terça-feira, 13 de novembro de 2018

Single Coils - VINTAGE Output versus HOT Output



Algumas vezes lemos em fóruns de discussão sobre guitarras coisas do tipo “porque minha Stratocaster não tem a pegada de uma Les Paul” ou “porque minha Les Paul não tem aquele som limpo cristalino de um single coil” ou ainda “qual a melhor combinação de single coil para usar com meu humbucker.” Claro que essas perguntas muitas vezes nos vem a cabeça quando começamos a tocar e estamos ainda entendendo as nuances e diferenças entre os modelos de guitarras e aí, com o tempo passamos a entender a influencia do desenho, tamanho de escala, tipo de madeira e por aí vai. Apesar de nosso amadurecimento e entendimento, algumas questões sempre nos vem à cabeça como por exemplo uma stratocaster com som mais pesado continua sendo uma strato? Existe a possibilidade de uma strato soar como uma Les Paul? Que características da minha guitarra quero sacrificar em detrimento disso? Qual o melhor captador? Bom, é mais ou menos isso que queremos discutir aqui hoje.
Vintage Output = Baixa saída?
Quando falamos em pickup Vintage Output, estamos nos referindo ao processo de como esse captador é fabricado, por definição usada pelo pessoal da Seymour Duncan, um captador com essa característica é um captador feito da mesma forma que era feito pelo Leo Fender lá em meados de 1950.Esses captadores tem bem menos saída que alguns modelos modernos, mas eram eles que davam toda a cor, os agudos e maciez das stratos. De lá pra cá, a Fender fez algumas mudanças, seja por questões de custos ou mesmo de som, porém na stratocaster daquela época em todas as posições, o captador era o mesmo.
Leo não levava em conta a diferença de vibração das cordas para fazer captadores de diferentes características, pois em seu conceito os parafusos de ajuste de altura dos captadores serviam para isso e dessa forma era feita a compensação do som.
Quando então pensamos em um pickup com essas características, devemos ter em mente que é um captador que responde muitos as nuances de cada guitarrista e com muita dinâmica.
Então mais é melhor, certo?
Esse é então o maior desafio! Se você quer mais ganho, mais output do seu amplificador você tem algumas alternativas: mais ganho através de pedais, pré-amp, equalizador ou enrolando mais metal na bobina do pickup para adicionar mais ganho primário diretamente no pre-amp e pedais. Cada uma dessas alternativas vão te dar o que você quer, mas de diferentes maneiras e com características diferentes. Vamos então continuar nos pickups.
single-coil-diagram
Acontece que ironicamente à medida que você enrola mais metal no captador você obtém sim mais ganho, porém você imediatamente começa a perder brilho. Logo depois você começa a perder aquela dinâmica gostosa dos caps vintages.
O seu single coil então passa a ganhar mais frequências graves e médias e a ganhar peso, mas a coisa é que isso é justamente o que algumas pessoas querem!
Lembrem-se de que as cordas próximas à ponte vibram menos e que os captadores de alta saída foram primeiramente desenvolvidos para corrigir essa “deficiência” das stratos, de forma à colocar mais agudos e definir mais os solos. Enrolando-se mais ainda os pickups, surgiram então single coils capazes de chegar ao som do até então inigualável P90 e depois tornaram-se ainda mais quentes chegando quase se equiparar aos humbuckers.
Entretanto para tudo há um limite, você pode enrolar um captador o quanto quiser e nem por isso ele ficará fantástico. Uma hora você terá de por os pés no chão e se perguntar se um single coil é de fato o melhor para seu som. Entenda que mais fio gera mais ganho que gera mais barulho e menos definição.
Mas então o que fazer?
A melhor dica é escutar e observar o que sua referência como guitarrista usa e bater com suas reais perspectivas e realidade. Qual é meu equipamento? Qual a característica do meu amplificador? Quais as características dos meus pedais? O que posso mudar e o que terá maior impacto dentro do meu próprio setup e o mais importante: como eu toco? Eu gosto de mais dinâmica? Gosto mais de som na cara, aquele som rasgado e potente ou aquele som que responde minhas nuances, que traduz a maneira como toco as cordas.