terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Compressor ?, o que é ? pra que serve ?




Se você como eu, já se perguntou várias vezes para que servia cada controle daquele seu pedal de compressor, nunca entendeu direito como funciona um controle de Attack ou Release, acredito que esse post vai ajudar a esclarecer um pouco os mistérios desse pedal tão útil.





MXR Dyna Comp – Um clássico dos compressores



Os pedais Compressores apareceram como versões menores dos famosos racks de compressão usados em estúdios. A ideia era conseguir o resultado final de um instrumento sendo comprimido no rack também ao vivo, ou até mesmo já gravar o instrumento comprimido, diminuindo assim o trabalho de mixagem e pós produção. Então vamos lá:
1.Pra que serve o meu compressor?


Em linhas gerais, podemos definir o uso do compressor em alguns itens básicos que são os seguintes:

1.1. Nivelar o volume:


Esse, que pode ser considerado o principal uso de um compressor, faz basicamente com que todas as partes tocadas soem com o mesmo volume final. Ou seja, a sua base suave, terá o mesmo volume do solo agressivo que também terá o mesmo volume final daquele dedilhado ultra delicado. Deu pra sacar como acontece?


Esse uso impacta diretamente na dinâmica final, mas enquanto muitos podem pensar que perder a dinâmica é um péssimo resultado, isso acontece ao contrário, pois, em vários estilos é totalmente recomendável que o som final seja linear para não causar surpresas. A música pop atual que o diga.





Ross Compressor e Dyna Comp; Dois clássicos


1.2. Aumentar o Sustain:


Alguns vários compressores disponíveis atualmente no mercado vem com um controle de Sustain separado, no entanto, mesmo os que não apresentam essa função de maneira tão explicita trabalham bem nessa tarefa. Normalmente o controle de saída da uma ajuda nesse sentido. Quando o compressor é usado para aumentar o Sustain, a função descrita anteriormente acontece normalmente, ou seja, o 
volume será nivelado e o som será mantido por um tempo maior antes de começar a cair.

Esse tipo de uso apresenta resultados fantásticos pra quem curte uma guitarra com Slide. O Sustain da uma pegada adicional que casa muito bem nesses casos. Vale muito experimentar.

Um efeito colateral muito comum desse uso é um aumento significativo do ruído no som final do seu set devido à amplificação necessária à manutenção do Sustain até o final.





Compressor Dan Armstrong Orange Squeezer



1.3. Booster


Usar o compressor como um Booster geral do sinal de entrada é uma prática mais comum do que a maioria dos guitarristas imaginam. Devido ao seu circuito ter em si um ou alguns amplificadores internos essa qualidade é inerente à grande maioria dos Compressores disponíveis no mercado. Em praticamente todos eles você terá um controle de saída ou de volume e é ai que você deve explorar essa função.


Dependendo da capacidade de amplificação do seu compressor você pode até saturar um pouco a entrada do seu amplificador valvulado.

2. Controles: Attack


Dentre os controles mais comuns entre os compressores está o controle de Attack, ou como é chamado em alguns casos Sensibility.


Esse controle basicamente diz ao seu compressor em que nível de sinal ele deve começar a comprimir, ou seja, a nivelar o seu som. O attack diz o quão cedo a compressão começará a atuar, ou seja, quanto mais aberto estiver o seu controle de Attack, mais rápido o seu pedal começará a comprimir o seu som.

3. Controles: Sustain


Como descrito acima, esse controle vai manter o seu sinal comprimido “vivo” por mais tempo. Enquanto o controle de Attack determina quando o compressor começa a trabalhar, o controle de Sustain determina por quanto tempo esse mesmo compressor fará o seu trabalho. Simples, não?

Quando um guitarrista planeja usar o compressor como um booster, uma boa estratégia seria zerar o controle de Sustain e abusar do controle de saída.


4. Controles: Tone e Output


Esses dois controles não são nenhuma exclusividade dos Compressores. Extremamente comuns entre vários outros pedais, tem aqui exatamente as mesmas funções com as quais estamos acostumados:
Tone: Controla a tonalidade geral de saída, podendo ir de um timbre bastante agudo até um onde os agudos não estão presentes.
Output: Controla a saída geral do pedal. Normalmente não tem nenhum papel no timbre do pedal, apenas na intensidade do sinal de saída.
Espero ter ajudado.