiais produzindo timbres levementes diferentes para atender aos gostos mais variados.
Segue um vídeo bem interessante, ao qual poder perceber a mudança que o alto falente pode fazer em seu timbre. Pesquise e ache seu som!