sexta-feira, 8 de novembro de 2019

ANALISE MODAL – Parte I – Modos gerados pela Escala Diatônica Maior (eBook + áudios) 2ª edição

ANALISE MODAL – Parte I (eBook + áudios) 2ª edição
Modos gerados pela Escala Diatônica Maior 
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O método aborda conceitos referentes a forma correta de análise dos modos gerados pela escala diatônica maior, com abrangência melódica e harmônica. Contendo conceitos quando as suas estruturas, formas e aplicações, soluções para perdas de diatônicidade e intenções modais.
O material tem serventia para qualquer instrumento de ordem melódica ou harmônica.
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Breve disponíveis:
ANALISE MODAL – Parte II – Modos gerados pela Escala menor Harmônica (eBook + áudios)
ANALISE MODAL – Parte III – Modos gerados pela Escala menor Melódica (eBook + áudios)

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Atitude Positiva

A imagem pode conter: violão e texto

Existem dias que nos sentimos bem e capazes de tocar muitas coisas na guitarra de forma fluente, mas alguns outros temos sensação de que você é não tocamos porcaria nenhuma. Todo músico nós já teve essa sensação.
Quando você sentir que bateu em uma parede e que não está evoluindo, não basta pensar positivo, tenha uma "atitude positiva" só pensar não resolve. Muito menos, espere alguma motivação, o que nos muda é a disciplina e não a motivação.
Na motivação você se sente bem para estudar e praticar, na disciplina. você faz isso e se sente bem depois.
Nunca sinta um problema musical como um problema pessoal, mas sim como um oportunidade de aprender algo novo.
Mas, se ainda continua insistindo que pensamento positivo muda alguma coisa, quando tiver uma diarreia, pense positivo e depois me conta se parou.

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Alongamento para Músicos (instrumentos de corda)



O objetivo de se alongar 

Você deve estar se perguntando – Eu realmente preciso fazer isso? A resposta, claro, é não. Então por que perder seu tempo, por que se alongar?

A única razão está nos benefícios adquiridos com o alongamento. Quem faz esses exercícios da forma correta, e sempre que toca guitarra, obtém melhores resultados, como maior velocidade, força e resistência. Assim, o alongamento é apenas algo a mais, uma vantagem para o guitarrista que quer solar melhor, mais rápido e durante mais tempo.

Flexibilidade

Porque Flexibilidade é importante?


Flexibilidade aumenta a eficiência e performance física. Uma articulação
flexível tem a capacidade de se mover mais em sua amplitude, e requer menos energia para fazê-lo. Aumentar essa eficiência diminui o risco de dano físico, habilitando diversos tecidos e músculos a atingirem um alcance máximo durante atividades físicas.

Flexibilidade também aumenta o fornecimento de sangue e nutrientes para as estruturas articulares, o que amplia a elasticidade dos tecidos e músculos que envolvem as articulações do corpo. Outro aspecto importante, é que grande flexibilidade permite liberdade de movimento, desacelerando a degeneração das articulações e prolongando a sua vida de treino. Flexibilidade também atrasa a fadiga muscular, e previne e alivia músculos doloridos após se exercitar.
(Trecho extraído do livro Train Tough, de Jason Weber, ABC Books.)

O que não deve ser feito

Existem basicamente duas coisas que não devem ser feitas ao se alongar. Uma delas é um erro muito comum, e pode ser observado em qualquer lugar onde esteja uma pessoa se alongando, como na academia, ou na ciclovia, enquanto ela se balança pra lá e pra cá. O alongamento deve ser feito com lentidão, sem movimentos de vai e vem. Geralmente as pessoas agitam seus braços e pernas para se esticar ainda mais. Evite fazer isso, pois não há nenhum ganho de flexibilidade nesses movimentos, e eles ainda podem ser prejudiciais!

Você também não quer se machucar, logo não force muito seu corpo. Apenas estique um pouco até sentir uma leve tensão. Lembre-se que o nosso objetivo aqui não é encostar o polegar no antebraço, é apenas melhorar a sua 
elasticidade. 

Quanto tempo de alongamento

O alongamento completo dura menos que três minutos. Mais que isso é exagero.

Quando fazer

Ele deve ser feito de preferência logo após você terminar de tocar guitarra. Não é necessário se alongar antes, um rápido aquecimento já é suficiente.

Como fazer
Todo alongamento deve ser feito lentamente, esticando músculos e tendões até um ponto próximo ao seu limite de flexibilidade. Vá puxando até atingir o seu máximo, segure por 15 segundos, e deixe voltar ao normal. É preciso forçar um pouco (do contrário o alongamento é inútil), mas nunca até doer. Para encontrar o ponto certo entre forçar demais e forçar de menos, basta praticar algumas vezes.




Fonte: Por Emiliano Gomide



terça-feira, 1 de outubro de 2019

Dia Internacional do Barulho Pensante!

A imagem pode conter: texto

DIA INTERNACIONAL DO BARULHO PENSANTE!

Mas nem sempre pensante...O sucesso de músicas idiotizantes só existe devido a adesão popular, o povo gosta de consumir (fezes) cultural e depois o mesmo reclama, mas é o cidadão quem deve ter o controle de procurar selecionar o que é produzido pela mídia convencional.

Por mais que se tenha a indução e a manipulação da mídia, a decisão final está com o consumidor. O veneno que está na prateleira só faz efeito se você tomar.
FAÇA SUA PARTE!



quinta-feira, 18 de julho de 2019

6 inventores que não eram músicos, mas mudaram a história da música!


Muitos instrumentos musicas que nós vemos por aí tem um nome estampado em sua madeira. É só pensarmos um pouco que vários nomes já surgem, entre eles estão Taylor, Fender, PRS, Gibson, Gretsch e outros. Nós sabemos que Bob Taylor e Paul Reed Smith tocavam guitarra, também existem evidências que Orville Gibson era um músico renomado, que tocava guitarra de canhoto, nos anos 1890. Mas tocar algo não é uma regra para todos os empreendedores que tem seus nomes estampados em alguns instrumentos.

Na verdade, alguns dos maiores inovadores da indústria dos instrumentos musicais estavam longe de serem músicos. Levados pelo amor, artesãos e engenheiros vestiram a roupa de Luthier e conseguiram entregar aquilo que nós precisávamos.

Este artigo explora a história de seis dessas pessoas que estavam longe de ter alguma inclinação musical, mas que mesmo assim causaram um grande impacto na indústria de instrumentos.


C.F. Martin Sr.


Por seis gerações os membros da família Martin estão administrando a Martin Guitars Company, a empresa possui em seu catálogo alguns dos melhores violões do mundo. Esse legado começou com Christian Frederick Martin Sr nascido em 1796 ele continuou o trabalho de uma longa linhagem de marceneiros.

Influenciado por seu pai Christian começou a ficar fascinado pela construção de violões na sua adolescência. Na Alemanha, o violino e violoncelos eram os instrumentos mais populares da época, sendo assim o garoto de 15 anos teve que mudar para Viena para aprender a construir violões com um dos melhores Luthiers da época, Johann Stauffer.

Depois de muito tempo Martin mudou-se para os Estados Unidos pois achava que na América poderia vender mais instrumentos. Em 1833, na cidade de Nova York ele abre sua primeira loja de violões. Cinco anos depois ele compra um terreno em Nazareth, Pensilvania e constrói a primeira fábrica da Martin Guitarra Factory.

Quando perguntaram para Dick Boak, Diretor do Museu de Arquivos da Martin e Companhia, sobre as habilidades musicais de Martin ele respondeu; “Eu suspeito que C.F. Martin Sr sabia como um violão funcionava, conseguia tocar alguns acordes básicos e sabia afinar um instrumento, o que é mais do que o necessário para qualquer Luthier”.

Dick Boak também relata que era Ottilia, a esposa de Martin, tinha todo o talento musical da família. Ela era um excelente musicista, que sabia tocar violão e harpa.


Laurens Hammond



O homem que construiu o mundialmente famoso piano Hammond nunca tocou um instrumento, mas Laurens Hammond balanceava a sua falta de habilidade musical com seus conhecimentos em engenharia, já que ele é tido como um dos maiores engenheiros dos século 20.

Hammond tinha apenas 16 anos quando ele recebeu sua primeira patente em 1911 para um design melhorado de um barômetro. Depois de se formar na Cornell University em mecânica e engenharia, ele iria trabalhar projetando algumas peças para a marinha.

O menino encontrou seu primeiro sucesso quando inventou um motor elétrico para relógio melhorado, essa invenção deu início a Hammond Clock Company em 1928. Mas no meio de 1930, ele precisava de uma nova invenção para que essa empresa não entrasse em falência.

A imaginação de Hammond, junto com seu amor pelos órgãos de igreja e sua necessidade para encontrar um novo propósito para o seu motor de relógio eletrônico se alinharam perfeitamente quando ele finalmente inventou seu órgão elétrico.

Mas Hammond não conseguia tocar o instrumento, foi então que ele rodeou por diversos empregados que tinham um alto nível de conhecimento musical, esses que o ajudam muito a revisar a sua invenção. O primeiro órgão elétrico foi construído em 1935 e vendido para o lendário compositor de Jazz, George Gershwin.


Fred Gretsch jr.



O Homem que liderou a Gretsch Company por 47 anos em que a empresa teve diversos avanços em inovação e tecnologia não tinha nenhuma aptidão para a música.

Fred Gretsch tinha apenas 15 anos quando herdou uma pequena loja de música que pertencia à sua família no Brooklyn. Seu pai, Friedrich, tinha começado esse negócio em 1883 mas morreu inesperadamente durante uma visita a sua família na Alemanha.

O jovem e ambicioso conseguiu com sucesso crescer o negócio da família abrindo 10 novas lojas no ano de 1916. Em 1920 a Gretsch Company iria se tornar a maior produtora de instrumentos musicais em todos os Estados Unidos.

Sempre procurando formas de melhorar e inovar, Fred Gretsch desenvolveu uma revolucionária caixa de bateria. Essa invenção logo se tornou o padrão para toda a bateria e é utilizada até os dias de hoje.

Enquanto Fred estava liderando o negócio de instrumentos da família ele acabou se envolvendo com bancos. Em 1930, Gretsch foi nomeado Vice Presidente do Lincoln Savings Bank do Brooklyn, e depois de 47 anos como a cabeça da Gretsch Company, Fred se aposenta e deixa seu filho Fred Jr em seu lugar. Seu filho iria levar a empresa a sua era de ouro durante os anos 1950 e 1960.


Bob Moog



Quando criança, Bob Moog era forçado a ter aulas de piano pela sua mãe, uma professora desse instrumento. Mas ele sempre gostou mais das ferramentas do seu pai do que das aulas da mãe, e por muitas vezes ia até o porão consertar coisas ao invés de ir às aulas. O menino passou inúmeras horas com seu pai construindo rádios, amplificadores e até mesmo órgãos.

A vida de Moog iria mudar quando ele conheceu o Teremim, o primeiro instrumento musical electrónico. Ele ficou obcecado pelo aparelho e começou um pequeno negócio vendendo teremins e alguns aparelhos para o instrumento. Algum tempo depois ele se formou em engenharia elétrica e física.

Depois de se tornar amigo de Herb Deutsch, um famoso tocador de Teremim da época, ele construiu um sintetizador. A invenção de Moog foi conectar um teclado ao instrumento, inovação essa que mudou a indústria do áudio em 1964.

A segunda contribuição Moog vem no ano de 1971 com o lançamento do revolucionário Minimoog Model D. Um portátil que tinha 44 teclas e vinha com uma interface cheia de Knobs, o que ia completamente contra o que se estava fazendo na época.

Esse compacto e amigável instrumento foi um grande sucesso nos anos 1970 e 1980. Muitos músicos famosos utilizaram a invenção, entre eles Keith Emerson, Rick Wakeman, Steve Wonder e muitos outros.

Ele sempre dizia; “Músicos sempre vem com coisas que eu não poderia imaginar. Eu sou um engenheiro, e me considero um produtor e os músicos são os meus clientes, eles são aquilo que eu produzo”.


Joseph Rogers

O fundador por trás da Roger Drums não era nem um músico e muito menos um baterista. Ele fez o seu nome na indústria fazendo uma pele de pêlo de bezerro que possuía uma ótima qualidade.

Joseph Rogers aprendeu essa técnica na sua cidade natal, Dublin na Irlanda. Ele emigrou para os Estados Unidos em 1840 e abriu sua primeira loja de tecidos para instrumentos nove anos depois. Ele oferecia diversas peles em seu estabelecimento, essas que eram muito superiores às dos seus concorrentes, que não tinham a mesma durabilidade.

A fama dos produtos de Rogers se espalhou rapidamente, fazendo com que ele fosse o maior fornecedor de pele de bateria para o Union Army durante a guerra civil americana.

O filho de Rogers chamado Cleveland iria começar a produzir baterias no ano de 1930. Os instrumentos produzidos pela marca vieram a ser realmente notados depois dos anos 1953, quando a empresa foi vendida para uma grande companhia do ramo da música.

Leo Fender



Muitos já sabem que Clarence Leo Fender não conseguia tocar nem um pouco de suas maravilhosas guitarras elétricas. Mas poucas sabem que ele teve aulas de piano e saxofone, o que não era de muita ajuda, já que fender não tinha muita habilidade com os instrumentos.

Quando Fender tinha 14 anos começou a ficar fascinado pelas peças de rádio que seu tio desmontava. O rádio ainda era uma invenção muito nova nos anos 1920, e a alta qualidade de som ainda espantava muitos adolescentes. O menino aprendeu tudo que podia sobre as peças do equipamento e logo começou a consertar alguns rádios por diversão.

Fender se formou em contabilidade na faculdade em 1930 e seguiu essa carreira por quase uma década. Felizmente para o mundo da música, ele foi demitido diversas vezes durante a grande depressão e, muito frustrado, decidiu perseguir a sua paixão de adolescência, foi assim que começou a reparar amplificadores.

Pedindo um empréstimo de 600 dólares ele começou sua modesta Fender Radio Service em 1938 na cidade de Fullerton, Califórnia. Com um contato diário com os aparelhos elétricos dos amplificadores, Fender começou a estudar e a construir o seu próprio produto.

Leo viu que o verdadeiro negócio estava no instrumento que era amplificado, e não no amplificador. Foi então que ele inventou a guitarra Fender Havaí, mas esse instrumento ainda não era o ideal para Fender, que não parou de estudar novas possibilidades a fim de construir uma guitarra elétrica.

Na primavera de 1950 Fender mostrou ao mundo a Esquire, a primeira guitarra elétrica de corpo sólido comercialmente vendaval e produzida em grande escala do mundo. A Telecaster e Stratocaster logo seriam introduzidas ao Hall da fama de Fender. Era questão de tempo para que a revolucionária invenção de Leo Fender conquistasse os corações e mudasse a história dos instrumentos musicais e da cultura pop.

Mesmo não sendo músico, Leo Fender foi incluído no Hall da Fama do Rock em 1992. Quando os Rolling Stones foram lançados em 1989, Keith Richards honrou Fender dizendo; “Muito obrigado a Leo Fender, que fez instrumentos para nós podermos tocar”.

sábado, 29 de junho de 2019

Suas Cordas e seu Timbre

Como as cordas que você usam afetam seu timbre

Você sabe o quanto suas cordas definem seu timbre?

Ultimamente eu tenho abordado com frequência os diversos fatores que influenciam de uma maneira ou de outra o seu timbre final e hoje não vai ser diferente. Vou falar do quanto as cordas influenciam o seu timbre final.
Muitos guitarristas passam anos usando os mesmos tipos (e marcas) de cordas sem se dar ao trabalho de testar outras variedades.
Espero que depois desse post você deixe de fazer parte desse grupo e teste uma variedade maior.
Hoje eu vou falar um pouco sobre como usar e escolher diferentes calibres, como o comprimento da escala afeta o conforto, diferentes tipos de enrolamentos (construção) de cordas, etc.

O estilo que você toca

Antes de começarmos a olhar os tipos de cordas, você precisa analisar um fator crucial:
O estilo musical que você toca – e como você o toca.
O lance é o seguinte; um guitarrista numa banda de metal normalmente toca de maneira bastante diferente de um guitarrista de blues.
Diferente em termos de timbre, setup, tipo de guitarra, pegada etc.
Sendo assim, o primeiro passo para escolher um bom encordoamento é analisar o seu estilo. Vamos usar os mesmos exemplos:
Toca blues? Provavelmente curte um som mais encorpado e firme apesar de não priorizar a velocidade de digitação.
Toca metal? A velocidade da digitação é crucial! Aqui o timbre já não precisa ser necessariamente encorpado.

Comprimento da escala e calibre das cordas

Um fator muito pouco falado quando falamos de tipo de corda é sobre como o comprimento da escala da sua guitarra influencia o seu conforto e timbre.
Um exemplo:
Instale um encordoamento 0.10 em uma Gibson 335 e o mesmo encordoamento em uma Fender Stratocaster.
Ao testar, você vai perceber que o encordoamento fica mais firme ao toque e um pouco mais ‘duro’ na Fender Strato do que na Gibson 335.
O motivo é muito simples: A Stratocaster tem uma escala mais longa do que a 335.
Por esse simples motivo é muito comum ver guitarristas usando calibres mais grossos (0.11, por exemplo) em guitarras como a 335 ou mesmo Les Paul’s enquanto usam calibres mais leves (exemplo; 0.10) em guitarras como a Stratocaster.

Calibre das cordas

Agora chegamos a um dos fatores cruciais na escolha das cordas:
O calibre do encordoamento.
Quando falo do calibre das cordas me refiro à espessura das mesmas.
A maioria das guitarras vendidas em lojas no Brasil vem de fábrica com encordoamento 0.9 (esse número se refere à espessura da corda mais fina)
Apesar de iniciarmos tocando normalmente em encordoamentos 0.9, o mundo é muito mais vasto do que isso.
Encordoamentos de maior espessura oferecem uma variedade diferente de qualidades que devem ser levadas em conta, como:
– Som mais definido
– Maior presença de graves
– Mais firmeza nas cordas
– Agudos mais definidos
– Timbre menos embolado, etc
No entanto, aumentar a espessura traz pontos negativos que devem ser levados em conta também, sendo o principal deles o fato de que requer mais força na mão esquerda para tocar confortavelmente.
Sendo assim, mudar de um encordoamento 0.9 para um 0.11 pode trazer sérios desafios para você fazer aquele bend de 1 tom.
Outro ponto importante:
Mudanças no calibre do seu encordoamento provavelmente irá requerer um ajuste do tensor da sua guitarra. Sendo assim, um papo com aquele seu amigo Luthier é muito bem vindo nessa hora para evitar qualquer dano de longo prazo na sua guitarra.

Tipo de construção das cordas

Chegamos a um último critério e outro que muitas vezes é esquecido pelos guitarristas.
O tipo de construção das cordas.
Hoje no mercado existem três tipos comuns de construção; Roundwound (enrolamento arredondado), Halfwound (meio a meio) e o Flatwound (enrolamento reto). Vou falar um pouco sobre os dois mais populares; o Roundwound e o Flatwound.
Roundwound:
O enrolamento roundwound é de longe o mais comum e muito provavelmente é que está instalado hoje na sua guitarra.
As características são mais sustain e ataque além de um timbre brilhante característico em estilos populares como Rock, Pop e blues.
Por outro lado esse tipo de enrolamento produz maior desgaste da escala e trastes além de ser mais agressivo aos dedos do guitarrista.
Flatwound:
Ao contrário do Roundwound o flatwound já não é mais tão popular hoje em dia.
Esse era o principal tipo de encordoamento disponível até meados da década de 60 e é extremamente usado por guitarristas (e baixistas) de jazz na atualidade.
O principal motivo é o timbre característico das Flatwound: Esse tipo de construção entrega um som bastante aveludado, com poucos harmônicos e um foco grande na nota principal.
Adicionalmente esse tipo de construção tende a produzir cordas mais duráveis.
No entanto as cordas flatwound não estão restritas ao Jazz e ao baixo. Um bom exemplo de guitarristas que usaram quase que exclusivamente as Flatwounds são George Harrison e John Lennon durante o tempo de Beatles.
Quer sacar o timbre das Flatwound? Da uma ouvida em Day Triper, I want you (she’s so heavy), LA Woman (The doors), dentre outras.
E ai, já testou algum outro tipo ou calibre de cordas? Vai testar? 
Fonte: https://maquinasdemusica.com/ - por Jorge Lopes

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Aprenda hábitos ao invés de aprender músicas


Aprenda hábitos ao invés de riffs e licks


Todos nós guitarristas estamos interessados em melhorar constantemente e muitas vezes nos enrolamos na hora de determinar como nos desenvolver melhor.
Uma pergunta que tem ficado na minha cabeça com bastante frequência ultimamente é a seguinte:

Quais os principais fatores que se forem desenvolvidos em posso melhorar em pelo menos 60% minha qualidade como guitarrista?
Tentando responder essa pergunta eu me vi em uma situação onde o que eu acreditava ser o caminho para desenvolvimento não estava dando os melhores resultados.
Para sair dessa situação eu tentei à seguinte pergunta:

O que os guitarristas que admiro tem que eu posso usar?
Esse foi o segundo passo da minha pesquisa sobre como melhorar como guitarrista usando algum método diferente do que vinha usando.
Nesse ponto eu passei a analisar os nomes que mais me influenciam como guitarrista (SRV, David Gilmour, Hendrix, Page…).
Analisando a maneira de cada um tocar em dei conta de uma coisa muito interessante:
É evidente que cada um deles tem licks e riffs famosos que nós podemos aprender e nos inspirar neles. No entanto existe algo mais:
Cada um deles tem hábitos específicos que você e eu podemos aprender e incorporar no nosso jeito de tocar.
Tais hábitos vão ajudar a:
– absorver conceitos mais complexos de cada um desses guitarristas mais rapidamente.
– Melhorar a maneira de tocar e a gama de possibilidades para improvisar e compor
– Aumentar as possibilidades na hora de praticar.
– Desenvolver as possibilidades na hora de compor.
Todas essas possibilidades me dão no final um conjunto de ferramentas muito mais eficazes para desenvolver minha qualidade como guitarrista.

Como aprender hábitos
Agora que você já sabe a diferença entre aprender as músicas/licks e aprender os hábitos, você pode se perguntar:
Mas como aprender esses hábitos?
A resposta direta é muito simples:
Você precisa observar.

Quer um exemplo? Vamos observar como Eric Clapton usa o vibrato:


Após aprender esse hábito você vai conseguir o timbre que esse tipo de vibrato proporciona, o hábito do movimento, o desenvolvimento do seu braço e dedos para fazer tal movimento.
A partir daí você tem um novo conjunto de ferramentas para usar nas suas composições e improvisações e pode partir para o próximo hábito.

Como escolher quais hábitos aprender?
Em certos momentos você pode ficar na dúvida sobre como escolher quais hábitos você quer adquirir e adicionar ao seu estilo de tocar.
Isso é totalmente natural.
A maneira que eu tenho usado para facilitar as minhas escolhas é bastante simples e pode te ajudar também.

Os passos são os seguintes:
1 – Escolha um bom guitarrista
2 – No youtube, pesquise por vídeos de shows
3 – Selecione músicas onde esse guitarrista arrebenta
4 – Observe quais as técnicas, trejeitos, manias, licks que ele usa de maneira consistente.
O último passo é o mais crítico desse processo.
Tente observar quais os pontos que esse guitarrista usa com frequência e faz com que você reconheça o jeito de tocar.
Essas características que eles usam com frequência formam os hábitos desse guitarrista.
Escolha uma dessas características, vá ao trabalho e adicione-a ao seu repertório.

Para começar a usar essa abordagem eu fui altamente influenciado pelo conceito e explicação do Tyler do site Music is Win.


Bom estudo!


Fonte: https://maquinasdemusica.com  por Jorge Lopes

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Música - ESTUDO vs DIVERSÃO



Não, ao contrário do que você imagina, o papo não é com as crianças, mas com os marmanjos, exclusivamente os músicos indisciplinados!
Mas bem, quando escutamos o que gostamos de ouvir, nos é apresentado um resultado, que resultado? O do estudo diário/regular, que exercita a criatividade musical e nos permite melhorar tecnicamente, fazendo com que nós guitarristas possamos tocar tudo que quisermos, desde que a perseverança seja proporcional ao resultado a ser obtido.

Aí você me diz: “Mas eu toco todos os dias e não vejo melhora?” Novamente, será que você realmente está estudando? Bom, vamos lá! O que é estudar? De acordo com o dicionário Aurélio, o verbo estudar significa: “aplicar a inteligência a, para aprender.”

Baseado nesse princípio estudar música ou determinada técnica, requer atenção, concentração, paciência e regularidade! O que você acha que te deixaria em forma? Jogar futebol 5 horas seguidas no domingo ou três vezes por semana? Se você respondeu três vezes por semana, você acertou. Com um instrumento é a mesma coisa. Se você quer tocar alguma passagem, solo, ou base, que seja complexa, estude de forma lenta e gradativa. Caso seja um solo, divida-o em varias partes, ou estude-o por frases, até que as mesmas estejam soando da forma correta, pois a sonoridade é muito importante.

Tocar o instrumento várias horas por dia, sem disciplina e objetivo, não trará resultado algum, por isso organize seu estudo. Reserve um horário do seu dia para estudar e depois do conteúdo estudado, se divirta com o instrumento. Existem várias formas de deixar o estudo dinâmico e interessante, nos disciplinando, para que aprendamos estudar com dedicação. 

Para se concentrar, um lugar que seja ventilado, tranqüilo e silencioso é essencial. Mas é imprescindível que antes tenha um planejamento,  organize o conteúdo que você quer estudar

Se concentre naquilo que estiver estudando e sempre use um metrônomo, pois assim você tem um parâmetro para medir seu desenvolvimento. Certifique-se de que a sua coluna não esteja torta, que suas mãos estejam nas posições corretas e relaxe, com tensão os resultados não serão alcançados.

E principalmente TENHA PACIÊNCIA! Estude com regularidade, assim você tocará muito melhor!
Dica importante: Não espere motivação para que estude, tipo um equipamento novo, um instrumento novo. A motivação não faz diferença nem regularidade, é apenas algo momentâneo. O que precisa é disciplina!

Na motivação, você quer se sentir bem para estudar, e na disciplina, você estuda para se sentir bem. Eu ia falar sobre o pensamento positivo, mas deixa pra lá, esse não serve nem parar uma diarréia.

Bons estudos!

terça-feira, 21 de maio de 2019

Alto Falantes – O upgrade mais subestimado


O melhor upgrade para seu timbre são novos alto falantes


Alto Falantes – O upgrade mais subestimado

A parte do equipamento esquecida pelos guitarristas – Os Alto falantes.

Uma coisa é certa: nós guitarristas estamos sempre ajustando o nosso setup, nossos equipamentos em busca de um timbre cada vez melhor. Algumas vezes melhoramos nossos timbres ao melhorar como tocamos. Outras vezes melhoramos nossos timbres melhorando os nossos equipamentos.
Compramos novos pedais, amplificadores, guitarras e tudo mais.
No entanto existem um poderoso upgrade que passa totalmente despercebido pela maioria de nós:
A troca dos Alto Falantes do seu amplificador.
A troca de falante é considerada por muitos especialistas a maior mudança que você pode fazer no timbre do seu amplificador, no entanto, quando estamos na busca por uma maneira de melhorar o nosso timbre atual, raramente olhamos para esses caras
Por outro lado é fácil de entender o motivo.
Alto Falantes de boa qualidade nunca foram fáceis de encontrar (com um bom preço) no mercado brasileiro e, além disso, os detalhes a serem considerados na hora de escolher um bom falante não são frequentemente conhecidos.
Esses – e outros – fatores contribuem para tornar o upgrade de alto falantes uma alteração menos popular no meio guitarrístico em geral.

Alto Falantes como upgrade de timbre

Como mencionado anteriormente, a troca de falantes é uma das alterações mais efetivas para melhorar (ou simplesmente alterar) o timbre do seu amplificador.
Para que a troca te traga o resultado esperado, você precisa fazer o dever de casa.
Isso significa que antes de por a mão no bolso e comprar o novo alto falante, você precisa determinar alguns fatores, como:
  • Características de timbre (americano clássico, britânico, timbre moderno, etc)
  • Faixa de potência
  • Orçamento
  • Tamanho (em polegadas)
  • Impedância
Com essas respostas, já é possível afunilar as opções e passar a analisar os próximos detalhes que determinam as nuances mais suaves do seu novo falante.

Tipos de Alto Falantes

Quando você já tiver chegado a uma conclusão quanto às características gerais do amplificador, nós podemos começar a olhar para os fatores que determinam os detalhes do timbre de cada falante.

Voicing

Como já mencionei anteriormente, hoje temos no mercado basicamente três características principais de falantes para nossa escolha.
American:
Os falantes do tipo american são usados tradicionalmente nos amplificadores Fender.
Esses falantes tem por característica um timbre limpo acentuado com agudos presentes e graves muito bem pronunciados.
British:
Esses são os falantes que ficaram marcados por serem usados pela Marshall, Vox e Orange.
Normalmente trazem os médios bastante presentes, ajudando a quem gosta de um bom crunch. Além disso traz agudos bem acentuados.
Modern:
Nessa classificação estão os falantes usados por fabricantes como a Mesa.
Esses falantes são capazes de lidar com quantidades grandes de potência sem que percam suas característica ou adicionem qualquer tipo de distorção.
É comum que apresentem uma resposta mais equilibrada entre agudos, graves e médios, fazendo com tenham um timbre bastante claro.

O tipo de imã do alto Falante

Um item muitas vezes negligenciado e que faz uma considerável diferença no som do seu novo falante é o tipo de imã usado na construção do falante.
Alnico:
Assim como no mundo dos captadores, os alto falantes construídos com imãs de Alnico são – geramlmente – considerados superiores em termos de timbre.
Algumas características atribuídas aos falantes de Alnico são:
– Suavidade
– Balanço em graves e agudos
– Dinâmica
Por conter alguns metais relativamente raros em seu composto (cobalto, por exemplo), falantes de Alnico vem se tornando cada vez mais caros.
O que abre caminho para os falantes com imãs…
Cerâmicos:
Os falantes com imãs cerâmicos são os mais populares atualmente.
Esse tipo de falante se tornou especialmente popular a partir da década de 70.
Apesar de o Alnico levar a fama, vários falantes clássicos – vintage – são feitos com imãs Cerâmicos.
O exemplo mais conhecido é o Celestion G12M Greenback que ficou famoso por equipar a grande maioria dos stacks 4×12 da Marshall e é o falante preferido de grandes nomes como Slash, Angus Young dentre outros.
Os falantes com imãs Cerâmicos são mais conhecidos por apresentar as seguintes características:
– Médios acentuados
– Agudos pronunciados
– Graves contidos.

Eficiência

A eficiência de um falante diz respeito à capacidade do falante de transformar cada watt de potência vinda do amplificador em som.
Esse fator simples de ser entendido tem uma implicação direta no timbre.
A eficiência determina o nível de distorção que o falante vai gerar quando trabalhar no extremo.
Sendo assim, se você deseja um falante para usar no extremo, mas não quer que esse falante produza nenhuma distorção, um alto falante com alta eficiência será uma melhor escolha.
Por outro lado se você gostaria de ouvir o falante distorcer um pouco junto do amp, então um falante com eficiência mais baixa vai fazer um melhor trabalho.

Bônus: o material do cone

O material com o qual o cone do alto falante é produzido tem uma influência direta e sutil na resposta de frequência do falante.
No mercado atual temos falantes produzidos dos mais variados tipos de materiais produzindo timbres levementes diferentes para atender aos gostos mais variados.
Segue um vídeo bem interessante, ao qual poder perceber a mudança que o alto falente pode fazer em seu timbre. Pesquise e ache seu som!

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Amplificadores valvulados clássicos - Parte 1

Comentarei sobre alguns dos amplificadores valvulados mais cultuados e utilizados por grandes ícones da guitarra desde os primórdios do Blues e do Rock ‘n’ Roll até hoje em dia. Vamos para os cinco primeiros:


VOX AC 30




    Vox AC30 Handwired Series – Acabamento que mescla o visual tradicional com o dos primeiros        AC30 lançados ainda na década de 50



Sobre a história, os detalhes e o timbre do AC30 nós já falamos em detalhes aqui antes, mas não custa nada dar uma pincelada nesse clássico valvulado.
Quando o AC15 tornou-se extremamente popular no Reino Unido, nem o mais otimista poderia prever o que viria pela frente. O Rock ‘n’ Roll era uma febre e o AC15 era o amplificador de 9 a cada 10 guitarristas da época. No entanto, os clubes ficavam maiores e a necessidade de volume também. Daí a Vox veio solucionar o problema trazendo o irmão mais velho: o AC30.
O AC30 foi a resposta da VOX à popularização do Fender Twin que era, na época, o amplificador que supria as ‘grandes’ necessidades de volume que o AC15 não suportava. Dessa forma a Vox conseguiu manter o timbre matador do seu antecessor em uma versão maior e que aguentava o tranco em ocasiões mais barulhentas. O Vox AC30 se colocou com uma alternativa extremamente versátil em termos de timbre e ganho; não é tão clean quanto os Fender e, no entanto não chega a ser tão saturado quanto os Marshall da época.
Essa versatilidade foi um dos grandes motivos que levou o AC30 a ser adotado por inúmeras bandas da época, entre elas os Beatles, que levaram o visual e o som dos Vox a serem conhecidos por todo o mundo. Por falar em visual, a característica marcante da aparência dos amplificadores Vox também apareceu nessa época e é famoso e totalmente reconhecível até hoje.
O AC30 tem em seu pré formado por ECC83 (12AX7) e o power fica por conta das clássicas EL84.
  • The Beatles
  • Jimmy Page (Se quiser conhecer os detalhes das guitarras usadas pelo mestre Page, 
  • Brian May
  • Ritchie Blackmore

2. Marshall “Plexi” 1959


     Marshall Plexi – Reissue do Marshall 100 watts usado por muitos inclusive por Jimi Hendrix

Depois de algum tempo já fazendo sucesso com o The Who e sempre usando o seu JTM45, Pete Townshend perguntou ao Jim Marshall em pessoa (O que não era tão difícil naquela época) por um amplificador mais alto do que aquele que ele vinha usando. Mas ele não queria algo apenas mais alto, ele queria o dobro de volume. Após algum trabalho e vários protótipos e testes, saiu do forno o que hoje conhecemos como Marshall Plexi, que, na verdade, se trata do Marshall JTM 1959 de 100 Watts.
Pouco tempo após o Pete começar a usar o Plexi, várias outras grandes bandas o adotaram, principalmente pelo impacto visual causado pelo Full Stack encabeçado pelo queria Marshall Plexi. Mas quem realmente tornou esse amplificador famoso e é, até hoje, o seu símbolo foi Jimi Hendrix. A combinação Strato e Marshall Plexi foi imortalizada por ele e acredito que dificilmente mudará de mãos.Esse amplificador foi utilizado largamente pelo Pete Townshend até que ele encontrasse os Hiwatt.
Pouco tempo depois a Marshall passou a oferecer o as caixas para baixo equipadas com Falantes Celestion G12H-30 (Esse H no nome se referia ao ‘Heavy magnet’), mas esses falantes ficaram muito populares entre os guitarristas principalmente por sua capacidade ímpar de lidar com mais potência e de serem muito resistentes.
A essa altura, nomes como Eric Clapton, durante a turnê do Cream e o Jimi Page, nos Yardbirds e posteriormente no Led Zepellin já usavam exaustivamente o novo amplificador da Marshall. Uma das unanimidades sobre esse amplificador é que, sempre que ele era ouvido em um show, era a todo volume. Até hoje nomes como Eric Johnson usam esse amplificador, e, nesses casos, você pode ter uma noção do quanto ele fala alto!
Esse amplificador marca muito bem uma época onde os shows passaram definitivamente às grandes arenas e os Stacks passaram a ser o símbolo desses grandes e apoteóticos shows. Falaremos mais detalhadamente sobre esse clássico em breve!
Veja também alguns caras que usaram essa máquina em suas carreiras:
  • Jimi Hendrix
  • Pete Townsend
  • Eric Clapton
  • Angus Young 

3. Fender Tweed Bassman (1959)

                   Fender Bassman Tweed – Reissue baseado nas edições dos anos 50

Os Bassman da era Tweed da Fender são até hoje altamente cultuados, principalmente quando falamos dos que foram produzidos entre o fim de 1954 e 1959, que foram os Fender Bassman Tweed 4×10. Como a descrição sugere, são amplificadores combo equipados com 4 alto falantes de 10 polegadas ao invés do único falante de 15” como era comum até então. Essa mudança aconteceu principalmente pelo grande uso que os guitarristas já estavam fazendo desse amplificador naquela época.
O Bassman vinha equipado com duas 12AY7 no pré amplificador, duas 6L6G no estágio de potência e duas 5U4GA como retificadoras. Nesse esquema o Bassman entregava 40 watts de puro Rock ‘n’ Roll em 2ohms.Por conta de características do circuito, o Bassman tinha um som um pouco mais comprimido e dinâmico do que a maioria dos valvulados da época.
É sabido que os Bassman da era Tweed tinham um som um pouco mais sujo, comprimido e dinâmico do que os seus sucessores das décadas seguintes.

                                                             Bassman silverface Head


Vale lembrar que o Fender Bassman foi a base para a criação do primeiro Mesa Boogie e também do primeiro Marshall.

Esse amplificador é um dos mais versáteis da Fender e também um onde é possível conseguir mais saturação.

Alguns artistas que usaram o Bassman durante a sua carreira são:
  •  Stevie Ray Vaughan
  •  John Mayer
  •  Buddy Guy
  •  Chris Shiflett – Foo Fighters
  •  Brian Setzer

4. Fender Twin Reverb

’59 Fender Twin Amp Tweed – Apresentando seu acabamento clássico e já bastante usado


Um som definido, alto e muito limpo. Essa poderia ser a definição do Fender Twin Reverb. Esse amplificador teve o seu debut na década de 60 e desde então experimentou uma infinidade de variações (que serão descritas em detalhes em um post específico). Esse é mais um dos amplificadores da Fender que sobreviveu a todas as ‘eras’ da empresa, passando pela fase Tweed, Blonde, Silverface, Blackface, etc.
As primeiras edições do Fender Twin (edição anterior ao Twin Reverb), conhecidas como ‘Wide and Narrow Panel’ entregava apenas 25 watts em dois falantes Jensen de 12 polegadas em formato combo, tendo duas 6L6 no estágio de potência. Na Narrow já foram inseridas algumas mudanças no visual e a introdução das válvulas 5U4 como retificadoras assim como nos Bassman.
              1973 Fender Twin Reverb – Silverface, já apresentando o canal vibrato
O passo seguinte já foi a introdução do que ficou conhecido como Tweed Twin. Essa é, de longe, a era mais famosa dos Twin e onde também, eles tiveram mais mudanças. A circuito foi novamente alterado para que entregasse uma maior potência. A partir dessa fase o Fender Twin Reverb entregava 80 Watts em dois falantes Jensen de 12 polegadas. Para que essa mudança na potência fosse possível, a Fender optou por usar quatro válvulas 5881 no estágio de potência.
A partir de 1963 o Fender Twin passou a ser produzido na versão Blonde como a maioria dos amplificadores da série Pro da Fender na época.
O Twin Reverb também foi fabricado em sua versão Blackface. Nessa fase, além das mudanças óbvias no design para atender às características dos amplificadores da Fender da época, houveram também mudanças no circuito, onde, na parte de potência passou a usar quatro válvulas 6L6GC e no pré amplificador passam a usar seis válvulas, sendo essas quatro 7025 e duas 12AT7. Esse amplificador também apresentava dois canais, um Normal e outro Vibrato.
Entre 1967 e 1981 a Fender produziu a versão Silverface do Twin Reverb, e a partir de 1968 apresentou algumas mudanças, como a adição de um volume master e a mudança da potência para 100 watts.
Abaixo você pode ver alguns caras que usavam o Fender Twin:
  • Buddy Guy
  • Eric Clapton
  • The Rolling Stones
  • Yeah Yeah Yeahs
  • The Beatles  
    ("John Lennon e George Harrison dos Beatles usaram os amplificadores Fender Twin
    durante as gravações de Abbey Road e Let It Be; o grupo também usou Twins durante
    o famoso Rooftop Concert")


    5. Marshall JCM 800

    O primeiro modelo projetado pela Marshall nos anos 80 fez o seu debut em 1981, e ali era um novo clássico que nascia: O JCM 800. Era apenas o secundo modelo da Master Volume Series (MV) que contava com a adição de um volume master, o que proporcionava a possibilidade de ter boas distorções a baixos volumes.
    O novo modelo (JCM 800 2210) apresentava dois canais Lead e Rhythm que podem ser usados via footswitch. Além disso o amplificador já vinha equipado com um Loop de efeitos e reverb de molas.
    Esse amplificador, rapidamente se tornou uma febre dentre as bandas de Hard Rock e de Heavy Metal.
    O seu ganho mais elevado se deve à quantidade maior de estágios de ganho no pré amplificador, já no canal lead o ganho extra era dado por um triodo extra.
    JCM 800 Lead Series Head – Imortalizado por vários rock stars dos anos 80




    Esse amplificador vinha equipado com três válvulas ECC83 (Equivalentes da 12AX7 vendidas no UK) no pré amplificador e duas EL34 no amplificador de potência.
    Alguns guitarristas que usaram e usam o JCM800
    • Slash
    • Tom Morello
    • Zakk Wylde
    • Joe Perry
    • Jeff Beck
    • Malcolm Young
    • Angus Young
    • Billy Corgan
    • Bad Company

    Fontes:
    • The Tube Amp Book – Aspen Pittman
    • Jimi Hendrix Gear: The Guitars, Amps & Effects That Revolutionized Rock ‘n’ Roll – Michael Heatley, Harry Shapiro, Roger Mayer
    • Fender Amplifiers
    • Maquinas de Música (Jorge Lopes)
        

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Percepção Musical - Parte 2 - "A importância do estudo da Percepção Musical".







Todos aplaudem e invejam os músicos que conseguem “tirar de ouvido” qualquer música, acompanhar um cantor sem nem mesmo ter estudado a partitura ou improvisar de forma interessante dentro de determinada linguagem musical.

O que há em comum nessas atividades? Um ouvido bem treinado e a correlação entre o conhecimento técnico e o que o músico ouve.

Um músico bem desenvolvido consegue “ouvir” internamente os sons antes mesmo de executá-los, da mesma forma que um leitor consegue “ouvir” as palavras que lê, sem que tenha que pronunciá-las. Essa habilidade pode ser inata – o chamado “ouvido absoluto” – ou adquirida por meio de treinamento, o que leva ao chamado “ouvido relativo”.

Obviamente, a maioria das pessoas é capaz de ouvir os sons produzidos pelos instrumentos musicais, mas identificar e registrar seus atributos depende de um conhecimento prévio de certos elementos teóricos.

Mais uma vez comparando à linguagem falada, é necessário que a pessoa conheça e entenda os códigos utilizados para a escrita (as letras e os conjuntos formados por elas, as palavras) para que possa ouvir algo e escrever o que ouviu. Mas isso não impede que uma pessoa ouça palavras e as repita, mesmo sem saber como registrá-las (este é o princípio da fala!).

Do mesmo modo, é possível a um músico ouvir e reproduzir frases musicais ou notas isoladas, mesmo sem conhecimento teórico, desde que tenha domínio sobre seu instrumento e consiga identificar aquilo que ouviu.

Uma boa definição de percepção musical é “a capacidade de perceber as ondas sonoras como parte de uma linguagem musical”. A percepção musical, portanto, é uma habilidade importantíssima, essencial para o desenvolvimento do musicista completo pois, como se trata de uma linguagem, é preciso que ele aprenda a ouvir, reproduzir e escrever música.



O desenvolvimento da percepção musical

Assim como as letras são as células essenciais para a leitura e a escrita, elementos musicais isolados se agrupam para formar padrões com significado. As escalas, os acordes, o campo harmônico, as funções que os acordes praticam no fraseado, cadências e encadeamentos têm de ser percebidos pelo músico e praticados para que o reconhecimento seja instantâneo.

Isso cria uma biblioteca de padrões que, quando ouvidos, são reconhecidos facilmente, permitindo ao músico reproduzi-los ou registrá-los.






Mas se engana quem pensa que dominar auditivamente esses elementos é tarefa fácil: o binômio “ouvir/reconhecer” leva tempo. É um processo gradativo que depende de paciência.

“Primeiramente, há o contato com o fenômeno sonoro. Aprendemos a percebê-lo se o colocarmos em foco e estabelecermos comparações. Em seguida temos que nos familiarizar com o objeto em questão. Finalmente, estudá-lo, dissecá-lo, catalogar e compreender seus elementos é imprescindível para chegarmos à última fase, a do especialista”, explica o maestro e professor de percepção Reinaldo Garrido Russo.

Algumas técnicas são reconhecidamente mais eficazes para o domínio dessa atividade. Sem dúvidas, é necessário, primeiramente, saber teoria musical e conhecer os elementos estruturais da música, como notas, escalas, acordes e intervalos, além de divisão de tempos, como escrevê-los e como executá-los no instrumento

De posse desses conhecimentos, uma boa maneira de desenvolver a percepção musical é por meio da memorização. Criar analogias entre dados conhecidos, como as notas iniciais de uma melodia e quais intervalos elas formam, por exemplo, é uma ótima maneira de desenvolver o ouvido relativo. Com o domínio desse arquivo sonoro na memória, o músico pode ouvir determinado elemento – seja um intervalo, uma frase musical ou um acorde – e compará-lo ao que já conhece, fazendo a relação entre o que ouve e o que memorizou, o que possibilita identificá-lo.

Da mesma forma que uma pessoa consegue identificar o barulho do motor de seu automóvel ou o toque de chamada de seu celular, por estar habituada a ouvir esses sons e saber de onde emanam, é possível a qualquer músico memorizar desde o som das notas a padrões mais complexos, como escalas e acordes. Para isso, é aconselhável um estudo dirigido, que insira novos elementos a partir do domínio dos anteriores.

“A boa percepção, na maior parte das vezes, é um processo que fazemos quando somos orientados por alguém inteirado com o objeto percebido”, afirma Russo. “Raras são as vezes em que a boa percepção acontece pela simples capacidade de nossa inteligência ou de nossa vontade”, conclui.